Prioridade bem-vinda

Estaremos prontos para, daqui a menos de 20 anos, dobrarmos o número de passageiros da aviação? Pular de quatro para mais de sete bilhões ao ano?

Estou nos Estados Unidos e aqui se debate constantemente a infraestrutura aeroportuária. Especialmente a questão da segurança com a fluidez dos viajantes nos aeroportos. Há pesquisas mostrando que se fosse mais simples (passar por todo o processo) haveria mais viajantes. Há pesquisas que mostram que muitos evitam aeroportos por causa dos transtornos.

E põe transtorno nisso.

Hoje gasta-se pelo menos uma hora na fila de segurança em grandes aeroportos dos Estados Unidos. Quando não mais que isso. Por mais que se viaje com sapatos fáceis de serem tirados, sem metais, sem laptop, sem líquidos… As filas são gigantescas. E muitas vezes os aeroportos apelam para os cães farejadores, para agilizar a fila. É comum passageiro pedindo para passar na frente para não perder o voo.

A biometria vai resolver parte desse problema, assim como a comunicação em tempo real da companhia aérea com o passageiro (que poderá ser identificado na fila da segurança, por exemplo).

Por ora… uma solução é pagar por prioridade. Passageiros premium, que voam de classe executiva ou primeira classe, ou que têm status alto nas empresas aéreas, têm filas diferenciadas. E a diferença de tempo é… ENORME. Um custo que começa a ser discutido nas planilhas dos gestores de viagens. Ou chega-se quatro horas antes do voo. Ou paga-se por prioridade, algo que no Brasil ainda não é permitido, salvo uma experiência no Rio Galeão.

Para voos internacionais, já há vários programas nos Estados Unidos, como o Global Entry, e para voos domésticos o Clear ou o TSA Pre, que requerem cadastro e pagamento e que as empresas também já estão dispostas a pagar a seus executivos…

Uma discussão para ontem. Gastar mais tempo na fila do que no voo é algo que não deveria acontecer. E acontece.

 

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Artur Luiz Andrade

Artur Luiz Andrade é carioca, taurino, jornalista e nasceu em 1969. É editor-chefe da PANROTAS Editora e mora em São Paulo desde 1998

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