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	<title>Tendência e Tecnologia</title>
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		<title>Vem ai um FACEBOOK de 100 bilhões de dólares</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 18:10:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Salvador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você não está pagando você não é  um cliente, você é  um produto. Essa frase pode parecer contundente mas resume o modelo de negócio que o Facebook está vendendo para os investidores no IPO do dia 18 de Maio, que promete ser o maior da historia do capitalismo: 100 bilhões de dólares de valorização [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>Se você não está pagando você não é  um cliente, você é  um produto.</em></strong></p>
<p>Essa frase pode parecer contundente mas resume o modelo de negócio que o Facebook está vendendo para os investidores no IPO do dia 18 de Maio, que promete ser o maior da historia do capitalismo: 100 bilhões de dólares de valorização fazendo a empresa valer mais do que a Amazon ou a Dell e HP juntas.</p>
<p><em><strong>Mark Zuckerberg</strong></em>, 27 anos e outros executivos “<em>trainees</em>” de bilionários foram recebidos como estrelas de holywood com direito a tiete, paparazzi e limousine nas cidades no ultimo road show que  apresentaram os planos de captação da empresa:</p>
<p>Mas todo cuidado é  pouco. IPOs de empresas de Internet sempre despertam mais entusiasmo do que pragmatismo. Exemplos dos últimos IPOs da Zynga (Games on line) e Groupon mostram que as acões ainda não conseguiram retomar o valor inicial da oferta deixando muitos investidores inquietos. Certo que o “upside” do Facebook é  justamente a massa de dados que possuem dos 900 milhões de <em>usuários-produtos</em>. Mas até onde eles são fieis ao FB ainda é uma incógnita. O Orkut, Myspace e Friendster habitam o cemitério das redes sociais simplesmente porque a manada decidiu trocar de endereço.</p>
<p>A turma do FB sabe disso e não está parada. Lançou o Timeline e comprou o Instagram por 1 bilhão de dólares incentivando as pessoas a ir além de estórias em fluxo continuo mas a inserir fotos e História da vida, mantendo-as ainda mais expostas e dependentes. O resultado é  visível: dos 900 milhões de usuários em 2012, 58% consultam suas paginas diariamente contra 55% no ano passado. E quanto mais ativos, mais eles clicam sobre anúncios,  aderem a jogos e outras baboseiras e parafernalias virtuais.</p>
<p>Os grandes desafios da sustentabilidade do Facebook &#8211; como ja disse aqui nesse blog &#8211; serão o da telefonia movel e o das buscas.</p>
<p>O primeiro diz respeito a mudar o DNA da empresa. Coisa difícil mas não impossível. A plataforma do FB foi criada a partir de um modelo de &#8220;desktop&#8221;  e não de &#8220;telefonia móvel&#8221;. Competir no mundo da telefonia móvel <em>será </em> tão difícil para eles quanto está sendo para o Google competir no mundo das redes sociais, para a Microsoft no mundo das buscas, para a Nokia no mundo dos smart phones e assim por diante&#8230;</p>
<p>Não basta ter dinheiro mas sim capacidade de  destruir paradigmas e inovar sobre o velho. &#8220; <em><strong>Destruir as próprias charretes para construir  as próprias  locomotivas antes que alguém o faça&#8221; </strong></em>como dizem os gurus de marketing.</p>
<p>Por ultimo, investidores que  comprarem  acões do Facebook terão que aceitar que o Mark Zuckerberg vai permanecer na frente do negócio com mais de 50% da empresa. Algo perigoso para uma <strong><em>blue chi</em></strong>p. Olhando para trás vemos o Jerry Yang, fundador do Yahoo! Em apenas 10 anos ele conseguiu deixar de ser o guru da Internet para se transformar no trapalhão de negócios. Por causa dele &#8211; e de acreditar em seus próprios méritos e paradigmas &#8211; o Yahoo! virou sucata virtual.</p>
