Brave New World

O título da obra de Aldous Huxley e nome de um dos álbuns da banda Iron Maiden me inspiram para trazer aqui um pouco do que tenho lido sobre o futuro das viagens de negócios.

 

Aqui vão alguns drops para reflexão:

 

” Se espera que o viajante 3.0 alavanque o dispositivo móvel para se tornar muito mais autossuficiente”, diz o head de mobile da Amadeus, Michael Bayle”. ” Um toque para acessar voos alternativos durante imprevistos será a regra, sendo que a remarcação será feita no próprio dispositivo. Mas onde as coisas se tornam realmente emocionantes com o dispositivo móvel é o reconhecimento de localização….” – Fonte: Managed Travel 3.0: An insight from the inside – Amadeus It Group.

 

” Se as previsões do Relatório de Mobilidade da Ericsson 1Q15 se materializarem, 70% da população mundial terá um smartphone em 2020. O que isso significa para o Managed Travel 3.0 é que as TMCs podem não ter outra escolha, se quiserem competir pelos gastos dos viajantes. Elas terão que investir se quiserem manter o controle e influenciar o viajante no mundo conectado, hiper personalizado e contextualizado dos smartphones e viagens.” – Fonte: Managed Travel 3.0: An insight from the inside – Amadeus It Group.

 

“Como os viajantes 3.0 buscam por experiências únicas, os intermediários de viagens estão trabalhando duro para ampliar a habilidade de vender melhor…” – Fonte: Managed Travel 3.0: An insight from the inside – Amadeus It Group.

 

Algumas frases marcantes nesse mesmo estudo do Amadeus It Group:

” ….dando ouvido ás preocupação dos compradores corporativos…”

“… é inaceitável você não reconhecer seu viajante…”

“… a análise dos dados irá determinar a experiência do viajante…”

“….O jogo mudou….”

“…os cidadãos corporativos estão buscando o que não estão recebendo no tradicional ambiente de gestão de viagens…”

 

O mesmo Amadeus It Group em uma pesquisa denominada ” Future Traveller Tribes 2030″, pediz como o mundo parecerá em 2030:

– 1,8 bilhões de pessoas viajarão internacionalmente a cada ano

– Wi-fi será verdadeiramente onipresente e o 5G terá chegado

– Sensores embutidos que capturam “biosinais” representam um passo adiante na compreensão do cliente

– Uso da mídia social deve chegar a  80-90% globalmente

 

Outro estudo, realizado pela Carlson Wagonlit e denominado “Innovation 2020 – The future of Business Travel” diz que:

 

” A biotecnologia e a identificação biométrica se tornarão cada vez mais comuns, e a autenticação biológica vai tomar o lugar de senhas e passaportes.”

 

“…scanners de retina e de impressões digitais substituirão as identificações fotográficas, permitindo rápida e fácil identificação, bem como a rápida personalização.”

 

“Planejamento Preditivo. Sistemas conectados e algoritmos inteligentes farão as tomadas de decisão “on-the-go”  mais fáceis e fluidas do que nunca. Os pontos de dor do viajante corporativo como conexões perdidas, vôos cancelados e atrasos serão facilmente gerenciados, com agentes de viagens capazes de fazerem uma nova resreva e alterarem a rota sem qualquer entrada do viajante.”

 

” Colaboração sistemática. Como os dados viajante tornam-se mais facilmente compartilhados e acessíveis, a acomodação dos passageiros será realizada de maneira mais fácil. Os viajantes de negócios serão automaticamente acomodados de acordo com as suas preferências. (Por exemplo, proximo a colegas de trabalho, perto de networkers, etc). Estes cruzamentos de dados se estenderão até o solo, desde o transporte do aeroporto para o destino final, permitindo compartilhados de táxis e outras facilidades.”

E quem será o novo viajante corporativo? Acertou quem disse “ Millennials“!

