Encolher pode ser bom

Já escrevi sobre isso inúmeras vezes: toda feira de Turismo no Brasil anuncia números crescentes a cada ano. No mínimo 10%. Mas como pode um evento crescer 10% ao ano nos últimos dez anos e continuar no mesmo local e, pior, com aparência de estar menor? Mistérios.

A WTM Latin America se encerra hoje e números prévios falam de cerca de 11 mil profissionais. Para mim a quantidade realmente não importa. Estive dois dias no evento, a maior parte do tempo no Estande PANROTAS, mas falei com vários expositores, que relataram terem feitos muitos negócios. Apenas um achou que poderia ter sido melhor. Vamos aos altos e baixos do evento.

ALTOS

A feira está menor e mais compacta (estou falando de estandes). E isso é bom. Melhor para percorrê-la, para achar a próxima reunião. Para cumprir uma agenda de negócios.

Agenda de negócios, aliás, é outro ponto alto do evento.

Houve qualidade de visitantes (claro que sempre algumas figuras inusitadas se misturam a eles, em busca dos famosos brindes e sacolas, mas no geral, a qualidade era boa).

A climatização do Expo Center Norte esteve muito boa.

E houve diversidade de expositores internacionais e do Brasil.

BAIXOS

Houve um excesso de reuniões, fóruns, palestras, seminários, encontros (o speed networking me foi bastante elogiado), repetindo palestrantes e assuntos de outros eventos. Acho que isso tira o foco da feira em si. Dos negócios entre buyers e suppliers. Veja o IPW: é feira full time, com horário marcado. Sem palestras, sem congresso e com festas só à noite e na hora do almoço. Vi muita gente querendo reuniões marcadas… E muitos expositores tinham agenda cumprida à risca.

Os banheiros do Expo Center Norte… sem comentários. O masculino estava com fila e vários entupimentos, e me disseram que no feminino não era nada melhor.

A sinalização não estava boa e mesmo os Estados brasileiros estavam misturados e avulsos… Mas como a feira estava pequena, nada muito grave.

Viva a cultura, as manifestações artísticas, mas havia um excesso de tambor sendo tocado a partir de determinado momento.

REGULAR

As opções gastronômicas, o acesso de Uber e táxis e a cerimônia de abertura (sim, estou sendo bonzinho, pois ninguém aguenta mais tanto discurso).

Ano que vem tem mais. Recomendaria a feira? Com certeza. Mas o sucesso dela depende muito do que buyers e suppliers fizerem com sua agenda… Nada de ficar batendo perna pelos corredores. Appointments são essenciais.

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Artur Luiz Andrade

Artur Luiz Andrade é carioca, taurino, jornalista e nasceu em 1969. É editor-chefe da PANROTAS Editora e mora em São Paulo desde 1998

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