<p><strong>O assunto do Facebook e das buscas eu vou deixar para o próximo post.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Business Travel na Rússia</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 17:02:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Salvador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Estive em Moscou semana passada. Infelizmente não tirei fotos de trovadores, paredes de ouro, crianças bochechudas nem de hotéis 12 estrelas como faz o Sidney Alonso cada vez que vai para um lugar distante. Alias o Sidney Alonso é um dos poucos que conheço que se diverte trabalhando. No turismo normalmente é o contrário. Certo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estive em Moscou semana passada. Infelizmente não tirei fotos de trovadores, paredes de ouro, crianças bochechudas nem de hotéis 12 estrelas como faz o Sidney Alonso cada vez que vai para um lugar distante.</p>
<p>Alias o Sidney Alonso é um dos poucos que conheço que se diverte trabalhando. No turismo normalmente é o contrário. Certo que os fins justificam os meios. E rezo todos os dias para minha empresa contratar a Avant Garde para me levar a um daqueles lugares maravilhosos das fotos do Sidney.</p>
<p>De tanto se divertir trabalhando tenho a ligeira impressao que o Sidney também ganhou uns quilinhos nos últimos anos&#8230;</p>
<p><strong>Mas deixa eu parar de implicar com o Sidney e voltar ao meu post: o turismo na Rússia esta explodindo e cresce mais do que na China.</strong></p>
<p>Players locais com nomes estranhos como <em>Ozon, Oktogo, Nabortu e Ostrovok </em>dominam a cena on line e não deixam espaço para mastodontes como Expedia entrarem com seus modelos de negócio engessados. Assim como no Brasil, não existe empresa na Rússia que tenha feito sucesso com fórmulas pré determinadas e sem parceria local.</p>
<p>Apesar de multiplicar-se a cada ano o mercado on line ainda é incipiente e representa menos de 10%. As reservas corporativas via GDSs também são pouco representativas.</p>
<p>Os Russos gostam de viajar. Um Russo médio paga somente 13% de imposto comparado com os padrões europeus e brasileiro de 30/40%. Isso significa que eles têm mais economias mas cultivam o hábito de pagar tudo em dinheiro. 90% da economia funciona com pagamento “cash”.</p>
<p>As viagens são dominadas por consolidadores locais que facilitam a burocracia dos vistos (Russos só podem viajar sem visto para alguns poucos paises) e do sistema de pagamento. Um cliente que viaja a negócios reserva via agencia, que por sua vez passa por um consolidador que por sua vez compra de um operador que por sua vez negocia com os hotéis. Ao longo desse caminho a margem dos fornecedores diminui pela metade.</p>
<p>A evolução do mercado, como em todos os países emergentes, somente é possível através das associações de classe. Tive a oportunidade de encontrar com dois atores conhecidos e importantes como o Vadim Zelenski, presidente da Russian Business Travel Association  e com o Philip Lookianenko da HRG.  A associação mantém um acordo estratégico com a ACTE e com uma entidade poderosa aqui na Alemanha, a German Business Travel Association (VDR)</p>
<p>A história e os desafios que eles contam lembram muito o que ocorreu no Brasil há 10 anos quando surgiram importantes associações como a <strong>ABGEV, ABRACORP, FOHB</strong> entre outras. Juntas ou separadas cada uma em seu setor, elas possibilitaram a construção de uma agenda e visão comum, o cruzamento e centralização de informações e estatísticas, lobby junto aos governos, capacitação e instrumentalização da mão de obra e a busca de processos e standarts que minimizem os custos operacionais.</p>
<p>Um longo caminho pela frente. Mas o esforço desses visionarios vale a pena quando vemos o tamanho do mercado.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Paridade tarifaria, o que é isso ?</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Apr 2012 10:56:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Salvador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Fernando Henrique Cardoso diz que a diferença entre um articulista e um cronista é que o primeiro argumenta logica e concatenadamente sobre um assunto qualquer. Ja o cronista pode divagar. Volto a ser articulista depois de divagar sobre os tapas e beijos de Paris. Paridade tarifaria, o que é isso ? Se você fosse fornecedor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando Henrique Cardoso diz que a diferença entre um articulista e um cronista é que o primeiro argumenta logica e concatenadamente sobre um assunto qualquer. Ja o cronista pode divagar. Volto a ser articulista depois de divagar sobre os tapas e beijos de Paris.</p>
