Sou daqueles eternamente apaixonados, obcecados, fissurados, loucos por Nova York, a cidade onde tudo pode, pode tudo, onde tudo cabe e onde temos a nítida impressão de estarmos no local certo, na hora certa, pois sempre há algo acontecendo — algo relevante, mesmo que apenas para nós, meros visitantes da Big Apple.
ARTUR LUIZ ANDRADE
Minha última estada, apesar do frio intenso, foi das mais proveitosas. Não apenas a localização do Jumeirah Essex House, onde me hospedei, é fantástica — de cara para o Central Park — como o hotel e a DMC Shackman fizeram tours especialíssimos para mim e o grupo de jornalistas que também participou da viagem.
Geral da cidade a partir do Rockfeller Center
O Jumeirah Essex House já é um hotel tradicional e bastante conhecido por quem frequenta Nova York. É de 1931 e tem prédio em arquitetura no mais puro art déco. É um dos landmarks da cidade e foi comprado recentemente pela rede Jumeirah, de Dubai, que investiu US$ 90 milhões em uma reforma terminada em 2007. Resultado: para reforçar a nova marca e tornar os novos standards conhecidos do público americano (em outra administração, por exemplo, o hotel tinha o público japonês como foco), as tarifas são menores que os concorrentes de padrão similar e há pacotes bem interessantes, que os estrangeiros podem e devem aproveitar.
O mercado brasileiro, claro, é um dos que mais crescem e o diretor de Vendas José Montoya faz questão de recebê-los com o melhor do hotel: serviço personalizado, detalhes impecáveis, discrição e luxo.
CINCO PROGRAMAS IMPERDÍVEIS – E DIFERENTES
Quem ama a cidade sabe que a dica é bater perna. Andar. Andar. Observar. Experimentar. Degustar cada momento com a despreocupação de um local. Vale voltar ao Top of the Rock, vale ver de novo seu musical favorito (sou um dos órfãos de Rent – mas tenho os DVDs do filme e do musical, o que me dá certo alento), vale ir nas lojas de sempre conferir as novidades, comer o cachorro quente da mesma barraquinha ou testar o restaurante da moda. Vale fazer tudo de novo. Mas vale descobrir coisas novas também. Claro que o que é novo para um pode não ser para outro, mas a troca de dicas e conhecimento também torna o destino mais agradável ainda.
Lugar que sempre agrada – cruzamento da Broadway com a 42
1 - Para quem está hospedado no hotel Jumeirah Essex House, ou decidiu experimentar as receitas do chef Kerry Heffernan, no restaurante South Gate, vale parar alguns minutos para uma visita detalhada ao lobby e corredores do térreo do Jumeirah Essex House. O hotel, visando integrar-se à comunidade e ao Central Park, decidiu, entre outras ações, investir em arte. Já no lobby, que tem peças originais da construção – verdadeiras obras de arte, como a recepção -, duas imensas fotografias de Atta Kim chamam a atenção.
O fotógrafo é conhecido pelas fotos de colorido diferente e alta exposição – a máquina fica horas captando as imagens de um mesmo local. Os dois paineis do Central Park (o “jardim” do hotel) são impressionante e lindos. Modernos e chiques, como o hotel, que ainda tem outras obras e fotos históricas no lobby e corredores que levam aos elevadores.
O hotel é o único da cidade que conta com uma curadora, Katherine Gass, que faz um tour bastante agradável com os hóspedes vips. As obras de arte se espalham pelas suítes e outras dependências do hotel, algumas exclusivas para hóspedes. A principal delas: a vista frontal para o Central Park, mas que não é para qualquer um. São apenas 100 quartos ou suítes, do total de 515, com esse mimo.
2 – Alguns acessos em Nova York precisam de credenciais, que podem vir de agências de viagens e operadoras especializadas e antenadas. Karen Shackman e Jeff Ward, da DMC Shackman Associates, representada no Brasil pela Avant Garde, de Sidney Alonso (www.agbrands.com.br), é especializada em viagens de incentivo e em mostrar uma outra Nova York aos avisitantes. Uma das opções mais legais do escritório de Karen e Jeff é uma visita aos bastidores de ateliês de costura de famosos e musicais da Broadway.
