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Music…Non-Stop!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Estou saindo agora à tarde para uns dias de retiro forçado. Levarei comigo meus “brinquedos” para ajudar a passar o tempo, mas o brinquedo que mais uso é sempre o I-Pod, que está “loaded”!

Para quem está a fim de curtir sons novos e diferentes este post pode servir como um menu de sugestões, que espero agradar meus leitores:

1) Minha rádio favorita hoje na rede é a Samurai FM http://samurai.fm/ com seus 28 canais para gêneros diferentes. O bacana da Samurai é que DJs e produtores do mundo todo podem postar seus sets e eles ficam lá, totalmente disponíveis para ouvir, baixar e curtir. Meus canais favoritos são Hip-Hop, Funk e House, mas…gosto é gosto.

2) No Ipod não podem faltar os podcasts baixados diretamente do Itunes. Os melhores canais de podcast prá quem gosta de House e Electro são o Deep House Cat Show e o 538 Dance Department. No primeiro são disponibilizados mixes semanais com 90 minutos de deep house finíssimo, excelente para ouvir no carro, no escritório e na praia. No Dance Department o produtor, DJ e agitador cultural holandês Denys Ryer coloca seu programa semanal da Radio 538 de Amsterdam, cheio de electro, tecno e houses bacanas.

3) Para quem gosta de ver e ouvir DJs em ação não existe lugar melhor que a radio Virtual DJ http://radio.virtualdj.com/home/ com seus 3 canais diferentes. O barato aqui é que podemos ouvir os sets dos DJs enquanto eles tocam ao vivo, ou seja, não estamos ouvindo uma gravação mas sim uma performance que está sendo transmitida para o mundo todo via internet. Meu canal favorito é o Canal 3, comDeep, Minimal e um pouco de Tech House.

4) Outro site poderoso é o da Last FM http://www.lastfm.com.br/home com seus milhões de músicas, artistas, gêneros…simplesmente uma coleção infinita das coisas mais legais, diferentes, exclusivas que já ouvi.

5) Prá terminar minha seleção vai essa: no http://www.onlineradiostations.com/ são mais de 22.000 rádios diferentes do mundo todo com todos os tipos de músicas. É aqui que me abasteço de American Standards dos anos 30, 40 e 50, procuro artistas totalmente underground e ouço Gershwin, Cole Porter ou Public Enemy. Viajou para algum pais e curtiu muito uma rádio de lá? Anote o nome e depois procure aqui, você poderá ouvi-la diariamente sem sair de casa ou do escritório.

É isso pessoal, por enquanto é só! Neste mundão SEM FRONTEIRAS a música é a verdadeira linguagem universal, a forma de arte mais popular, multicultural e simples de ser absorvida por qualquer povo em qualquer região. Uma ótima semana prá todos, volto a postar daqui uns dias.

R.I.P. Amy!

domingo, 24 de julho de 2011

Caramba, eu gostava demais da Amy Winehouse, que tinha cana até no nome. Vou sentir falta do seu vozeirão, de sua persona chapada e carismática, do repertório escrachado e super carregado de blues…

Só não viu que esse caminho já estava traçado há muito tempo quem não quis, inclusive a própria, uma tragédia pessoal amplamente anunciada. Descanse, malucona! E que seu mau exemplo sirva de alerta para outras malucas e malucos que ainda estão vivos pois, independente do tamanho do nosso talento, só temos uma vida e precisamos cuidar dela razoavelmente bem se quisermos esticar nossa estada por aqui

1 nota maestro Zezinho!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ainda não me aventurei a escrever sobre música por aqui. Talvez seja receio de me expor num assunto que não engano com desenvoltura ou a dificuldade em traduzir para palavras as letras que são “lidas” pelos ouvidos, mas hoje resolvi me aventurar depois de uma longa discussão durante o jantar. Fomos ao restaurante Topaz (http://www.topazistanbul.com/index_eng.asp), considerado um dos melhores da Turquia e com uma vista estonteante do Bósforo, onde pedimos o menú-degustação e 2 garrafas de vinho para embalar. Tudo muito bom, gente bacana, iluminação agradável, o lugar tem comida boa e recomendavel, mas a trilha sonora é “óbvia”, sem graça e limpinha demais, um verdadeiro xuxú de UTI.

Pois é, caros leitores, oTopaz foi arrastado ladeira abaixo (uma linda e verdejante ladeira, diga-se) à vala comum dos lugares que perdem personalidade nos detalhes. Diana Krall cantando Fly Me to The Moon, Ella Fitzgerald em Summertime ou Rod Stewart (Senhor, poupe-nos!) com What a Wonderful World. Todas músicas lindas, consagradas e iconicas, porém, imagino que elas estejam sendo tocadas em mais 2000 restaurantes mundão afora além do Topaz nesta mesma noite, ou seja, são veículo certo para a mesmice e pasteurização que assola boa parte dos lugares legais do planeta. Me alonguei no tema para entrar na categoria de lugares que se tornam famosos justamente por arriscar e por oferecer o novo, o inusitado e o óbvio (sim, até o óbvio) de forma absolutamente personalizada e sem medo de errar. Les Caves du Roi (http://www.byblos.com/byblos_sttropez.php?sodirect=cavesduroy) em Saint Tropez, The Supper Club (http://www.supperclub.com) de Amsterdan, Bar Costes (http://www.hotelcostes.com/index.php?page=hotels) em Paris, ou mesmo o Bar D’Hotel (http://www.marinaallsuites.com.br/allsuites/portugues/bar-hotel.asp) no Marininha mostram prá muita gente graúda o que é ter personalidade, e personalidade não se compra numa trilha sonora correta ou numa decoração “papai-mamãe” feita pelo arquiteto famoso. Personalidade é algo construído com a mistura da cultura, da experiência, da visão e da paixão do criador; é algo que requer muito mais que uma fórmula de Bolo Sol, tem que amassar a massa com vontade e colocar a alma para dar o tom. Da próxima que vez que forem a um restaurante, hotel ou centro de convenções tentem “ler” o som que entrar por seus ouvidos, imaginem se aquilo faz parte do “roteiro” e da “cenografia” propostas, pois este mesmo som é o que vai embalar seu hóspede feliz, seu passageiro emocionado e aquele casal apaixonado.  Antes de acabar estes rabiscos, alguém sabe que fim levou Pablo?