<p>Paridade tarifaria, o que é isso ?</p>
<p>Se você fosse fornecedor (tipo hotel e avião) diria que é uma maneira de controlar o equilíbrio dos canais de distribuição. Se você fosse um grande intermediário (tipo CVC e Trend) diria que é um dever de todos menos deles “pois temos poder de compra”. Se você fosse um intermediário pequeno (tipo agencia de viagens) diria que é algo que afasta o seu negócio da extinção.  Finalmente, se você fosse um cliente você não diria nada. Apenas compraria no lugar mais conveniente e seguro.</p>
<p>Por trás dessa abordagem simplista está todo o equilíbrio do ecosistema do turismo. O fornecedor é o primeiro elo. Ele deve ter a inteligência de gerenciar os canais de venda pela  margem e não pelo preço. Eu explico: praticando uma tarifa igual em todos os canais ele pode incentivar aqueles que oferecem mais margem de lucro, como a venda direta. Quanto mais ele gerenciar pelo preço mais será pressionado pelos fornecedores a oferecer menor preço em troca de volume.</p>
<p>E quanto mais volume mais dependência de um lado e arrogância do outro.</p>
<p>As companhias aéreas entenderam  há anos essa maneira de gerenciar seus assentos. Infelizmente os hotéis não aprendem com elas. Na crise econômica de 2008 os hotéis nos EUA queimaram 8 bilhões de dólares dos seus ativos imobiliários ao transferir o inventário para as OTAs venderem barato e pagando comissão de 20%. Por outro lado a Expedia Inc valorizou seu “market cap” em 8 bilhões de dólares.</p>
<p>No último trimestre uma pesquisa recente da RateGain em grandes cidades como Chicago, Londres e Amsterdam constatou que somente 1 em cinco hotéis mostravam preços iguais em todos os canais pesquisados. Pior ainda, o preço mais barato encontrado era sempre da OTA.</p>
<p>Será que o Brasil está longe disso ?</p>
<p>Conforme a tecnologia avança a situação se complica e os hotéis estão tentando fugir dessa armadilha prometendo paridade mas reduzindo disponibilidade (conditions parity) ou limitando o acesso ao conteúdo (content parity) ou restringindo a paridade a um único canal de reservas (channel parity).</p>
<p>Tudo isso é tapar o sol com a peneira. Basta inteligência e coragem de gerenciar seu ativo mais precioso &#8211; que é o inventário &#8211; de maneira pragmática mas respeitando o equilíbrio do sistema.</p>
<p>Foi-se a era em que se pensava que o canal direto poderia ser imposto ao cliente como única forma de reservar um hotel ou comprar um avião. Mas também deixar que um intermediário cuide do posicionamento do seu produto também não é nada inteligente nem lucrativo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Trilogia final: você já beijou em Paris ?</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 16:33:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Salvador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu já havia escrito sobre beijo há dois anos quando meu amigo artista plástico Flávio Ferraz despertou-me para o estado de felicidade das pessoas que beijam em pé. Todos sabemos que parisienses são mau humorados por natureza. Eles AMAM esse estado de espírito. Mas beijar em Paris é diferente de tudo. Estar em companhia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.panrotas.com.br/tendenciasetecnologia/?p=307" target="_blank">Eu já havia escrito sobre beijo há dois anos </a>quando meu amigo artista plástico Flávio Ferraz despertou-me para o estado de felicidade das pessoas que beijam em pé.</p>
<p>Todos sabemos que parisienses são mau humorados por natureza. Eles AMAM esse estado de espírito.</p>
<p>Mas beijar em Paris é diferente de tudo. Estar em companhia de quem gosta na cidade mais bonita do mundo é um momento existencial perfeito. E para a maioria das pessoas, depois de muito economizar e sonhar&#8230;</p>
