Estamos realmente em risco de extinção?

O vídeo que compartilho no post de hoje, por mais que seja divertido, é um convite à reflexão. Não sei há quanto tempo escuto que a profissão de agente de viagens deixará de existir. Será?

É indiscutível que estamos comprando cada vez mais pela internet, assim como é fato que em alguns segmentos a taxa de crescimento das OTAs é muito maior do que das agências tradicionais. Mas será que isto tudo é um sinal de que não precisamos mais de um agente de viagens ou é apenas um sinal de que o habito de consumo está mudando?

Não tenho dúvidas que o setor de viagens seguirá passando por transformações profundas e o papel do agente de viagens deverá ser revisto. Mas ele continuará sendo indispensável. Talvez não mais como agente de vendas mas sim e muito possivelmente como consultor especializado. Recentemente um amigo decidiu ir a Cancun. Passou semanas navegando na internet atrás de um hotel que se acomodasse às suas necessidades. Viu dezenas de fotos, leu centenas de comentários no Trip Advisor,  recebeu uma masa tão grande de informações que, ao final, não conseguia definir o que comprar. Acabou me ligando para pedir uma consultoria.

Em outras palavras: por mais que a internet facilite a compra de determinados produtos, a necessidade de um especialista em determinados nichos continuará sendo indispensável. Claro que para isso os agentes deverão se adaptar, deverão estar mais preparados e mais especializados. E deverão estar mais on-line que nunca.

Esse mesmo dilema que assombra o setor de turismo, também vem impactando outros setores da economia, como por exemplo, dos fabricantes de papéis. Não é de hoje que se propaga o fim do consumo de papéis e a redução de empregos neste setor. Para afugentar este fantasma, uma fabricante de papel francesa produziu este vídeo que achei realmente fantástico.

 

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Alexandre Camargo

Alexandre Camargo é country manager da Assist Card Brasil. Com 25 anos de experiência no segmento de turismo, já atuou em empresas como Varig, Nordeste, Copa Airlines, Trend e HotelDO. Pós graduado em Administração e Marketing também é autor do livro O ano em que só nós tivemos lucro.

2 thoughts on “Estamos realmente em risco de extinção?

  1. Olá, boa tarde! Eu concordo com o seu comentário. Já vem acontecendo muito isso em minha agencia. Só que gastamos o nosso tempo, experiencia e competencia na orientação aos clientes, para depois os mesmos comprarem pela internet com as informações que passamos. Mas alterar somente a nomenclatura da profissão, não é o suficiente. Como esse novo profissional poderá ser remunerado, uma vez que já passamos tantas informações, realizamos tantas cotações e tudo gratuitamente? Muito temos ouvido falar em modernização e reestruturação do mercado de turismo, que temos que nos reciclar, nos preparar, estar mais on line, etc. mas nenhuma informação nos é dada como deverá ou poderá ser a remuneração do profissional.

  2. Por isso que sou a favor de cobramos uma taxa de consultoria , quando somos procurados na agencia físicas!
    Um valor por hora marcada e um outro valor para aquele que somente quer a informação de imediato!
    O problema que para termos esse tipo de consultoria as agencia tinha que ser mais unidas entre si!

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