Se, ao pensar na Austrália, você só consegue lembrar do canguru, da Opera House, do bumerangue, dos restaurantes Outback, dos vinhos Shiraz e, quando muito, dos atores Nicole Kidman e Hugh Jackman, bem-vindo ao mundo da maior parte dos mortais.
Sabe-se, de um modo geral, que a Austrália é longe, muito longe… E também que é um país enorme, belíssimo, com praias paradisíacas e animais que só existem lá, como o canguru e o coala, por exemplo.
E cuja maior cidade, Sydney, onde está a moderna e estilosa Opera House, já sediou uma Olimpíada (em 2000) e celebra o ano novo bem antes de nós, como vemos nas notícias – e fogos de artifício pelo mundo – do último dia do ano. Mas e daí? E daí que a Austrália é tudo isso e muito mais.
Ideal para uma viagem longa, de pelo menos 15 dias, o país tem dimensões continentais como o Brasil. Por isso, fica bem difícil conhecer tudo de uma única vez – ou em um período muito curto. O circuito da Vamos Lá pela Austrália contempla algumas pérolas locais, principalmente no sul do país.
O povo é descontraído. Entende-se bem com o brasileiro. É aberto, amigável, caloroso. Surpreendem-se os que esperam uma galera similar à inglesa e a seus mais famosos colonizados – os norte-americanos. Nada disso. O que não quer dizer bom ou ruim, apenas diferente.
Os primeiros a chegarem à Austrália, depois dos aborígenes, foram mesmo os ingleses. Mas a Austrália está do outro lado do mundo, recebe gente de todos os cantos, especialmente da Ásia, e forma uma mistura única. De certa forma, como nós.
De cara, uma dica. Se tiver a chance de visitar o país, não perca. Se não puder, corra atrás, tente, vá. Será uma das mais belas e inesquecíveis viagens da sua vida.
KANGAROO ISLAND
Trata-se da terceira maior ilha australiana, que possui sete vezes o tamanho de Cingapura, por exemplo. Trazendo para a realidade brasileira, pode-se dizer que sua área é mais de 20 vezes a da Ilha Grande (RJ) ou 12 vezes a da Ilhabela (SP).
Para ir até lá, a melhor opção é de avião. O vôo é muito rápido, com duração de aproximadamente 20 minutos até Kingscote, em aeronaves SAAB, de 34 assentos, da Regional Express Airlines (www.regionalexpress.com.au), partindo de Adelaide, uma das maiores cidades da província de South Australia, onde também fica a ilha.
E como o nome diz, Kangaroo Island é lotada de cangurus, claro… Mas há muito mais por lá do que apenas cangurus e do que seus 4,4 mil moradores, a maior parte fazendeiros. O nome da ilha foi escolhido pelo desbravador britânico Mathew Flinders, que, ao chegar lá e encontrar tantos marsupiais, não teve dúvida. Tratou logo de batizá-la com o nome do mais famoso animal australiano.
Kangaroo Island é uma região famosa por sua concentração farta da fauna e flora típicas da Austrália, tudo em um mesmo lugar. Além disso, o local, que fica no sul do país, tem belíssimas praias e outras atrações formadas, de forma privilegiada, pela natureza.
Um bom começo para ilustrar o estilo amigável e exclusivo de Kangaroo Island são seus animais. Eles são fofíssimos e, em geral, pode-se chegar muito perto. Tendo em vista o equilíbrio do ecossistema local e o fato de os animais não se sentirem ameaçados pela presença humana, pode-se passear a pé e muito perto de onde eles estão, mesmo sendo animais selvagens. Algo como um safári a pé.
10 DICAS EM KANGAROO ISLAND
1 – Seal Bay - As focas têm uma praia exclusiva em Kangaroo Island, a Seal Bay. A areia fica lotada de focas australianas, cinza e branca, em um belo espetáculo. Passa-se a seu lado e elas nem se incomodam. São as donas do pedaço e sabem disso. Em outras áreas da ilha é possível encontrar outro tipo de foca, a neozelandesa, mais escura.