<p>Beijo em pé na plataforma de partida ou chegada do TGV, beijo na calçada em frente ao café. Beijo depois de sair do bistrô, beijo no metro, beijo nas 37 pontes que cortam o Sena. Beijo em frente ao Hotel de Ville para imitar <a href="http://www.google.fr/imgres?q=robert+doisneau&amp;hl=fr&amp;sa=X&amp;rlz=1C1SKPL_enBR435BR435&amp;biw=1280&amp;bih=891&amp;tbm=isch&amp;prmd=imvnso&amp;tbnid=u25r2A-XYXK_UM:&amp;imgrefurl=http://lauky.canalblog.com/archives/2011/11/29/22845562.html&amp;docid=OCadxOwg-UixiM&amp;imgurl=http://storage.canalblog.com/29/73/927192/70575272.jpg&amp;w=500&amp;h=390&amp;ei=GDCUT-bgHcjWtAbFrfHWBA&amp;zoom=1&amp;iact=hc&amp;vpx=676&amp;vpy=582&amp;dur=1983&amp;hovh=198&amp;hovw=254&amp;tx=95&amp;ty=102&amp;sig=110711972903943695394&amp;page=2&amp;tbnh=159&amp;tbnw=200&amp;start=24&amp;ndsp=30&amp;ved=1t:429,r:27,s:24,i:260" target="_blank">a famosa foto do Doisneau</a>. Ou então na Place des Abbesses ou na Place des Vosges. Ou em um dos bancos do Jardim de Luxembourg. Beijo em frente a igreja de Saint-Eustache ou saindo da catedral de Notre Dame ou em frente a qualquer igreja. Beijo nas centenas de fontes que jorram água potável. No cantinho da pirâmide do Louvre. No escurinho do cinema em Montparnasse. Beijo na Tour Eiffel. Beijo embaixo das cobertas de um hotel em Saint German de Prés (ou embaixo de qualquer coberta). No topo da Sacre Ceur ou em Montmartre. Beijo ao entardecer no Sena. Beijo nos Bateaux Mouches, nos ônibus, nas bicicletas e na garupa de uma scooter. Beijo na Avenida Champs Elysees entre um sinal fechado e outro. Beijo na roda gigante durante o inverno, no Jardim de Plantes na primavera, rolando na grama no verão e no meio das folhas amarelas no outono&#8230;</p>
<p>Esses beijos vão ficar na minha memória nos anos que morei em Paris. Eles foram feitos na companhia da minha querida e eterna <strong><a href="http://www.annitaromano.com/EN/page1.html" target="_blank">Annita Romano</a></strong>. E também aqueles que vi com olhos de voyeur. Esbanjavam tanta ternura que não pude resistir de contemplar.</p>
<p>Leitor: se vier a Paris aproveite. E beije muito. A vida é curta. E em Paris ela não pode ser desperdiçada.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Trilogia de Paris parte 2: Tapas</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2012 16:11:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Salvador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Certas coisas desapareceram. Briga de rua por exemplo. Há muitos anos não via uma mizera briga de rua. Daquelas que os protagonistas soltam tapas e tabefes defendendo um ponto de vista banal (quem fechou quem, quem furou a fila de quem, quem olhou a mulher de quem). Hoje em dia a violência dos revólveres, AR15 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certas coisas desapareceram. Briga de rua por exemplo. Há muitos anos não via uma mizera briga de rua. Daquelas que os protagonistas soltam tapas e tabefes defendendo um ponto de vista banal (quem fechou quem, quem furou a fila de quem, quem olhou a mulher de quem).</p>
<p>Hoje em dia a violência dos revólveres, AR15 e metralhadoras acabou com essa cena nas cidades brasileiras. Mas historicamente &#8211; desde os tempos em que eramos colônia &#8211; o malandro conseguia tudo através dos tapas.</p>
<p>Quando morava em Paris presenciei algumas. Lembro de duas: a do taxista e a do motoqueiro.</p>
<p>Cena 1: o táxi dá seta para direita e pára. O motorista salta, caminha para trás, abre a porta do veículo e arranca um senhor de dentro na base de pescoçadas. Fora do automóvel o senhor se recompõe e parte para cima do taxista esbofeteando-o com a mão aberta. Tinha anos que eu não via tabefes de mão aberta. Daqueles que estalam. Em seguida salta uma distinta senhora, abre a mala do taxi e desce duas bolsas de viagem. Na pausa dos tabefes ela grita qualquer coisa para o senhor que termina com os sopapos e deixa o taxista entrar de volta no carro e ir embora calmamente. No fim da cena a senhora ajeita a camisa do senhor para dentro da calca do terno. Nenhum tiro. Nenhuma aglomeração. Apenas mais uma cena de Paris.</p>
<p><em>Abre parênteses</em>: taxista em Paris é capaz de dar bofetada em passageiro que desconfia do valor da corrida. E olhem que os taxistas de Paris não estão no ranking dos mais honestos do mundo. Principalmente quando saem do aeroporto e ligam o taxímetro meia hora antes do passageiro entrar.</p>
