Sua política de viagens é moderna?

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Quando falamos em Gestão de Viagens e Eventos Corporativos, referenciamos a politica de viagens como um dos principais pilares dentro do programa de gerenciamento de viagens e eventos das empresas.

Faço questão de ressaltar os Eventos aqui neste post, pois muitas empresas tem políticas para as viagens individuais e nenhuma para MICE. Falar em ITM (Integrated Travel & Meetings) se tona impossível sem a base: política de viagens e eventos.

A mensagem que sempre transmitimos é que as empresas devem ter suas políticas de viagens e eventos atualizadas e modernas.

Mas afinal, o que é ter uma política moderna? Respondo com outra pergunta, provocativa: A empresa, através do gestor de viagens, RH, ou a área que define a política ouve seus viajantes? Sabe as necessidades deles (não desejos e luxos, ok?)

Os viajantes da atualidade pertencem a diversas gerações e as empresas precisam se adaptar aos seus comportamentos, tecnologia, necessidades e motivações. Customização e “Traveler Centricity” são falados em todos os encontros, eventos e discussões do trade.

Coloco aqui alguns itens que tenho encontrado em políticas de viagens em empresas que já entenderam a necessidade de adaptação ás demandas e características dessa força de trabalho:

– Permitir a compra de passagens aéreas, reserva de hotéis, locação de carros através de canais não tradicionais (ao corporativo), como OTAs ou através de aplicativos de celulares

– Permitir a utilização de aplicativos de viagens (versus a questão de segurança da informação)

– Permitir a compra de assentos conforto, classe econômica premium, entretenimento e refeição a bordo (obviamente de acordo com variáveis como duração do voo, etc)

– Permite reembolso de academia em hotéis, refeições diferenciadas (veganas, low carb,etc), as vezes não disponíveis nos cardápios tradicionais e/ou mais caras

– Reembolso de internet, plano de dados em roaming, ou qualquer custo que implique estar on-line

– Permite o use de “shared travel resources” como Uber, Airbnb, Zipcar, etc

– Quais são os meios de pagamento para despesas de viagens e prestação de contas. Contas podem ser pagar através do celular? Através de meios não tradicionais (para o corporativo), como PayPall?

Tudo isso pode ser um desafio para a gestão de viagens, pois imediatamente pensamos no custo adicional que esses itens podem implicar. Ai vem o complemento da política, que é o engajamento dos viajantes ao cumprimento das mesmas.

A gestão de viagens moderna é baseada em análise dados para que o programa possa ter sucesso e geração de savings. A tecnologia é fundamental para tal. Existem ferramentas para que seja realizado um programa de viagens gerenciado (Managed Travel Program), que captura, por exemplo, informações de diversos canais de distribuição, permitindo que o viajante compre em uma OTA e os dados de dua viagem sejam capturados e gerenciados. Não esquecendo os sistemas de segurança e rastreamento dos viajantes.

Com a analise de dados é possível determinar os padrões, atender e customizar a política de viagens e identificar desvios. E aí vem outra estratégia. Ao invés do gestor de viagens enviar o relatório dedo duro, dos top infratores da política de viagens para o CEO, CFO ou qualquer topo, a prática do gamefication é a solução mais atrativa para o engajamento e cumprimento da política. Fazer um programa de recompensas ao invés de punições ou sansões é muito mais atrativo e apresenta maiores resultados em termos de compliance, e consequentemente em savings.

Como fonte adicional de consulta, foi feita uma pesquisa pela Travizon sobre política de viagens com dados bastante interessantes, sobre a visão das gerações sobre alguns ítens da política. Veja aqui.

 

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Eduardo Murad

Bacharel em Turismo pela Universidade Anhembi-Morumbi, Eduardo Murad Jr. cursou MBA em Turismo, Hotelaria e Entretenimento pela FGV, com extensão no College of Business da Ohio University. Na área corporativa, desempenhou a função de gestor de viagens para a América Latina em grandes companhias, como Siemens e IBM e foi Diretor de Vendas de Diversificação e Gestão de Fornecedores na Alatur JTB. No no âmbito acadêmico, dedicou-se à docência no curso de Turismo da Universidade Paulista (UNIP) e como professor e palestrante da Academia de Viagens Corporativas. Atualmente exerce a função de Diretor de Vendas da HRS para America Latina. É Presidente da ALAGEV (Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas) para o biênio 2014/2016. Com mais de quinze anos de experiência no mercado, foi ganhador do prêmio Best in Class 2005 da TMC Brasil, como melhor gestor de viagens daquele ano. Co-autor dos livros "Agencias de Viagens e Turismo - Praticas de Mercado" e "Viagens Corporativas: Saiba tudo sobre gestão, estratégias e desafios deste promissor segmento"

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