Muita gente vai ler este post já na 2ª feira, quando estaremos reunidos no 1º Encontro Panrotas – Marketing no Turismo. Fui convidado para apresentar idéias sobre “Marketing de Destinos”, mediar discussões (o povo que me chama prá mediador é muito louco, é igual chamar o Mike Tyson prá juiz em luta de boxe), interagir com vários convidados brilhantes e com todo o grupo participante, por volta de 100 pessoas envolvidas com o turismo. Estou muito motivado e contente, espero não decepcionar e quero sair com idéias legais deste encontro.
Falando em sair com idéias, nada como mostrar com quais estou entrando, assim posso fazer um balanço final e avaliar o que mudou, o que aprendi de novo e quais idéias iniciais ficaram ainda mais cristalizadas. Portanto, aí vai a lista de coisas que acredito no marketing hoje, antes do encontro:
1) Marketing não é ação acidental ou espasmódica. Tem que ter começo, meio, recomeço, meio, recomeço, meio….jamais tem fim.
2) Não ter “fim” não quer dizer não ter “propósito”. Antes de entrar no jogo eu tenho que estar seguro sobre quantos gols quero marcar, como vou marcar e em que tempo isso vai acontecer. Lógico que todo plano possui contratempos, mas o propósito não pode jamais deixar de existir.
3) Se for prá fazer barulho por nada, melhor eonomizar a corneta. Em tempos de super-exposição, mídias interativas e conectividade total, nós somos julgados tanto pelo que fazemos como por aquilo que não fazemos. Há momentos que não fazer nada é a melhor ação.
4) Dinheiro não aceita desaforo. Para cada Real que gasto eu penso se aquela grana está indo para a atividade certa e trará o resultado esperado. Orçamentos não precisam ser grandes, precisam ser muito bem investidos, só isso.
5) Todo e qualquer canal de comunicação, promoção e construção de marca é válido, desde que seja honesto, limpinho e tenha tudo a ver com o produto e serviço que estou vendendo.
6) Marketing é igual canja de galinha. Tem o poderoso dom de curar ressacas e fazer as coisas acontecerem de maneira simples. Sou contra a reinvenção da roda, pois os princípios não mudam, eles simplesmente vão se mascarando de coisas sofisticadas e diferentes. A melhor forma de montar uma estratégia (para mim) é: “será que eu compraria esse produto se ele fosse vendido da maneira x”?
7) Não dá prá manter um marketing moderno sem contar com as idéias, loucuras e pirações dos jovens. Se você não tem um jovem contratado, arrume vários jovens palpiteiros, de preferência brilhantes.
8 ) Trabalhar o contra-ciclo. Essa é velha, mas quase ninguém faz com medo de estar jogando grana pela janela. Não está! Sou um defensor ferrenho de estratégias contra-cíclicas.
9) Saber quando faz besteira. Prefiro que um amigo ou conhecido me diga que uma campanha ou um folder ou meu hotsite ficou uma droga do que receber elogios para uma atividade. O elogio tem que vir com mais vendas, mas às vezes estamos tapados para o mau trabalho que executamos.
10) Criar um mercado para seu produto, evitar entrar em áreas inundadas por concorrentes. É um conceito auto-explicativo.
Vou parar por aqui, apesar que minha lista é extensa e variada. Sei que não fui criativo, mas pelo menos quem ler este blog poderá se pautar nestas afirmações para nortear eventuais discussões durante nosso encontro. E lá vamos nós!