<p>Cena 2: Na ponte Alexandre III o motoqueiro interrompe o percurso de um Peugeot . De dentro do Peugeot sai um executivo. Ele aguarda calmamente o motoqueiro tirar o capacete e em seguida começa a cobri-lo de pitombas.  O motoqueiro responde a altura desfechando vários socos de mão fechada no distinto executivo. Depois de satisfeitos, ambos se reposicionam em seus veículos e seguem educadamente cada um para o seu lado. Só faltaram dizer “<em>merci beacoup</em>”.</p>
<p><em>Abre parênteses</em>: motoqueiros em Paris transgridem as normas de trânsito da mesma maneira que os de São Paulo. Trafegam nos corredores de onibus, consideram a via entre os carros como sendo DELES e estacionam as motocas em todos os lugares. A única diferença é que na hora da discussão, eles são extremamente educados ao distribuir tabefes. Nada de chutes no retrovisor nem capacetadas no capôt do veículo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Trilogia de Paris: Cães</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2012 12:27:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Salvador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Vivi em Paris quase 6 anos e freqüento há mais de 15. Uma vida é pouco para sermos íntimos dela. Quando pensamos conhecer tudo lá vem alguém com algum lugar novo, uma história nova ou ângulo novo. Nos próximos posts vou compartilhar com o leitor a trilogia dos cães, dos tapas e dos beijos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Vivi em Paris quase 6 anos e freqüento há mais de 15. Uma vida é pouco para sermos íntimos dela. Quando pensamos conhecer tudo lá vem alguém com algum lugar novo, uma história nova ou ângulo novo. Nos próximos posts vou compartilhar com o leitor a trilogia dos<strong> cães, dos tapas e dos beijos </strong>parisienses que é retratada por artistas, escritores e poetas desde que o mundo é mundo.  Aliás, antes mesmo do mundo ser mundo, 300 anos antes de Cristo, Paris já existia.</p>
<p>Vou começar pelos cães. <strong>O leitor acredita em ressurreição? Acha que fez muita travessura nessa vida ? Então peça a Deus para vir na próxima vida como cão parisiense.</strong> Vir ao mundo como cachorro parisiense é tudo de bom.  Eles são mais de 200 mil espalhados em todos os cantos da cidade:  restaurantes, museus, trens, parques, hotéis, lojas, galerias de arte.</p>
<p>Morar e locomover-se com cães em Paris é garantido por lei: “<em>é proibido me proibir</em>” diz o site do blogueiro Spencer Le Border, que escreveu o “<em><a href="http://spencerleborder.over-blog.com/1-index.html" target="_blank">guia urbano dos cães parisienses</a></em>”.  Outro dia em uma vernissage chique em Saint German de Prés pude testemunhar como esses seres de quatro patas são queridos.  Enquanto conversava com outros amigos entreolhava uma C<em>ocker Spaniel </em>lamber uma das obras do artista.  A dona interviu com parcimônia:  “<em><strong>Lulu, vem cá minha cherrie não lamba isso</strong></em>”.  Pensei comigo: se fosse uma criança, a Lulu já teria tomado um cascudo. Cinco minutos depois lá estava a Lulu comendo salgadinhos e bebendo água mineral Vittel. A Lulu era a estrela da noite. Acho que o coitado do artista não vendeu nenhuma obra por causa daquela pequena peste que adorava subir no joelho das pessoas para pedir salgadinhos.  E quem ignorava a Lulu ou falava “<em>passa fora Lulu</em>” levava marimbondos de fogo dos olhos da dona de nariz empinado.</p>
<p>Outras características dos cães parisienses: todos entendem e latem em francês, não precisam tomar banho e não necessitam (ainda) exercer o direto de voto. Estarão livres de escolher entre o Sarkozy e o Francois Hollande nas próximas eleições.</p>
<p><strong>Tem coisa melhor no mundo do que ser cão em Paris ?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O que as mulheres esperam de um hotel ?</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 21:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Salvador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já faz algum tempo escrevi sobre a força das mulheres na economia atual. Juntas elas são responsáveis por gerar 5 trilhões de dólares de consumo e influenciar 70% de todas as decisões de compra.   A presença feminina mais que dobrou nos últimos 10 anos nos hotéis de 4 e 5 estrelas e elas já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já faz algum tempo escrevi sobre a força das mulheres na economia atual. Juntas elas são responsáveis por gerar 5 trilhões de dólares de consumo e influenciar 70% de todas as decisões de compra.   A presença feminina mais que dobrou nos últimos 10 anos nos hotéis de 4 e 5 estrelas e elas já representam 40% dos viajantes corporativos.</p>
