Como controlar o microfone em eventos?

Quando é concedida a uma pessoa a PALAVRA e um MICROFONE em um evento, a sorte muitas vezes está lançada!
Refiro-me à pessoa porque não estou falando de palestrante profissional, e nem do profissional que é a pessoa, pois às vezes o cara é um profissional de ponta e um péssimo palestrante, debatedor, comentarista e ainda mais delicado se lhe foi dado a tarefa de mediador.
Falo com propriedade, pois fiz quase todos os tipos de eventos por mais de 20 anos e há seis anos organizamos na ABGEV, o LACTTE, e há dois anos o SMEC-LA (em média 65 palestrantes voluntários nos dois eventos).
Evento é chance única, por este motivo a escolha destas pessoas tem que ser criteriosamente analisada, e mesmo assim o risco continua existindo, pois depende também do mediador e dos colegas de palco.
Este ano no Forum Panrotas a Imaginadora inovou, o que é uma característica forte da Ana Donato e sua equipe, colocando “ponto” nos palestrantes, além de mediadores de platéia, que poderiam assumir a qualquer hora o movimento do debate e assim o fizeram(Parabéns Paulinho e Gustavo!).
Mas mesmo assim, como controlar?
Quem faz evento, ou participa de comitês de educacionais de eventos é que pode responder esta pergunta! Será que existe uma maneira?
Em minha opinião, minimizar o risco, sim, controlar, não!Só se cortar o microfone. Mas não é politicamente correto!
Então o que nos resta é dar algumas dicas para estas pessoas que pretendem falar:
• Atenção com o português e o tempo que lhe foi concedido!
• Cuidado com a propaganda. Lembre-se que a melhor propaganda é o seu sucesso ao falar.
• Cuidado com as saudações, cargos e pronuncia de nomes.
• Prepare-se, capriche e fale com energia e entusiasmo, olhe para as pessoas enquanto fala.
Pense sempre que a chance é única para causar uma excelente impressão, caso contrário pode prejudicar, não só sua imagem, como o seu produto ou sua empresa!

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4 thoughts on “Como controlar o microfone em eventos?

  1. Viviânne,

    Muito bem lembrado: cuidado com o português! (e como eu sou português, diria mais: cuidado com a língua portuguesa…eheheh, desculpe, não resisti à tentação). Falando sério, é preciso que os organizadores de eventos entendam de uma vez por todas que uma coisa é ter muito conhecimento sobre determinado assunto, e outra, bem diferente, é poder palestrar sobre esse assunto. Parece uma incoerência, mas é verdade: fazer palestra exige boa dicção, modulação e inflexões de voz, presença de palco, domínio da platéia, noção de ritmo e postura, enfim, palestra boa tem que misturar conhecimento técnico com show, com espetáculo. Se assim não for, o público fica entediado e o conteúdo se perde. Mas atenção: dar show é uma coisa, fazer palhaçada é outra. É preciso saber dosar as piadas e o bom humor (importantíssimos) com os momentos sérios e de maior concentração. Resumindo: nem todo mundo que conhece um assunto pode fazer palestra sobre ele, e nem todo palestrante profissional deve falar sobre qualquer assunto. Se todos usassem o bom senso ficaria mais fácil, mas até onde sei, esse insumo ainda não se encontra à venda em nenhum supermercado. É pena, ia vender feito água!

    Abraço

  2. O português não é apenas o dono da padaria. Sim, é também nosso maltratado idioma.
    Concordâncias de menos e vírgulas demais. Para bom entendedor meia palavra é suficiente, não é mesmo?

  3. Ailton,

    O português não é mesmo “apenas” o dono da padaria, até por não haver padarias em Portugal. Pelo menos não com o conceito utilizado no Brasil. E por falar em conceitos, no que se refere à língua portuguesa, com concordâncias ou discordâncias, com regências ou sem regências, com ironias e sarcasmos, e até mesmo com excesso de vírgulas, o importante é comunicar-se eficientemente com o público alvo. Por fim, é bom ter em mente que, mesmo que sejamos obrigados a certa prolixidade (o que é um preço menor diante da possibilidade de não se fazer entender), há conceitos que não cabem numa planilha de excell ou nos 140 caracteres do twitter! Há coisas que precisam ser ditas, no mínimo, utilizando-se uma boa e extensa página de word. De resto, alguns respeitados especialistas defendem que a utilização das vírgulas não deve ser regida pela gramática, mas pelo estilo. Que o diga o especialista e prêmio Nobel, José Saramago!

    Forte abraço

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