Um dos equívocos mais comuns que presencio no dia-a-dia é a utilização de títulos equivocados para nomear e categorizar os eventos que são solicitados por empresas. Muitos podem achar que é apenas uma questão semântica, mas na realidade a nomenclatura também denuncia o nível de especialização, preparo e expectativas embutidas em cada viagem.
Quero aproveitar o SEM FRONTEIRAS para escrever uma série de artigos mais aprofundados sobre o tema. Este post inicial pretende tratar das diferenças entre os tipos de viagem, ajudando-nos a entender melhor os aspectos logísticos e operacionais. A teoria varia de acordo com a fonte e pode ser que a nomenclatura também possua outras vertentes, espero dar os conceitos da forma mais simples possível, preservando sua essência. Vamos lá:
EVENTO: todo ajuntamento de pessoas organizado por indivíduos, empresas, governo, etc. é um evento. Um jantar, uma palestra, um seminário, um treinamento, uma sessão de teatro e uma infinidade de atividades são eventos. Cada vez é mais comum tentar surpreender convidados e participantes de eventos inserindo componentes motivacionais nos mesmos, tais como premiações, encontros com esportistas, assistência a partidas de futebol, desfiles de moda, shows ou oficinas gastronômicas.
VIAGEM DE INCENTIVO: trata-se da viagem dada como prêmio por um objetivo alcançado ou como uma motivadora inicial para a busca de novos objetivos. A viagem de incentivo tem como razão principal “pagar” por um benefício obtido, dando ao ganhador uma sensação de “plena recompensa” por seu esforço e motivando-o a atingir novos resultados. Os incentivos estão invariavelvmente atrelados a campanhas de vendas, metas, crescimento, lucratividade ou outros fatores de medição objetivos, mas também podem resultar de processos de reconhecimento por excelência profissional, liderança, inovação, gerenciamento, etc. Uma viagem de incentivo não carrega, em sua essência, componentes vinculados a trabalho durante sua execução, a não ser em modelos “híbridos”.
CONVENÇÃO: é a viagem organizada pela empresa com a finalidade de extrair benefícios futuros. Numa convenção o caráter “institucional” é sempre presente, seja através de reuniões, seminários, atividades de “team building”, ampla exposição da marca e apresentações estratégicas. É comum as empresas selecionarem participantes de convenções com base em seu desempenho e cumprimento de metas anteriores, mas o modelo “híbrido” possui intensidade e recall motivacionais mais curtos que uma viagem de incentivo.
CONGRESSOS: são eventos organizados por instituições, empresas ou indivíduos através do sistema de adesão, convite ou inscrição (em geral pago ou patrocinado) com o claro propósito de debater temas específicos, independente de sua natureza. Há uma infindável lista de congressos e os mais comuns são os congressos médicos, profissionais (de uma profissão específica), religiosos e governamentais. Vários congressos inserem componentes motivacionais (jantares, passeios, shows, palestras) como forma de atrair um maior número de participantes.
No meu próximo post vou discorrer sobre a “linha do tempo” de cada evento, as nuances operacionais que os diferem e voltar ao tema dos eventos híbridos, que são muito populares no Brasil.