2 – Admirals Arch - Muitas pedras ampliam a beleza das formações rochosas de Kangaroo Island. No Flinders Chase National Park, parque nacional que ocupa boa parte a sudoeste da ilha, não deixe de visitar o Admirals Arch.
De cara, o caminho, uma passarela de madeira, já impressiona. De lá, olha-se para duas pequenas ilhas quase que totalmente de pedra, as Casuarina Islets, com águas bem raivosas em volta.
Mas o que é melhor é que, conforme você vai se embrenhando, dá de cara com uma gruta que, por conta da erosão das águas durante milhares de anos, formou um arco onde, logo abaixo, está o mar. As fotos nunca fazem jus ao que se vê.
Admirals Arch
3 – Cape Borda - Também no Flinders Chase National Park está o primeiro farol da ilha, o Cape Borda. Destaca-se pelo topo pintado de vermelho. Na visita, descobre-se, por exemplo, que era somente por meio de uma estrutura de roldanas que, no século 18, chegavam as provisões até o farol, que era inacessível por terra. As praias dessa região, chamada West Bay, destacam-se pelas diferentes cores das águas. Belíssimas.
4 – Cangurus e coalas - Os coalas são muito fofos e vivem no alto das árvores… Eucaliptos precisamente, de cujas folhas se alimentam. São muitos. Há, inclusive, rotas onde não vê-los é impossível, como a Koala Walk. É só atentar-se para onde há grande concentração de eucaliptos, do tipo que eles gostam, e lá estarão eles, no alto das árvores.
Também vegetariano, o canguru é um animal de hábitos mais noturnos. Mas é possível vê-los por toda a parte, na beira da estrada, no meio da via, comendo grama… Uma região de grande fartura deles é Hanson Bay. Assim como de wallabies, que parecem cangurus, mas são um pouco menores, também da família dos marsupiais.
Você nunca vai cansar de fotografar coalas, cangurus e wallabies. Por isso, carregue suas câmeras na noite anterior ao passeio. E torça por um belo dia de sol.
5 – Remarkable Rocks - Também no Flinders National Park, as Remarkable Rocks são outra visita imperdível. As pedras, esculpidas pela natureza, são uma grande diversão porque, de qualquer ponto em que se olha, com a mudança do ângulo, enxerga-se formatos diferentes… Geralmente de um bicho. De longe, há quem pense que se trata de uma tartaruga. Outros de um camelo descansando.
De perto, elas mudam completamente. Há uma pedra ótima para se deitar, cujo formato certamente já deve ter sido aproveitado por algum designer de móveis. Outra que parece um bico de papagaio e aquela que lembra a Margarida, namorada do Donald – ou a Miss Piggy, dos Muppets.
6 – Vivonne Bay - Frequentemente eleita a mais bela da Austrália, Vivonne Bay é mesmo belíssima, cristalina e também se destaca pelas várias cores. Longe da costa, é ótima para pesca de lagostas e caranguejos, mas seu ponto alto mesmo é o banho de mar, a grande faixa de areia e um pequeno píer de madeira.
Porém, curiosamente, não costuma ser apontada como a mais bonita da ilha pelos moradores, que preferem, por exemplo, Emu Bay, próxima a Kingscote, espécie de “capital” da ilha.
7 – Piqueniques - Os guias da Kangaroo Island Wilderness Tours (www.wildernesstours.com.au), empresa que atua exclusivamente em Kangaroo Island, são nativos ou moradores que adoram a ilha – muitos deles fazendeiros que dividem suas atividades diárias com a função de guia. O roteiro é a certeza de um dia especial, com bom papo, informação interessante e algumas surpresas.
Uma delas, por exemplo, é a chance de tomar café em uma espécie de “mesa natural”, quando o guia para o carro em um ambiente cercado de verde, dos mais agradáveis, puxa de seu veículo 4X4 uma máquina de café, caixinha de chás, açúcar, adoçante, cookies deliciosos de vários sabores e, claro, uma toalha. Um ótimo “cafenique” para começar o dia.
No almoço, a experiência fica ainda melhor. Depois de deixá-lo um tempo na lojinha à entrada do Flinders Chase National Park, o turista é orientado pelo guia a ir ao local onde será o almoço. Quem pensou em um pequeno e charmoso restaurante no meio do mato, errou pelo restaurante.
