45% dos agentes de viagem americanos são home office

23 de fevereiro de 2013

Este é um fenômeno de toda industria de serviços : trabalhar em casa.  Mas confesso que fiquei surpreso com o resultado da pesquisa publicada  ano passado da Travel Weekly45% dos agentes de viagem americanos trabalham home office.  Comparado ao ano anterior o número  cresceu 50% passando de 31% em 2011 para 45%.

Outra revelação interessante: apenas 22% das vendas dos agentes de viagem americanos vem de bilhetes aéreos. Dez anos atras elas representavam 36%.

A conjuntura econômica certamente contribuiu para os agentes americanos reduzirem custos e buscar a alternativa do home office. Também o  esforço das companhias aéreas de eliminar comissões os obrigou a sobreviver de outro modo. Os cruzeiros marítimos, pacotes e circuitos foram os que mais cresceram em receita.

Mas a mudança no comportamento de compra do cliente também influencia essa tendência. A internet, as redes sociais, a banda larga, os recursos de video e imagem e a diversidade de informações disponíveis na tela do computador fazem o viajante chegar sabendo o que quer quando procura um agente. Foram-se os catálogos, folhetos, brochuras, posters e cafézinhos que faziam a diferença em atrair alguém para uma agência fisica. O cliente considera isso cada vez mais perda de tempo.

Não quero dizer que “o que é bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil” mas o que acontece nos EUA na industria do turismo acontece em outros mercados alguns anos depois.  Na França o numero crescente de agentes  home office já é realidade. A Twin Travel, uma rede de mais de 70 agentes de viagem a domicilio já fatura 10 milhões de Euros . E dobra de tamanho a cada ano.

No Brasil estatísticas e pesquisas sobre tendências do turismo são sempre  inexistentes. Olhando o site da ABAV a única informação relevante é sobre entradas e saídas . Incrível esse anacronismo dos embarques e desembarques. Parece que para a ABAV informação de turismo no Brasil é  só entrada e saída de turista.

Numa indústria com tantas transformações num pais com tantas oportunidades os agentes de viagem mereceriam ser providos de mais conteúdo sobre eles próprios.

 

 

Conectividade: próxima fronteira do Travel Management

10 de fevereiro de 2013

Faz tempo que tento repercutir vários assuntos nesse blog que tanto gosto. A vida de executivo tem me ocupado mais do que a de bloqueiro.

Mas vamos aos assuntos: O primeiro deles diz respeito ao post de Janeiro do Luis Vabo sobre A nova fronteira do Corporativo.  Ali ele aborda a evolução do “travel management” para “expense management”.

Sempre concordo com as ponderações do Luis.  Como hoteleiro é difícil explicar para outros hoteleiros que o papel do travel managment evoluiu e que “ expense managment”  não tem a ver com reduzir  custo de diária e de passagem mas sim de otimizar o processo da viagem como um todo: preço é um componente importante mas não é o determinante para aceitação de um hotel em um programa de viagens.  Existem muitos outros: Items de segurança e tamanho do empreendimento,  localização, acessibilidade em caso de emergencia e sinistros, sustentabilidade e reponsabilidade social (aqui na Europa esse quesito  é cada vez mais critico) e mais do que nunca conectividade.  Em recente pesquisa da Accor com os membros corporativos do seu programa de fidelidade A’Club, Wifi gratuito apareceu como item tão importante quanto localização na escolha de um hotel.

Do lado das empresas, conectividade e custos de telefonia vem sendo tratados como a próxima fronteira para os Travel Managers.

Atualmente quase 100% dos viajantes  ja possuem smart phone ou tablet e acessam continuamente a rede não somente a trabalho mas tambem a lazer, sobrecarregando ainda mais os custos para as empresas.  A Carlson Wagon Lit através da sua divisão “Solutions Group” ja oferece uma gama de serviços chamados “Connectivity Solutions” que ajuda empresas a identificar os melhores fornecedores de telecom e amplo suporte na revisão da política de viagem através de regras  claras para  conectividade remota como o acesso pago em hoteis, roaming internacional,  internet a bordo dos aviões entre outras.

No próximo post vou tentar repercutir a recente pesquisa da Travel Weekly sobre as mudanças no perfil dos agentes de viagem nos EUA. Espero que nao demore tanto :-)