De fora do turismo

Depois de alguns dias sem publicar, estou de volta e peço desculpa aos meus leitores! Como comentei no último post, estou extremamente empolgado empreendendo em SP um projeto internacional (Brasil, Austrália, México e Malásia) de longo prazo como diretor da Catho, na área de educação. Tudo tem acontecido rápido, em menos de 90 dias colocamos o negócio no ar e já está enorme, com uma equipe grande e gerando muita receita.
A Catho, que já tem mais de mil funcionários, há algum tempo foi comprada pelo fundo Tiger e pela Seek, empresa australiana de bilhões de faturamento e capital aberto. É uma multinacional maravilhosa de se trabalhar, muito moderna, acolhedora, com executivos de altíssimo nível.
Mesmo sendo impossível nos últimos meses, tento ajudar startups e negócios em viagens, pois foram mais de 10 anos nesse mercado. Sempre olhei para o travel americano com imensa vontade de estar lá em vez de fazer parte do dinossáurico turismo brasileiro. Confesso que foi extremamente positivo ter trocado de ares e estar convivendo com profissionais de altíssimo nível.
Como sempre, vou continuar escrevendo sobre inovação e startups, nos próximos posts vêm uma série de updates de alguns projetos.
Dúvidas, contem comigo!

Investimento em receptivo

Há algum tempo publiquei sobre o aquecimento do mercado de receptivo, principalmente após a compra do Viator pelo TripAdvisor.  Também mencionei quem faria isso no mercado brasileiro e até então tinha uma única startup que poderia fazer o primeiro movimento.

Pois bem, a Razoom acabou de levantar sua primeira rodada de algumas centenas de milhares de reais de investidores anjos e executivos do mercado de viagens. O caminho dos fundadores foi bem interessante, iniciaram no B2C tentando consolidar os fornecedores de tours e vender no site. Foi difícil, pois o mercado é muito fragmentado. Pivotaram de uma forma muito inteligente, via B2B, fornecendo a plataforma de gestão para esses players, podendo assim integrar e distribuir os produtos de forma centralizada posteriormente.

Conversando com o Aloísio, CEO e fundador da Razoom, ele comentou que a primeira rodada vem para melhorar a ferramenta para receptivos e operadores de tours, com mais funcionalidades ajudando a gerenciar reservas e, principalmente,  um produto mobile. Além disso, a startup quer aumentar o inventário de tours, a meta é ter sete mil até o final do ano nos principais destinos do Brasil e já estar conectado com grandes canais de distribuição.

Boa sorte e sucesso pra Razoom! Torço muito para que as startups sejam a saída para o mercado de viagens brasileiro inovar e sair da pré-história.