<p>Recentemente viajava em companhia de uma executiva e discutíamos como os hoteleiros teimam em achar que homens e mulheres esperam as mesmas coisas de um hotel. Pior ainda: hotéis são lugares masculinos desenhados por homens e para homens. Bares , lobbies,  fitness,  restaurantes, quartos&#8230; tudo parece pertencer ao universo masculino.  Pobres das que viajam sozinhas. Ou ficam no apartamento ou se submetem a serem intimidadas nas areas comuns.</p>
<p>Aqueles que despertam para a força das consumidoras freqüentemente caem no paradoxo do marketing masculino e estereótipos do tipo “hotel para mulheres” ou “ andar para mulheres”.  Estudos comprovam: elas detestam isso.</p>
<p>Quanto perguntei a minha amiga viajante o que ela espera de um hotel a resposta foi essa : “ <em>Não precisa tornar as coisas complexas, bastariam pequenas melhorias como menus mais lights (com informações nutricionais) no restaurante, mais aparelhos cardiovasculares no fitness, segurança extrema mas não intimidadora, mais toalhas no apartamento e acima de tudo um secador de cabelos possante.&#8221;</em></p>
<p>- <strong>Secador de cabelos ? Mas isso qualquer hotel tem !</strong></p>
<p><strong> </strong> &#8220;<em>Qualquer hotel tem. Mas como são comprados por homens, servem para secar cabelos de homens ou para não secar nada. Cabelo de mulher exige secadores possantes e portanto mais caros. Nenhum homem considera secador mais caro como um item primordial na compra de equipamentos de hotel. Eles preferem coisas de homem como enormes TVs com controle remoto. Mulher precisa mesmo é de secador de cabelos possante no quarto.&#8221;</em></p>
<p>Naquele momento pensei em <strong>Nelson Rodrigues </strong>e o seu <strong>óbvio ululante </strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>7 bilhões: a Terra agüenta ?</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 22:02:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Salvador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Mas como eu ia dizendo, a terceira tendência tem a ver com Responsabilidade Social e Sustentabilidade. (para o leitor que chegou agora, recomendo começar pelo post anterior). O Planeta Terra acaba de completar a marca de 7 bilhões de habitantes. Em 1800 eramos 1 bilhão.  Crescemos 6 bilhões de almas vivas em apenas dois séculos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas como eu ia dizendo, a terceira tendência tem a ver com <strong>Responsabilidade Social e Sustentabilidade</strong>. (<a href="http://blog.panrotas.com.br/tendenciasetecnologia/?p=1046" target="_blank">para o leitor que chegou agora, recomendo começar pelo post anterior</a>).</p>
<p>O Planeta Terra acaba de completar a marca de 7 bilhões de habitantes. Em 1800 eramos 1 bilhão.  Crescemos 6 bilhões de almas vivas em apenas dois séculos. Em breve – 2045 –  seremos 9 bilhões sendo 70% vivendo em áreas urbanas.</p>
<p>Recentemente em um evento da <em><strong>Condé Nast Traveller</strong></em> em Singapura descobri que <strong>os países da Asia vão precisar de 20 mil casas, 6 milhões de litros de água e 300 km de rodovias por dia para atender à demanda de crescimento dos próximos 20 anos.</strong></p>
<p><strong>A Terra agüenta </strong>? Claro que não. Se nada fizermos nossos netos vão morrer de frio ou de calor como disse o professor Geoffrey Lipman em sua palestra sobre turismo sustentável no Forum Panrotas.</p>
<p>A primeira coisa a se pensar é em <strong>equilíbrio</strong>. Apenas 5% de nós consome 23% da energia produzida. 13% da população não bebe água potável e 38% carece de saneamento básico.  Ao pensar em sustentabilidade não devemos limitar-nos a plantar árvores mas em  esforçar-nos a mudar todo o sistema social e os fundamentos do  capitalismo atual: pensar menos em maximizar o lucro e pensar mais em maximizar a cadeia produtiva.</p>
