RUMO A ABU DHABI

O 13º Summit Global da WTTC acontece na próxima semana, aqui em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, onde já estou. Muitos de vocês conhecem o presidente da WTTC, David Scowsill, que já esteve duas vezes no Fórum PANROTAS, levando números e análises do turismo global e também recados importantes ao Brasil.

Na edição deste ano ele foi claro: o Brasil, se quiser ser uma das potências do turismo mundial e não ficar acomodado com seu potencial doméstico, tem de melhorar a infraestrutura e o acesso ao País, facilitar vistos, se promover mais, entre outras medidas que destinos como a África do Sul e a Austrália tomaram, mesmo com dificuldades parecidas com as nossas. Vai ser interessante ver o evento mundial da WTTC neste momento em que os olhos estão todos voltados para o Brasil, seja por causa de nossa economia, por causa da Copa e da Olimpíada, ou pelas notícias negativas de violência que atravessam o mundo…

Antes de contar o que já vi e fiz em Abu Dhabi, acho importante destacar como cheguei aqui (chegamos sábado 6, ainda de madrugada). O emirado faz parte de um núcleo de novos destinos mundiais que se destacam pelo alto investimento em infraestrutura e atrativos para os visitante, e um aporte tão grande quanto, se não maior, em promoção. Abu Dhabi já é notícia no mundo todo por ter o primeiro parque temático da Ferrari, por sediar a última corrida do ano da temporada de F-1, posto que tirou do Brasil, pelos hotéis de luxo, pela filial do Louvre que chega em 2015, pela quarta maior mesquita do mundo (uma maravilha), pelos vizinhos Doha e Dubai, pela companhia aérea Etihad, que chega ao Brasil em junho… Mas ainda não é um destino consolidado no turismo. Pode e quer muito mais.

Meu visto foi tirado on-line (a taxa foi de US$ 112) e o mesmo me foi enviado por e-mail. Ao chegar, dois carimbos e já estava pegando as malas. A reserva hoteleira foi feita via WTTC e também de forma bem objetiva. Cinco noites no Jumeirah Etihad Towers, onde ocorrerá o evento. O voo direto da Etihad chega apenas em junho a São Paulo e portanto tivemos de fazer uma escala na Europa, com a Tap. Tivemos significa que estou viajando com o presidente da PANROTAS, Guillermo Alcorta, e a diretora da Imaginadora, Ana Maria Donato. E “thanks, God”, em classe executiva, que, em uma viagem de mais de 24 horas, faz falta, faz diferença, faz bem…

A Tap usa a sala vip da Tam em Guarulhos, mas quem conhece o lounge português em Lisboa não tem como não ficar decepcionado (com a Tam). Bonita e estilosa, a sala da Tam peca em serviço e parece um mostruário de produtos Bauducco. Alguns itens ficam “escondidos” e o conforto é relativo. As comidas que não são Bauducco não estavam boas, mas há boas bebidas, como água de coco, e frutas.

Por isso fizemos questão de, na hora de conexão que tínhamos, corrermos para a sala da Tap em Lisboa e relaxar comendo aqueles docinhos e salgados quentinhos. O quesito gastronomia definitivamente é um ponto alto na Tap – a bordo e nos lounges. Consegui dormir umas duas horas apenas, pois o voo é praticamente diurno e, “thanks God again”o entretenimento era muito bom. Assisti a uns três filmes e meio… Incluindo dois que perdi no cinema há poucas semanas: Ana Karenina e O Impossível. Muito bons.

O trecho seguinte foi Lisboa-Londres e quem conhece Heathrow sabe: vai atrasar. O tráfego no aeroporto de Londres nos fez esperar por uma hora, mas no fim tudo deu certo. Tirando o frio de zero grau que enfrentamos na hora de pegar o trem para o terminal 4.

Aqui começa a etapa Etihad e a pergunta que todos devem estar se fazendo é: qual é a melhor companhia da região, a Etihad, a Qatar ou a Emirates?

Respondo no próximo post.

Viagem com apoio da Tap, Etihad, WTTC e assistência GTA

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Artur Luiz Andrade

Artur Luiz Andrade é carioca, taurino, jornalista e nasceu em 1969. É editor-chefe da PANROTAS Editora e mora em São Paulo desde 1998

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