O estilista Nicolas Putvinski, que faz fantasias para Heidi Klum e os desfiles da Victoria Secret, e que participou da sexta edição de Project Runaway, é um dos anfitriões desse tour da Schackman Associates. Pode-se ver os artistas criando fantasias, figurinos, peças de cenografia e projetos de moda, teatro, publicidade, entre outros. É um tour para grupos bem pequenos e que tenham interesse em acompanhar processos criativos e bem descolados. Os endereços são matidos sob sigilo e ficam em prédios comuns, onde jamais imaginaríamos que um ateliê como esse funcionasse.
Detalhe da bela catedral de St. Patrick
3 – O Meatpacking District é a área onde, no final do século 19, nasceu um mercado de comida, chamado Gansevoort, em homenagem a um herói da Guerra Civil (Peter Gansevoort, avô do escritor Herman Melville, autor de Moby-Dick). Em 1949 foi inaugurado um mercado de carnes e a região ficoou conhecida como Meatpacking District (meat é carne em inglês). Hoje ainda há grandes comerciantes de carne, mas a área virou moda e atraiu restaurantes, lojas de grife e descoladas, galerias e casas noturnas.
São 20 quarteirões, delimitados pelo Chlesea Market (rua Nove), um lugar bem legal, com restaurantes, lojas de comida e ambiente histórico, mas informal, e pela rua Gansevoort. Fica no lado oeste (West Side) do sul de Manhattan (a rua 14 é seu “coração”).
O Meatpacking virou darling de grifes, como Stella Macartney, Apple, Alexandre McQueen, o brasileiro Carlos Miele, Christian Louboutin (os sapatos da moda), Diane von Furstenberg, Ed Hardy, Helmut Lang, Hugo Boss, Moschino, entre outras.
4 – Ainda no Meatpacking District, algumas opções imperdíveis para almoços, happy hours e jantares: o restaurante japonês mais disputado de Manhattan, o Morimoto, está no Meatpacking, ao lado de uma das entradas do Chelsea Market. Vive lotado.
Já o Buddakan, na Nona Avenida, depois que virou cenário para o filme Sex and the City, é lugar in (e cheio) no começo ou no fim da noite. O Buddha Bar também está na região.
Outro restaurante badalado de Chelsea/Meatpacking, para antes ou depois da Broadway, é o Ape & Arthur. Ao lado da loja de Stella McCartney. Confira em www.meatpacking-district.com.
5 – Um passeio bem legal é o tour pelo Lincoln Center, que abriga 12 organizações de artes performáticas e conta com 22 espaços para espetáculos. O tour guiado leva os visitantes por diversos pontos como o David H. Koch Theater (palco do New York City ballet) e o Avery Fisher Hall, onde, se você for sortudo, pode pegar um ensaio da Filarmônica de Nova York em andamento.
O tour começa no David Rubenstein Atrium e custa USD 15 por pessoaMas Karen Shackman, representada no Brasil pela Avant Garde, de Siney Alonso (www.agbrands.com.br), pode conseguir um tour ainda mais exclusivo, pelo novo prédio do Lincoln Center, com direito a ver ensaios privativos. Para pequenos grupos de incentivo é um supermimo.
EM CHINATOWN…
O turista que não conhece Nova York e fica apenas no básico, não anda de metrô e só quer saber ficar em Midtown, não sabe o que está perdendo. Veja algumas dicas do Turismo de Nova York para Chinatown:
#NovaYork #Chinatown Catham Square – A interseção entre sete ruas principais, incluindo a Bowery e a Mott Street, é uma ótima metáfora para a confluência de culturas e um dos melhores lugares da cidade para você pedir uma sopa de noodles ou um dim sum. A estátua de Lin Zexu, um oficial da Dinastia Qing que lutou contra a importação ilegal de ópio pelos ingleses, é um dos destaques locais.
Pearl River Mart – Na 477 Broadway existe um verdadeiro empório oriental, com os irresistíveis (para alguns) gatinhos da sorte, temperos e molhos de soja. Em um espaço de 2.788 m2, o Pearl River Mart vende de lingerie a instrumentos musicais, passando por estátuas de Buda e seda bordada, às vezes beirando o cafona (ou kitsch, dependendo do diferencial), às vezes de bom gosto indiscutível.
