Quer saber se vale à pena usar o cartão pré-pago para viagens internacionais? Eu testei e aprovei. E devo confessar que essa era uma curiosidade que eu tinha… Sabia do IOF mais barato, sabia que era prático. Mas será que era mesmo fácil de usar? Que seria aceito na maioria dos lugares?

A convite da Get Money, casa de câmbio e corretora de São Paulo, usei o Star Cash, do Banco Cruzeiro do Sul, durante minha última ida a França. O cartão permite o carregamento em diversas moedas e, a exemplo de outros produtos do mercado, tem a bandeira Visa (Visa Travel Money), o que faz dele algo semelhante a um cartão de crédito internacional sem restrição para o estabelecimento que recebe o pagamento. A diferença é para quem usa o serviço, uma vez que você já viaja com a quantia que pretende gastar inserida no cartão.
Além de permitir um maior planejamento e menos surpresas na volta para casa, o cartão pré-pago ainda oferece outra vantagem – o menor IOF, já que o imposto é de 0,38%. Por outro lado, se você faz a compra em seu cartão de crédito tradicional, terá de pagar 6,38% dos gastos em IOF no vencimento da fatura. Claro que, se tudo tem dois lados, você pode decidir gastar mais do que colocou no cartão pré-pago. Por isso, é sempre bom ter o cartão de crédito tradicional como plano B. Mas você pode, de lá, entrar em contato com a sua corretora e fazer o doc da quantia que pretende acrescer. Esse processo leva um dia útil para ser efetivado. Isto é, se tiver pressa pode não ser a melhor solução. Mas, durante o teste, entrei em contato com a corretora e, no dia seguinte, o equivalente ao valor depositado estava lá para uso.
O processo para começar a usar o cartão é simples. Ao comprá-lo, você já inclui a primeira carga na própria casa de câmbio. E depois faz tudo via internet, inclusive a ativação do cartão – fundamental para usá-lo, claro. Além disso, você deverá ter uma assinatura eletrônica, que equivale à senha de seu cartão de crédito com chip. É essa assinatura que você usará para fazer saques no Exterior e também quando o estabelecimento pedir que você digite sua senha – o que raramente acontece.
E o cartão foi amplamente aceito nos locais mais variados – de McDonalds, passando por pâtisseries francesas e até para a compra de bilhetes de metrô. Apenas um local, uma farmácia, disse que não estava passando e tivemos de fazer várias tentativas. Poucos estabelecimentos pediram que fosse digitada a senha na hora da compra. Alguns pediram a assinatura.
Mas a maioria não solicitava nada, o que pode deixar os mais preocupados, inseguros. O processo, porém, é bem confortável. Só é preciso tomar cuidado para não perder o cartão, já que, sem assinatura ou senha, qualquer um pode fazer compras.
Outra limitação é que hotéis e navios não costumam aceitar o produto como caução na hora do check-in. Para saque, tudo também foi bem fácil, uma vez que o Visa Travel Money é associado à rede Plus, presente em mais de 150 países e disponível em quase todos os caixas eletrônicos. Só precisa ter seu pin em mente. Vi um caixa na rua, vi que era associado à Rede Plus (nem lembro de cabeça o banco) e pronto, dinheiro na mão.
De volta ao Brasil, você pode guardar o cartão com seu saldo para a próxima viagem ou sacar o dinheiro no Banco 24 Horas, por exemplo, que é associado à Rede Plus, o que eu fiz para ver se funcionava. E devo dizer que gostei bem da sensação de voltar ao Brasil e não ter tantas contas a pagar com as benditas e indispensáveis comprinhas…



TAGS
Enquete