Metasearch parte 2

Há alguns dias fiz uma breve introdução dos portais de metasearch, mas obviamente o assunto é bem extenso. Portanto, vamos a segunda parte.

Já que pouco inovamos  no Brasil e o mercado está crescendo muito, os grandes globais vão entrando por aqui. Os metas de hotéis vêm crescendo também e são normalmente mais “rentáveis” que os de aéreo, obviamente depende do volume, mas o CPC deles é em média de 2  a 10 vezes maior do que os de voos, além da margem é claro. Mas vamos a uma lista dos principais e o que estão aprontando resumidamente:

Google Flights e Hotel finder: Google Hotel finder utiliza sua própria inteligência de buscas para encontrar ofertas em diferentes players. Na realidade ambos integram com os resultados de busca do Google, que no Brasil representa 59% das buscas por preços em viagens na internet, segundo pesquisa da m.sense. Com esse percentual fica muito aberto o mercado se o gigante se mexer com mais força, recentemente fizeram alguns movimentos em relação ao flights juntamente com a ITA, que foi comprada há alguns anos. Mais detalhes aqui: http://www.tnooz.com/article/ryanair-google-partnership

Trip Advisor: Mudou, tirou seus pop-under e virou um metasearch. Em outubro lançou uma iniciativa para fazer seu buscador de hotéis mais inteligível. O TripConnect permite que pequenos hotéis e B&Bs participem do booking engine deles e comparador de preços usando seu “CPC-based auction model”. Além do que mencionei no post anterior, eles têm algumas dificuldades com sua nova ênfase, pois o CPC no metasearch não tem batido o volume dos pop-unders, mas obviamente o valor do CPC é menor nesse caso. Esse novo CPC do TripAdvisor tem um tráfego bem direcionado, 60% vem do Priceline e Expedia.

Kayak: Foi comprado pelo Priceline em 2012 por US$ 1.8 bi. Segundo entrevista com o Steve Hafner, como o Priceline é uma holding muito tradicional, após a aquisição o time e negócio continua como era antes, somente finances e legal abriu mais, mas não existe muita interação comercial Kayak e as empresas do grupo. Outra curiosidade é que eles não dividem melhores práticas e as marcas são muito competitivas entre elas. O que eles têm é força pra expansão, principalmente financeiramente. O Kayak possui uma feature chamada Hacker Fares, que mescla duas passagens pra criar uma passagem ida e volta mais barata. Foi pioneiro em branded booking, para diminuir o redirecionamento para sites terceiros e finalizar algumas compras em seu próprio portal. Isso é importantíssimo principalmente no mobile. No Brasil estão funcionando no kayak.com.br, ainda com pouco investimento em marketing. Recentemente renovaram com a ITA Software, utilizavam em 60% das suas buscas, baixou para 39%.

Hipmunk: Metasearch americano, com base em San Francisco. Na minha opinião, o mais evoluído, principalmente em relação à tecnologia. Possui features únicas como Heatmaps, Fare Alerts, Sort by Agony, etc. Além disso o aplicativo mobile é extremamente fácil de usar a possui um bom número de conversão. Já levantaram US$ 20 milhões em investimentos. Este vídeo ilustra bem como funciona o Hipmunk.

Trivago: Fundado em 2005, Trivago é o principal metasearch de hotéis na Europa, com presença forte na Alemanha, Espanha, Itália, França e Reino Unido. Mesmo assim conseguiram construir uma marca por meio de mídia offline, estão expandindo pros Estados Unidos, Austrália e outros países. Assim como o Kayak após ser comprado pela Priceline, o Triavago não mudou nada em sua operação após a compra pela Expedia, que concordou em não gerenciar  negócio e manter isso totalmente independente de suas outras marcas. Em entrevista com o CEO do Trivago, Malte Siewert, os fundadores ainda possuem  aproximadamente 40% do negócio e estão expandindo mundialmente, ainda acredita muito no potencial de crescimento da América Latina. No Brasil, já estão com publicidade em TV fechada entre outras ações.

Room77:  Assim como o Trivago é um metasearch exclusivo de hotéis. Já levantou US$ 44 milhões em funding,  sendo US$ 30 milhões em série C da Expedia. Baseado na Califórnia, tem foco totalmente americano, 90% do seu acesso vem dos EUA e recentemente tiveram uma queda grande de acessos publicada no mercado.

Skyscanner: Reportagem precisa do Panrotas, cresceram “somente” 134% no Brasil. http://panrotas.com.br/noticia-turismo/tecnologia/buscador-skyscanner-cresce-134-no-brasil-em-2013_96998.html

Entre outros estão Bing, Fly, Momomondo, Voopter.com.br, Mundi, entre outros.

Quase todos com foco fortíssimo no mobile, vários estão atuando no Brasil, alguns mais lentamente. Se faltou alguma coisa de algum player é só comentar ou  me mandar email!
 

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