<p>Vejam um exemplo emblemático de responsabilidade social de um empreendedor turístico: Uma operadora londrina se inspirou no movimento “<a href="http://www.meetup.com/thesockmob/" target="_blank">The Sock Mob</a>” que ajuda homens e mulheres de rua em Londres e fundou a “<a href="http://sockmobevents.org.uk/" target="_blank">Unseen tours</a>”. Um verdadeiro programa de reinserção que usa o profundo conhecimento dessas pessoas de rua para compartilhar com os turistas as estórias e lugares  insólitos da cidade. Metade do valor arrecadado vai para o guia. Essa iniciativa tem atraído a mídia e turistas que buscam através desse engajamento dar um sentido mais amplo à sua estada em Londres.</p>
<p>Certamente muitas outras iniciativas estão sendo tomadas para se proteger o planeta do impacto da superpopulação. Mas a primeira delas deve ser o foco no <strong>equilíbrio</strong>.</p>
<p>Através do <strong>equilíbrio</strong> teremos consciência de que não ganhamos o Planeta Terra de presente. Apenas tomamos emprestado para devolver mais tarde às gerações futuras.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Meu tio usa agente de viagem. E meu avô também.</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 11:06:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Salvador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Distribuição]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrevo esse post voando pela simpática TAP de volta para a Europa, depois de participar do Fórum Panrotas. Não consigo parar de pensar na resposta direta da jovem Leny Oliveira no painel sobre Tendências e Tecnologia. Perguntei se ela havia utilizado o agente de viagens para programar e reservar seu intercâmbio de um ano na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrevo esse post voando pela simpática <strong>TAP </strong>de volta para a Europa, depois de participar do <strong>Fórum Panrotas</strong>.</p>
<p>Não consigo parar de pensar na resposta direta da jovem Leny Oliveira no painel sobre Tendências e Tecnologia. Perguntei se ela havia utilizado o agente de viagens para programar e reservar seu intercâmbio de um ano na Irlanda.</p>
<p>Para quem não esteve lá eu explico: o painel tratou de levantar três tendências que estão afetando o turismo no mundo. Exigindo profunda  reflexão sobre as ameaças e oportunidades decorrentes.</p>
<p>O primeiro deles é a revolução da telefonia móvel.  <a href="http://blog.panrotas.com.br/tendenciasetecnologia/" target="_blank">Esse assunto abordei no último post</a>. O segundo trata do fenômeno que chamo dos <strong>NOVOS CONSUMIDORES</strong> e <strong>CONSUMIDORES NOVOS</strong>.</p>
<p>Os <strong>NOVOS CONSUMIDORES</strong> são aqueles que estão migrando da classe D para a Classe C e realizando o sonho – ate então &#8211; longínquo de viajar. No Brasil &#8211; em 2012 – onze milhões de pessoas vão entrar pela primeira vez num avião. No mundo, estima-se que os países emergentes vão criar 2 bilhões de novos consumidores com vontade de viajar.</p>
<p>Já os <strong>CONSUMIDORES NOVOS</strong> são aqueles da era da internet. <strong>Esse ano a internet comercial vai comemorar 18 anos. Os jovens nascidos em 1994 representam a  primeira geração genuinamente nascida na era digital</strong>.</p>
<p>A Leny tem quase essa idade. Ela foi convidada pelo Fórum a subir no palco e a dar seu testemunho sobre a programação de uma viagem de intercâmbio para a Irlanda. Quando perguntei se havia usado agente de viagens em alguma etapa da pesquisa ou da reserva ela prontamente respondeu: <em>Não.</em> Insisti indagando se ela conhecia alguém de seu circulo que usava agente para viajar. “<em>Humm, deixa eu pensar&#8230; meu tio usa. E meu avô também.”</em></p>
<p>A terceira tendência vou deixar para o próximo post. A resposta da Leny já é matéria suficiente a refletir para onde esse mundo vai. Ou melhor:  para onde esses jovens estão levando o mundo.</p>
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		<title>Vem ai mais uma revolução no turismo</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 19:11:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Salvador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Distribuição]]></category>
