2017 promete mudanças radicais no setor aéreo

A ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil está analisando a implantação de um pacote de medidas que, se aprovado, mudará profundamente o setor aéreo a partir de 2017. Antecipo aqui alguns pontos importantes:

  • APRESENTAÇÃO DE PREÇOS: atualmente as empresas aéreas e agências de viagens apresentam na primeira página de pesquisa apenas o preço das tarifas. Taxas, impostos e “fees de serviços” aparecem apenas no momento de concluir a compra. Não poderá mais ser assim. Pelas novas regras, o preço final, com todas as taxas e impostos, já deverá ser apresentado na primeira página de forma a dar mais poder de comparação ao cliente.
  • TARIFAS NÃO REEMBOLSÁVEIS: pela nova proposta, toda passagem, mesmo aquela hiper super promocional poderá ser cancelada até 24 horas após a compra. Isto permitirá ao cliente garantir um preço e seguir buscando melhores opções. Se encontrar uma opção melhor, cancela a primeira e compra a segunda.
  • FRANQUIA DE BAGAGEM: as companhias aéreas ficam liberadas para cobrar pela passagem despachada no porão. Por outro lado, a franquia para bagagem de mão sobe de 5 kg para 10 kg. Ou seja, passageiros poderão levar gratuitamente até 10 kg dentro da cabine.
  • BAGAGEM EXTRAVIADA: atualmente as empresas aéreas possuem até 30 dias para localizar bagagem extraviada e outros 30 dias para indenizar. Pela nova proposta da ANAC este prazo se reduz para 7 dias para localizar e outros 7 dias para indenizar.

Eu não tenho dúvidas que algumas medidas são bem vindas, principalmente na questão da transparência na comercialização dos bilhetes aéreos. Esta medida inclusive deveria ser obrigatória na comercialização de outros serviços, como por exemplo, nas reservas de hotéis. Já outras medidas, como a liberação para cobrança de bagagens eu ainda não tenho uma opinião formada e deixo para sua avaliação. Vamos ficar de olho, 2017 promete!

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Alexandre Camargo

Alexandre Camargo é country manager da Assist Card Brasil. Com 25 anos de experiência no segmento de turismo, já atuou em empresas como Varig, Nordeste, Copa Airlines, Trend e HotelDO. Pós graduado em Administração e Marketing também é autor do livro O ano em que só nós tivemos lucro.

4 thoughts on “2017 promete mudanças radicais no setor aéreo

  1. Quando se compra a passagem para transporte aéreo, é subjetivo que esteja incluída a bagagem (com limite de peso). Abrindo esse precedente de cobrança por mala, daqui a pouco: 1) os taxistas também vão querer cobrar (bem, no Aeroporto SDU já agem assim há pelo menos 20 anos, eu já fui cobrada uma vez, em outras, me recusei a pagar e busquei outros táxis na rua, fora da zona de espera de passageiros); 2) mais um item que o brasileiro tem que arcar, fora todas as demais cobranças que não nos deixam ter um “fee de lucro” para viver!! 3) parece uma compensação da Anac para as aéreas, tipo um “cala-boca” (no que diz respeito às novas regras de reembolso). 4) onde aperta o botão “melhorar o país”???
    Vamos ver agora a postura das aéreas, se vão cobrar o valor de “outra passagem” para as malas!!

    1. Oi Lu, concordo contigo e como respondi para o Mauri em outro comentário acho pouco provável que os preços baixem só porque não se despacha bagagens. Mas de forma geral o pacote esta equilibrado. Mas o que eu curti muito foi o seu botão “melhorar o pais”. rsrsrs – muito bom isso!

  2. E o espaço interno do bagageiro para bagagem de mão, vai aumentar também?? Vai dobrar o peso, mas e o espaço?
    Diminuir preço no Brasil, não existe. Tudo é na base do Black Fraude, duvido que vai melhor o preço para quem leva somente bagagem de mão, o que vai com certeza é aumentar para quem despachar bagagem.

    1. Ola Mauri eu também acho que é ilusão acreditar que os preços vão diminuir só porque não se despacha bagagens. Mas por outro lado também acredito que em voos internacionais muitas empresas devem manter uma franquia de despacho como cortesia (e como vantagem competitiva). Outro ponto importante que deve ser considerado: os preços das passagens caíram muito nestes últimos anos. Me lembro que uma viagem a Miami dificilmente custava menos de $ 800. Hoje é possível encontrar preços promocionais pela metade deste valor. Eu mesmo viajei em fevereiro a $ 250. Olhando por todos os ângulos, acredito que o pacote de medidas tem um certo equilíbrio e traz algumas vantagens para o consumidor (principalmente pela transparência).

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