Mas como eu ia dizendo, a terceira tendência tem a ver com Responsabilidade Social e Sustentabilidade. (para o leitor que chegou agora, recomendo começar pelo post anterior).
O Planeta Terra acaba de completar a marca de 7 bilhões de habitantes. Em 1800 eramos 1 bilhão. Crescemos 6 bilhões de almas vivas em apenas dois séculos. Em breve – 2045 – seremos 9 bilhões sendo 70% vivendo em áreas urbanas.
Recentemente em um evento da Condé Nast Traveller em Singapura descobri que os países da Asia vão precisar de 20 mil casas, 6 milhões de litros de água e 300 km de rodovias por dia para atender à demanda de crescimento dos próximos 20 anos.
A Terra agüenta ? Claro que não. Se nada fizermos nossos netos vão morrer de frio ou de calor como disse o professor Geoffrey Lipman em sua palestra sobre turismo sustentável no Forum Panrotas.
A primeira coisa a se pensar é em equilíbrio. Apenas 5% de nós consome 23% da energia produzida. 13% da população não bebe água potável e 38% carece de saneamento básico. Ao pensar em sustentabilidade não devemos limitar-nos a plantar árvores mas em esforçar-nos a mudar todo o sistema social e os fundamentos do capitalismo atual: pensar menos em maximizar o lucro e pensar mais em maximizar a cadeia produtiva.
Vejam um exemplo emblemático de responsabilidade social de um empreendedor turístico: Uma operadora londrina se inspirou no movimento “The Sock Mob” que ajuda homens e mulheres de rua em Londres e fundou a “Unseen tours”. Um verdadeiro programa de reinserção que usa o profundo conhecimento dessas pessoas de rua para compartilhar com os turistas as estórias e lugares insólitos da cidade. Metade do valor arrecadado vai para o guia. Essa iniciativa tem atraído a mídia e turistas que buscam através desse engajamento dar um sentido mais amplo à sua estada em Londres.
Certamente muitas outras iniciativas estão sendo tomadas para se proteger o planeta do impacto da superpopulação. Mas a primeira delas deve ser o foco no equilíbrio.
Através do equilíbrio teremos consciência de que não ganhamos o Planeta Terra de presente. Apenas tomamos emprestado para devolver mais tarde às gerações futuras.