Ao chegar ao ponto combinado, seu guia já deverá estar finalizando um belo churrasco em áreas especiais para piqueniques, com toda a infraestrutura e aquele charme selvagem. Mesa arrumada, só falta escolher o vinho tinto ou branco produzido ali mesmo em Kangaroo Island.
8 – Seascape Lodge Emu Bay - Mandy e Paul Brown são ex-fazendeiros que decidiram, há sete anos, abrir a Kangaroo Island Wilderness Tours, a empresa de tours da ilha. Anfitriã e cozinheira de mão cheia, Mandy é, com o marido Paul, proprietária de um bed & breakfast cinco estrelas, o Seascape Lodge.
Luxo de bom gosto, conforto sem exagero e com carinho, tudo de primeira, bons vinhos, internet banda larga cortesia. A recepção e hospitalidade são impecáveis. A comida também.
Na diária da pousada, restrita aos usuários dos roteiros da Kangaroo Island Wilderness Tours, estão incluídas as refeições com bebidas, entrada, prato principal e sobremesa, que Mandy faz impecavelmente em uma cozinha absolutamente normal, com o marido Paul lavando e secando as louças.
São apenas três apartamentos, com varanda e jardim. Sem número na porta, para você se sentir como em uma casa de amigos. E com aquela vista para o mar de Emu Bay.
Mandy e Paul Brown e um dos apartamentos de seu refúgio em Kangaroo Island
9 – Aurora Ozone Hotel - Um dos empreendimentos mais conhecidos e tradicionais de Kangaroo Island fica em Kingscote, principal vilarejo local e onde está também o aeroporto. Com duas áreas, o hotel original, e um novo prédio com instalações novíssimas, é outra boa alternativa de hospedagem, especialmente para quem viaja em família ou com amigos.
Os apartamentos da nova área são enormes, com cozinha e toda a infraestrutura, e onde dormem, confortavelmente, cinco ou seis pessoas. Outro ponto alto é o restaurante Bistrô com varanda. Site: www.auroraresorts.com.au.
10 – Duração da viagem - Planeje-se para dormir em Kangaroo Island pelo menos uma noite, para acordar cedo e aproveitar todo o dia. Mas o ideal é ficar de dois a quatro dias. O destino é um dos preferidos dos australianos para lua de mel.
MELBOURNE
A primeira coisa que um desavisado pensa ao chegar em Melbourne, localizada na província de Victoria, também no sul da Austrália, é de que se está em uma daquelas metrópoles de crescimento acelerado, com edifícios modernos, muito altos, novos, com trânsito intenso, meio caótica, com direito até à cassino. E é verdade. Mas com um pouco de tempo, é possível começar a entender a cidade e ver que Melbourne tem tudo isso e muito mais.
Tem um lado meio Las Vegas, quando no centro de tudo está o complexo Crown Entertainment (www.crowncasino.com.au), com seu ótimo hotel, o Crown Towers (www.crowntowers.com.au), às vezes meio exagerado, mas parte do clima), cassino, praça de alimentação, shopping de grifes e mais uma monte de coisas.
Mas tem também sua cara própria, ousada, criativa, que se orgulha de sua produção cultural, de seus talentos, cafés, chefs e dos grafites nas ruas. São lojas em porões de igrejas, galerias de jóias, bazares de roupas retrô, edifícios antigos inteiros ocupados por designers, mais de 300 charmosos cafés e uma infinidade de galerias que os ingleses chamam de arcades.
É também muito agradável para andar. Dividida pelo rio Yarra, oferece grande sensação de segurança, apesar de ser a cidade com o crescimento mais acelerado da Austrália. É possível ver muita gente andando de bicicleta e, principalmente, a pé, saindo das estações de trem.
Outro ponto alto local é a mistura de construções antigas e modernas, história e futuro, carruagens, bondes e trens. E a mistura de nacionalidades. Há quem diga que Melbourne é “a cidade menos australiana da Austrália”. Tem gente de todo o mundo, especialmente da Ásia, por conta da universidade. Uma grande Babel e quem é de fora rapidamente se sente em casa.