		<category><![CDATA[Hotelaria]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava pronto para escrever sobre paridade tarifaria. Tema levantado pelo Guto Rocha enquanto comprava sua coifa há uns dias atrás. Mas antes preciso repercutir o GSMA, Mobile World Congress 2012 que aconteceu em Barcelona semana passada. Esse ano o GSMA registrou número recorde: 67 mil delegados e 205 países incluindo o  Brasil.  Aliás, o Brasil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava pronto para escrever sobre paridade tarifaria. Tema levantado pelo <a href="http://blog.panrotas.com.br/likeandshare/index.php/2012/02/27/paridade-tarifaria-who-cares/" target="_blank">Guto Rocha enquanto comprava sua coifa há uns dias atrás.</a></p>
<p>Mas antes preciso repercutir o<strong> <a href="http://www.mobileworldcongress.com/index.html" target="_blank">GSMA, Mobile World Congress 2012 </a></strong>que aconteceu em Barcelona semana passada. Esse ano o GSMA registrou número recorde: 67 mil delegados e 205 países incluindo o  Brasil.  Aliás, o Brasil já conta com 1/3 dos usuários de telefones móveis nas Américas e superou o  México, Argentina e Colombia juntos. Ano passado crescemos 20% e o parque de telefones 3G (smart phones) representa 17%.</p>
<p>Mas o que se falou em Barcelona ?</p>
<p><strong>Primeiro</strong> sobre a convergência do formato dos aparelhos. A <strong>Apple</strong> revolucionou a indústria com seu iPhone e agora gigantes como Samsung e LG estão tentando recuperar o terreno perdido com aparelhos similares mais em conta e integrados com tecnologia 3D e TV.</p>
<p><strong>Segundo </strong>foi o papel que o<strong> Facebook </strong>vai jogar nessa indústria. Hoje eles possuem mais  usuários usando seu aplicativo móvel que<strong> Apple </strong>e <strong>Android</strong> juntos. A mensagem por trás da palestra do <strong>Facebook</strong> foi clara: incentivo a uma tecnologia standartizada e aumento do numero de usuários móveis visando o lucrativo mercado de meios de pagamento via contas de telefone.</p>
<p>Todos sabem que o FB prepara seu IPO e os analistas estão incrédulos com um modelo unicamente baseado em propaganda on line. Tenho certeza que se a tecnologia estivesse disponível no momento que o Mark Zuckerberg criava seu negócio em Harvard o <strong>Facebook</strong> seria um aplicativo móvel. Mas nunca é tarde. E não se assustem se um dia eles  comprarem a <strong>Nokia </strong>com parte dos US$ 5 bilhões que pretendem captar com o maior IPO da historia do capitalismo.</p>
<p>O <strong>terceiro</strong> assunto foi a<strong> Apple</strong>. Mesmo não estando presente na feira, eles anúnciaram uma coletiva de imprensa para o dia 7 de marco no exato momento em que o Eric Smith CEO do <strong>Google</strong> bradava para um auditório lotado: “<em>There will be an Android in every pocket</em>”.</p>
<p>A <strong>Apple</strong> diz no seu press release:  &#8220;vem ai algo que você nunca viu ou tocou.“ A imprensa e os blogs especializados especulam o lançamento do iPad3 cujas imagens terão qualidade de retina e preço do iPad2 vai cair para conter os novos concorrentes.</p>
<p>Mas o leitor deve estar me perguntando: <strong><em> o que o turismo tem a ver com isso ?</em></strong></p>
<p>Tudo. Os telefones móveis estão trazendo uma nova revolução em nossa indústria. Compras e reservas, ticketing, vouchering, entretenimento nos vôos, geolocalização, sharing, novos encontros, reviews, realidade aumentada&#8230; toda cadeia do turismo esta sendo gradativamente afetada pela tecnologia móvel</p>
<p>Na hotelaria, outro dia o Guto <a href="http://blog.panrotas.com.br/likeandshare/index.php/2011/11/21/marriot-com-do-tamanho-do-brasil/" target="_blank">escreveu </a>que as reservas móveis da Marriot triplicaram em 3 anos e que 46% são last minute. A Expedia anunciou que dois terços das reservas do seu site móvel são feitas para o mesmo dia.</p>
<p>O X da questão é o mesmo em toda revolução: enquanto o cliente muda o comportamento de compra a gente continua preso aos paradigmas. Por exemplo,  falando de paridade tarifaria como se isso ainda existisse.</p>
<p>Mas como disse, é assunto para um outro post.</p>
<p>&nbsp;</p>
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