Oh my God ! Como diria o misterioso blogueiro John S. (eu digo misterioso porque é o único da turma dos blogueiros do Panrotas que ao invés de foto tem um enorme logo do Departament of State).
Imbuido das minhas qualidades de repórter indaguei outros blogueiros se o nosso companheiro era um pseudônimo ou um ser humano de carne e osso.
Semana passada a nossa querida Heloisa Prass pos fim ao mistério e saiu na foto ao lado do Sr John S. Ele existe. Passa bem e vai trazer muitas dicas sobre o setor Consular do Consulado Americano no Brasil. (clique aqui para ver a foto da Heloisa com o Sr John S.)
Mas deixa eu parar de escrever sobre o blog do vizinho e voltar para o meu:
Oh my God ! Jogem no lixo o meu último post !
Calma, não jogem no lixo a parte que eu falo bem da PMWeb nem as dicas sobre como vender melhor na Expedia. Joguem fora o que falei sobre otimização no Google. Sim, o Google de novo. Semana passada, um dia depois do meu post, eles lançaram o Place Search.
Além das mudanças visuais (com o mapa sendo deslocado para a direita da pagina) os comentários de clientes influenciam ainda mais os resultados e as buscas naturais citadas por mim no post anterior não são mais elementos determinantes, mas complementares a uma sofisticada regra de otimização.
Mas o que isso tudo muda para a hotelaria? Quem é do ramo sabe que a regra de ouro do sucesso de um hotel é location-location-location. E a partir de agora esse elemento passa a ser crítico também para o Google. O consumidor quando busca, utiliza palavras-chaves ligadas ao contexto particular de suas preferencias: ao invés de “Hotel em Nova Yorque” ele digita “Hotel em Nova Yorque proximo do Times Square”.
A versão anterior não trazia respostas precisas e exigia que o internauta refinasse a busca inumeras vezes . Com a nova versão, os algoritmos do Google fusionam conteúdo local, comentários de clientes e informações nas paginas dos hotéis, respondendo muito mais precisamente .
Alguns conselhos para o hotel que deseja otimizar sua presença no Google (e aumentar suas reservas diretas):
- Procure um especialista;
- Seja ainda mais especifico na descrição da localização (destaque pontos de interesse, nomes de ruas próximas etc)
- Seja ainda mais específico na descrição do “value propostion” da marca (suítes com vista, tarifas promocionais, spa…) essas palavras destacam o hotel quando o internauta procura essa experiencia;
- Maximize as opções disponíveis no próprio Google como o Google Place post Event, Google Tags, resposta aos reviews através do Google Places etc
- Crie paginas customizadas com informações descritivas do hotel e palavras relevantes; Integre fotos e vídeos; Incentive as criticas (mesmo ruins);
A nova versão foi implementada a título experimental e estará disponível em 40 países nos próximos dias. Para quem quiser saber mais sobre o Google Place Search, acesse o site do blog do Google
Tags: Google Place Search, Otimização, SEO
São Paulo Salvador,
O que assusta e justifica o “Oh my God” é o fato de que talvez daqui a algumas semanas algo vai mudar de novo.
Antes as inovações demoravam alguns anos para chegar e marcar terreno, mas é impressionante a velocidade com que temos que nos atualizar para conseguirmos alguma vaga neste cyber espaço!
Dá medo também pensar que temos que procurar os especialistas à toda hora. Acho que vamos precisar criar o departamento de Novas Tecnologias de Distribuição para fazer parte do time, assim como Vendas, Operações, Finanças…
E pensar que, no Brasil, um case de sucesso é de uma rede (econômica)que consegue chegar a 30% de distribuição online enquanto a média da hotelaria independente midscale fica entre 2,5 e 8%…
Abraços,
Gustavo
Paulo querido,
Sabe aquela do “feijão com arroz bem feito” ? Sobre fazer o básico, cuidar dos detalhes que influenciam a venda ? Esta história do location-location-location já é sabida há séculos, entretanto, tem sites de hotéis que insistem no gasto e insuportável “localização privilegiada próximo a restaurantes, lojas e escritórios da região” ! E Gustavo tem toda razão sobre adequação a tantas mudanças – mas não precisa criar um departamento, é só os próprios funcionários do hotel lerem o seu próprio site e criticarem, ampliarem e corrigirem. Conheço gerentes gerais que nunca sequer leram integralmente a página de seu hotel, quanto mais as da concorrência… E os diretores de marketing e vendas ? Será que leram ? Será que já se colocaram como clientes de seu site e avaliaram sua eficiência em responder as dúvidas. Feijão com arroz !!!