God bleisure you

Bleisure é tendência? Obviamente não. Apenas um nome bonito criado por algum teórico marqueteiro que ama lançar novos termos para suas apresentações e posts… Quem não gosta ou precisa de cliques? Ficar um dia a mais em uma viagem de negócios, sabemos, não é para muitos e, por causa de questões de responsabilidade e cuidados da empresa que está pagando a viagem ao funcionário, não é algo tão facilmente aprovado. Por questões de segurança e pela burocracia legal, melhor seria dizer não. Mas na política da satisfação do cliente (no caso, o viajante-funcionário) e dos incentivos aos colaboradores, pode ser uma alternativa, desde que não envolva aumento de custos. A questão da responsabilidade, porém, continua. Um acidente na parte leisure da viagem é coberto por quem? As consequências a partir daí caem em que conta, a corporativa ou a pessoal? E as questões éticas? Fato é que se trata de algo delicado, analisado caso a caso e que não se pode chamar de tendência.

A tendência (mais) real ligada ao bleisure é a mobilidade que a tecnologia permite e que tem levado uma quantidade (sortuda e limitada) de pessoas a trabalhar viajando, e até acompanhada da família. Tudo depende da cultura da empresa, do modelo de trabalho e das atribuições e responsabilidades do viajante-trabalhador. E do wi-fi nos locais visitados, claro.

Bleisure não é tendência. Mas a flexibilidade de seu uso, especialmente para quem já trabalha em home-office ou tem posições específicas, e as preocupações com duty of care quando é autorizada sua adoção (geralmente em caráter excepcional) são sim realidade mundial. O bem estar do funcionário (o que inclui reconhecimento por ajudar na política de viagem da empresa) e a responsabilidade legal da empresa têm de andar de mãos dadas, e sem muita folga. Com firmeza e transparência.

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Artur Luiz Andrade

Artur Luiz Andrade é carioca, taurino, jornalista e nasceu em 1969. É editor-chefe da PANROTAS Editora e mora em São Paulo desde 1998

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