10 DICAS EM MELBOURNE
1 – Cumulus, Inc - O Cumulus, Inc. é um dos restaurantes de um celebrado chef australiano, talvez o mais em voga no momento – Andrew McConell. O lugar nem é tão grande, tem um balcão no bar e outro no restaurante, separados pelas mesas. O point mais disputado da casa é o balcão do restaurante, onde se assiste a todo o processo de preparação das comidas por seus jovens chefs. McConell mistura moluscos com bacon, amêndoa com pimenta, serve língua de boi, rabo e cabeça de porco. Tudo feito ali, na sua frente. Site: www.cumulusinc.com.au.
2 – Tapas - Se gostar de tapas, a tradição espanhola, vá ao MoVida, bar de tapas e vinho. O local é marcante com seu grafite nas fachadas, que muda de tempos em tempos. Fica na Bourke St., muito próxima ao complexo Federation Square. Site: www.movida.com.au.
3 – Vista em 360 graus - O Eureka é o edifício residencial mais alto da Austrália. Do Eureka Skydeck 88 (www.eurekaskydeck.com.au), no 88º andar, vê-se toda a cidade em 360 graus. Lá, experimente a atração The Edge, onde você fica em uma espécie de “gaiola” de vidro e sente como é estar a 88 andares do chão.
4 – Moderna - A Melbourne moderna conta com belíssimos edifícios, de arquitetura arrojada. Entre eles estão o The Arts Centre, a National Gallery of Victoria, o complexo Federation Square (www.federationsquare.com.au), com seu centro de informações turísticas e sede de vários eventos, e o Melbourne Exhibition Centre.
5 – Antiga - Como belos exemplos da parte mais antiga de Melbourne estão a estação de trem Flinders Station, o edifício Manchester Unity, a Catedral de St. Paul e os antigos bondes que ainda estão em circulação junto com os equipamentos mais modernos. Uma típica cena do contraste do tempo é ver, na mesma rua, carruagem, bonde antigo e moderno, ônibus e carros.
6 – Tramcar - Alguns bondes antigos foram transformados em restaurantes. É o caso, por exemplo, do The Colonial Tramcar Restaurant (www.tramrestaurant.com.au), boa ideia para quem não tem tempo ver a cidade ainda fazer um programa diferente, já que durante o jantar o bonde circula pelas principais localidades de Melbourne.
7 – Segredos escondidos - Redundante? Não. Principalmente para quem fizer um dos tours Hidden Secrets (www.hiddensecretstours.com), criados por Fiona Sweetman. Amostra das mentes criativas locais, Fiona era designer de vestidos de noiva. Apaixonada por Melbourne, criou a empresa Hidden Secrets Tours para mostrar aos visitantes – ou moradores – pequenos charmes e segredos da cidade que, no dia a dia corrido, passam despercebidos. O tours, são mais de oito, mudam a imagem da cidade. Imperdíveis.
8 – 365 cafés - O que não faltam em Melbourne são cafés. Há mais de 360 ou um para ir a cada dia do ano, como seus moradores brincam. O Captains of Industry é um exemplo típico. Começou como uma oficina onde trabalhavam três irmãos, um alfaiate, um barbeiro e um sapateiro. Hoje, seus ateliês continuam lá junto com um dos mais frequentados cafés locais, cheio de estilo.
9 – Galerias, prédios e vielas - Melbourne tem belíssimas galerias. Na The Block, chama atenção o chão de mosaico e o belíssimo teto que contrasta com lojas modernas como a Chelsea. No Nicholas Bulding, só atuam designers em suas oficinas, até os ascensoristas decoram os “seus” elevadores. Alguns trabalham por lá há mais de 30 anos. No The National Bank Bulding, designers como o celebrado Peter Sheppard fazem sucesso. Circule pelas vielas entre a Collins e a Elizabeth St. Algumas são cheias daqueles cafés em estilo europeu, com muitas mesas e várias casas servindo todo mundo. Na Bourke St, as pinturas de rua fazem sucesso entre turistas e moradores. Há ainda a Union Lane, a Carson Place a o Browns Alley. Na Melko, em Howey Place, só há roupas e acessórios feitos no Brasil. Na Retrostar, no Nicholas, belas roupas retrôs.