 

Um estudo realizado pela Expedia, chamado “The Future of Travel report” mostra alguns comportamentos e hábitos do novo viajante corporativo:

O estudo constatou que , globalmente, os viajantes de negócios com idade entre 18-30 anos frequentemente relatam que gastar mais dinheiro da sua empresa em refeições mais requintadas (42%) do que gastariam utilizando  o seu próprio dinheiro em comparação com aqueles com idade entre 46-65 (26%). Millennials também são fãs de serviços de quartos: 37% gastam mais dinheiro da sua empresa no serviço de quarto, contra apenas 21% dos 46-65 anos de idade. Os americanos mais jovens (34 e abaixo) são ligeiramente mais propensos a gastar dinheiro da empresa em upgrades para Business- ou primeira classe do que seus colegas mais velhos (35 anos ou mais).

 

Millennials são mais propensos a misturar negócios com lazer (bleisure). Eles são mais propensos a estender uma viagem de negócios em um período de férias do que os trabalhadores mais velhos (62% dos viajantes entre 18-30 anos de idade), contra 51% dos 31-45 anos de idade e 37% dos 46-65 anos de idade).

 

Millennials também são mais propensos a expressar seu descontentamento. Viajantes de negócios  entre 18-30 anos de idade são mais suscetíveis a fazer um comentário negativo on-line, no que se refere à sua experiência com hotéis, restaurantes, voos, transporte público, táxis e carros de aluguel. Comentários negativos ainda são relativamente raros; 67% dos viajantes em todo o mundo nunca realizou um.

 

39% de todos os viajantes de negócios relatam que trabalham mais horas quando viajam a negócios do que no escritório. Europeus (45%) são mais propensos do que a Ásia-Pacífico (35%) e América do Norte (32%).

 

Ao viajar a negócios, 83% dos entrevistados em todo o mundo sentem que devem ser pessoalmente recompensados por programas de fidelidade. Globalmente, os trabalhadores com idade inferior a 45 tendem a se sentir com mais direito aos seus pontos do que os mais velhos.

 

A maioria dos empregados das empresas  (67%) tendem a submeter algum tipo de informação pessoal on-line para agilizar o processo de reserva, no entanto, um terço (33%) ainda prefere não guardar quaisquer dados pessoais online. Da maioria dos entrevistados que guardar informações pessoais on-line, os Millennials tendem a ser mais confortável fazê-lo do que seus colegas mais velhos.

 

Assim, conceitos que temos escutado e visto algumas empresas já praticarem como Personalização de Serviços, Customização, Consumerização, aliados a tecnologia e gerenciamento de dados são elementos fundamentais para que as empresas atualizarem duas políticas e processos de gestão de viagens, TMCs buscarem novas formas de atenderem as demandas e perfis desse novos viajante, assim como toda a cadeia produtiva.

 

Assim, bem vindos ao ” Admirável Mundo Novo”!

 

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Eduardo Murad

Bacharel em Turismo pela Universidade Anhembi-Morumbi, Eduardo Murad Jr. cursou MBA em Turismo, Hotelaria e Entretenimento pela FGV, com extensão no College of Business da Ohio University. Na área corporativa, desempenhou a função de gestor de viagens para a América Latina em grandes companhias, como Siemens e IBM e foi Diretor de Vendas de Diversificação e Gestão de Fornecedores na Alatur JTB. No no âmbito acadêmico, dedicou-se à docência no curso de Turismo da Universidade Paulista (UNIP) e como professor e palestrante da Academia de Viagens Corporativas. Atualmente exerce a função de Diretor de Vendas da HRS para America Latina. É Presidente da ALAGEV (Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas) para o biênio 2014/2016. Com mais de quinze anos de experiência no mercado, foi ganhador do prêmio Best in Class 2005 da TMC Brasil, como melhor gestor de viagens daquele ano. Co-autor dos livros "Agencias de Viagens e Turismo - Praticas de Mercado" e "Viagens Corporativas: Saiba tudo sobre gestão, estratégias e desafios deste promissor segmento"

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