Serviços complementares, que stress!

Ele ainda não é muito comum no Brasil, mas a tendência pelos “serviços fragmentados e que alguns chamam agora também de serviços complementares”, os ancillaries fees, é cada vez mais concreta nos Estados Unidos e começa a se espalhar fortemente pelo mundo. O Sabre anunciou que mais três companhias aéreas, não americanas, (Alitalia, Finnair e South African Airways (SAA)), escolheram o Sabre Travel Network para as soluções de marketing e vendas dos serviços complementares, significa que vão oferecer aos agentes e TMC’S, a reserva e compra destes serviços pelo GDS.

Semana passada em Porto Alegre um aluno mostrou um hotel americano cobrando usd 40,00 somente pelo uso da piscina. Tudo isso começa a ficar mais e mais complicado para a gestão de viagens, pois por um lado, a mesma tem que se preocupar com o bem estar ou o “stress do viajante”, e por outro lado administrar, controlar, negociar(?) todos estes gastos adicionais no orçamento de viagens da empresa.
Quanto já significa isto? Os americanos já falam que no aéreo, por volta de 32% do lucro das cias aéreas vem da cobrança destes serviços. Na composição da viagem do executivo com certeza também já está impactando. Qual será a solução pro futuro? Combos? Cardápio prá compor os serviços? Que stress!

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5 thoughts on “Serviços complementares, que stress!

  1. A ideia de vender serviços complementares é uma grande mentira por parte das empresas, deveriam chamar pelo verdadeiro nome custos complementares e nao serviços extras. A cadeira conforto da TAM por exemplo, ja existia. A novidade nao é a cadeira e sim o custo cobrado por ela. Assim como a piscina do hotel…
    A situaçao esta ficando cada dia pior para o consumidor!

  2. A cobrança pelos serviços complementares, ou seja lá qual for o nome que se queira dar a esses penduricalhos, só faria (algum) sentido se as tarifas dos serviços básicos caíssem. Por exemplo: eu não me importo de não comer nada num avião, ou até de não poder usar o banheiro se eu tiver direito a uma diminuição correspondente na tarifa. É uma escolha pessoal. Eu não uso piscina de hotel, mas gostaria de pagar menos pela hospedagem, já que o hotel vai poder lucrar com a cobrança extra de quem usa a piscina. Enfim, na verdade estão empobrecendo os serviços básicos e cobrando pelos complementares, ou seja, quem paga o pato é o consumidor….sempre. Imagino que nas viagens corporativas isso venha a transformar-se num problema enorme, pois, às vezes, não dá para restringir certos serviços para um executivo ou técnico viajando a trabalho. É preciso repensar todo o sistema.

  3. Rui,

    é isto mesmo, isto já é um problema pra gestão de Viagens corporativas nos USA, e já já se tornará prá nós. Voce tem reazão em termos que repensar várias questões, mas vejo que esta é uma prática já em vários serviços; TV a cabo, cabelereiro, etc….
    Abraço,

  4. A alta competicao meramente baseada em precos deixa um rastro enorme para a possibilidade de cobranca de servicos complementares. Nao contente com os resultados obtidos na utilizacao de tarifas digamos “normais” as empresas de forma geral acham que poderao obter lucros astronomicos com a cobranca desses complementos. Hoje em dia nem mesmo os servicos basicos deixam uma boa percepcao de valor. Estamos em uma bolha de “commodities”?

    1. James,

      Voce tem toda razão, os valores mudaram.ENas cias aereas nacionais, pouco é o valor que se dá hoje no mercado pela comparação de serviços, incluindo segurança e atendimento . A questão dos ancillaries, foi uma saída que as cias aéreas, principalmente e atualmente encontraram de sair do prejuizo que tiveram durante vários anos de crise que tiveram por conta da alta nos combustiveis e outras questões. Hoje o lucro das mesmas, vem destes serviços. Certo ou errado, acho que o importante aí é o equilibrio na questão, melhorar o serviço e principalmente os atendimento seria importante e cobrar alguns serviços básicos, como agua, nao deveriam ser cobrados, Obrigada por seus comentários. Abraço,

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