10 – Yarra Valley - Bem perto dali, a menos de uma hora, é possível conhecer outras das mais tradicionais regiões vinícolas da Austrália, o Yarra Valley. A Australian Wine Tour Company (www.austwinetourco.com.au) é especializada em roteiros a partir de Melbourne. Outra pedida imperdível.
SYDNEY
Sydney, a a maior cidade australiana, é mesmo linda. É tudo que dizem e mais um pouco… Com seu ar de grande cidade misturada com balneário tem um quê de Rio de Janeiro mesclado com as melhores partes de São Paulo. Também impressiona o movimento – urbano – do porto local. É uma distração observar o movimento de ferries, barcas, navios e táxis aquáticos por lá.
A cidade, além da Opera House e da Harbour Bridge, seus grandes ícones, possui belíssimas praias, barzinhos agradáveis para sentar em calçadões próximos ao porto, ótimos shoppings e tudo que se espera de uma grande metrópole mundial.
E é um exemplo de como um grande evento esportivo, como a Olimpíada de 2000, que aconteceu lá, pode mudar a imagem e a vida de uma cidade. Para o bem.
10 DICAS EM SYDNEY
1 – Hot Dog - Na cidade, há o melhor cachorro quente da Austrália – super tradicional – e em um trailer, o Harry’s de Wheels (www.harryscafedewheels.com.au), em Woolloomooloo Bay. É point de celebridades, que também adoram suas tortas.
2 – Escalando a ponte - A expressão “escalar” pode ser um tanto exagerada, pois a subida na ponte é praticamente toda feita por meio de degraus, que formam um caminho e uma escadinha das mais seguras. Mas é assim que eles chamam o programa que, nem por isso, deixa de ser o máximo: Bridge Climb (www.bridgeclimb.com). O visitante coloca roupas especiais, se protege todo com equipamentos e cordas para não correr risco nenhum, lê um monte de papéis e vai em frente.
Porém, além da emoção de ver a cidade lá de cima, há os que ficam bem nervosos em olhar para baixo… Mais ainda quando o que está abaixo são o asfalto e os carros cruzando a ponte. Nessa hora, o coração bate mais rápido e você quase se arrepende de estar ali. Mas passa e tudo é recompensado quando se chega ao topo e o turista vê a cidade.
Escalando a Harbour Bridge (foto: divulgação Bridge Climb)
3 – Compras - Os que gostam de comprar, ou seja, a imensa maioria dos brasileiros, têm na Oxford Street uma das pedidas mais elegantes. Outra boa dica é a Elizabeth Street onde está a imensa loja de departamentos David Jones.
4 – De Harley - Outro programão é um tour de Harley Davidson em direção às belas praias da cidade. Bondi Beach é uma das mais bonitas, está entre as preferidas dos surfistas e das mais badaladas no verão e dias de sol. E como os australianos adoram natação, perto dali uma piscina de água salgada vai ficando cheia com água da praia. O máximo. A Big Thunder Down Under é especializada em tours de Harley pela cidade (www.bigthunderdownunder.com.au) e cuida de tudo, do roteiro ao capacete.
5 – À beira mar - Tem também uma pista, a Coastal Walk, que circunda as principais praias de Sydney, em um belo caminho, bem movimentado. Qualidade de vida dez, com aquele caminho no meio das pedras e o mar azul esverdeado australiano em volta.
6 – Iceberg - O Icebergs Dining Room + Bar é um restaurante badalado na beira da praia de Bondi Beach, ideal para um relax perfeito, onde se esquece da hora olhando para a bela praia, paisagens e casas. E também para a decoração do restaurante. O local tem seu ponto alto nos detalhes de vidro, nas imensas janelas que vão do chão ao teto, lembrando o gelo, sempre com muito estilo. E com direito a lojinha. A vista, para dentro e para fora, é de tirar o fôlego. Site: www.idrb.com.
7 – Ângulos - Não importa a hora que chegar em Sydney, de dia ou de noite. Se olhar para a Harbour Bridge e a Opera House irá se sentir hipnotizado e buscando os melhores ângulos para fotografar os dois monumentos.