Museu dos Chineses na América – Aberto no ano passado em um antigo espaço industrial, o museu que já tinha 30 anos de existência, foi repaginado e se tornou a atração mais refinada de Chinatown. O prédio da 215 Centre Street tem design assinado pela arquiteta Maya Lin, que optou pela aplicação de materiais ecológicos.
The Five Points Variety Tour – Localizado na 40 Mulberry Street, este é um show de variedades que reúne comediantes, poetas e performers em um estabelecimento único em Chinatown.
Um dos skylines mais famosos do mundo
Ten Ren – Para amantes de chá, culinária e cultura chinesa o Ten Ren é um paraíso para os sentidos. Com sede em Taiwan, esta é a maior companhia de chá da ilha. Na filial da 77 Mott Street, em Chinatown, existe um diversificado leque de opções.
Teariffic Café – Casa de chá criativa e ousada, com misturas bem diferentes, como o bubble tea – feito à base de chá com leite e pérolas de tapioca negra enormes. Há drinques feitos com aloe vera, cevada, entre outros.
The Chinatown Ice Cream Factory – Localizada na 65 Bayard Street, a fábrica de sorvetes de origem familiar se fixou no bairro desde 1978 e oferece um menu de deixar qualquer amante da sobremesa maluco. Com sabores de inspiração asiática e difíceis de encontrar em qualquer outro lugar.
Kamwo Herbal Pharmacy – Mais antiga farmácia de ervas medicinais da cidade.
Templo Budista Mahayana – Localizado na 133 Canal Street, o templo aberto ao público e com entrada franca, possui uma grande área para meditação, além de contar com espaço para descanso e reflexão diante de um Buda de quase cinco metros de altura (a maior atração do local).
1) INFORMAÇÕES – O Turismo de Nova York inaugurou um centro de informações high tech, que merece visita. Fica na Sétima Avenida, entre as ruas 52 e 53, entre a Times Square e o Central Park, em Midtown. A tecnologia é o destaque do centro, onde o turista, com assistência de recepcionistas nova-iorquinos ou por conta própria, monta seu itinerário, vê os endereços e o roteiro final no Google Maps e pode imprimir na hora suas dicas escolhidas. Na ponta da tecnologia, mas muito fácil de acessar. Tem também folhetos, mapas e pequenos livretos.
Bela arquitetura a partir do Central Park
2) HOTEL – O Jumeirah Essex House quer incentivar os brasileiros a presenciarem, de perto, da janela ou atravessando a rua, a explosão de cores do Central Park. Para isso, oferece o pacote “Eternal Spring”, com uma hora de tratamentos no renomado Health Club & Spa, que utiliza produtos da marca Sodashi. O hóspede ainda pode desfrutar de uma refeição leve, saudável e orgânica no restaurante South Gate, preparada somente com ingredientes frescos pelo chef Kerry Heffernan. Após o almoço, o cliente tem a oportunidade de explorar o Central Park por meio do Walking Tour guiado com aparelho de MP3 provido pelo hotel. No final do dia, este pode retornar ao hotel e o ao South Gate, para relaxar e repor o ânimo tomando alguns drinks no restaurante, que proporciona o melhor da Cozinha Americana Contemporânea.
3) PACOTE – O valor do pacote “Eternal Spring” é a partir de US$ 554 por noite e está sujeito à disponibilidade. O serviços oferecidos incluem pernoite no Jumeirah Essex House, upgrade na acomodação (sujeito à disponibilidade), uma hora de tratamento no Health Club & Spa (com terapia facial e 30 minutos de massagem inclusos), refeição de três tempos para duas pessoas no restaurante South Gate, sem custo adicional, dois coquetéis Flower Sour (o mais popular da casa), Walking Tour com MP3 pelo Central Park e um exemplar do livro “The Real You Diet”, da dra. Madelyn Fernstrom. Para saber mais, acesse o site www.jumeirahessexhouse.com.
4) INFO NA INTERNET – www.nycgo.com.
Matéria publicada na revista Vamos Lá em maio/2010









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