A Harbour Bridge é um show ainda maior à noite, com sua iluminação e aquele movimento de carros e barcos para lá e para cá. Ela fica de frente para a Sydney Opera House, com sua arquitetura impressionante, seus espetáculos, exposições, restaurantes e cafés. Veja a programação em www.sydneyoperahouse.com.
Entre uma e outra, a ponte e a Opera House, o turista pode fazer belas caminhadas, passando pelo porto, olhar para ambas sem cansar e tirar muitas, muitas fotos.
8 – À noite - E ali, bem perto do porto, estão vários cafés e bares, que ficam abertos até tarde. Há também locais imperdíveis para um chocolate quente, como a belga Guylian, aquela que faz chocolates em formato de conchas com avelã e pralines. Há também uma galeria só de arte aborígene e muita coisa para ver. Se bem que o turista, quando se der conta, estará olhando, quase hipnotizado, para os dois monumentos mais famosos da cidade.
9 – Se puder - Um dos melhores hotéis da cidade, de cujos apartamentos é possível ver tanto a Habour Bridge quanto a Opera House, o Four Seasons Hotel Sydney mantém a tradição da rede hoteleira pelo mundo e oferece a seus hóspedes muito luxo e mordomia, com uma bela vista para o porto.
De quebra e charme, os apartamentos contam com uma poltrona das mais confortáveis virada para a imensa janela de vidro, e com uma mesinha ao lado, para você apoiar seu vinho ou champanhe enquanto aprecia a beleza de Sydney, da Opera House, da Harbour Bridge ou apenas o movimentado porto local.
Pode não ser dos mais em conta, mas se tiver chance, passe pelo menos uma noite sentindo-se como rei. Site: www.fourseasons.com/sydney.
10 – Sonhando - Quando deixa Sydney, o visitante brasileiro certamente vai desejar que o Rio de Janeiro aproveite em 2016 a grande oportunidade que Sydney aproveitou em 2000, quando sediou a Olimpíada, e que mudou a vida e a percepção da cidade.
A Austrália é uma imensa ilha na Oceania, um pouco menor que o Brasil. É considerado o sexto maior país do mundo em área.
Voos – a Qantas, empresa aérea australiana, considerada uma das melhores do mundo, opera voos diretos de Buenos Aires, mas com conexão a partir do Brasil. Informe-se em www.qantas.au ou pelo telefone do escritório da companhia em São Paulo: (11) 3145-8181.
Visto – é necessário visto para visitar a Austrália, mas o processo é simples. A embaixada fica em Brasília e tudo pode ser feito por e-mail e Sedex. Ao conseguir o visto, o viajante recebe um número de autorização e uma carta. O número de seu passaporte é enviado para o país e quando você passa na imigração local, já está tudo registrado. Informe-se em www.immi.gov.au ou com seu agente de viagens.
Febre amarela – também é necessário estar vacinado contra a febre amarela para entrar na Austrália e portar o Certificado Internacional de Vacinação. Informações podem ser encontradas no site da Anvisa (portal.anvisa.gov.br).
Operadoras e agências especializadas
Antares Turismo – (11) 5643-8343, www.antarestur.com.br
CVC – (11) 2191-8911, www.cvc.com.br
Interpoint – (11) 3087-9400, www.interpoint.com
Kangaroo Tours – (11) 3509-3800, www.kangarootours.com.br
Raidho – (11) 3383-1200, www.raidho.com.br
Informações
Australian Tourism Comission (Austrália em geral) – www.australia.com
New South Wales Tourism (Sydney) – www.visitnsw.com
Tourim Victoria (Melbourne) – www.visitvictoria.com
South Australia Tourism Comission (Adelaide, Barossa, Kangaroo Island) – www.southaustralia.com
Viagem a convite da Qantas e Australian Tourism Comission (www.australia.com), com apoio do South Australia Tourism (SATC), Tourism Victoria and New South Wales Tourism
Matéria publicada na revista Vamos Lá em agosto/2011





















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