O ano vai começar!

Costuma-se dizer que o ano só começa após o carnaval.
Na minha opinião as coisas não aquecem por aqui faz um tempo, e isto se deve a várias crises que estamos passamos, econômica, política, de planejamento(muito foi construído na época da copa e olimpíadas) e processual na nossa indústria.
Será que é só isso? Será que a partir de 1 de março tudo muda? Claro que não! Tudo vai mudar porque como diz Ricardo Amorim (economista), as crises são cíclicas e a previsão é de tudo começar a melhorar no segundo semestre de 2017.
A questão é que o mercado de viagens e eventos corporativos teve uma mudança de padrão dos negócios e o mercado abriu, criando novas oportunidades para o consumidor (viajante) e para entrada de novos produtos/serviços, principalmente com o avanço da tecnologia e a participação mais forte deste stakeholder(viajante), que muitas vezes tinha suas opiniões negligenciadas por conta de uma política restritiva ou de uma economia mal calculada por alguém que faz a gestão, mas não entende do riscado!
O desafio é que com a conquista de uma independência maior, principalmente quando a lazer, o viajante confunde e acha que a compra descentralizada ou open Booking é a melhor opção, porém quando falamos de gestão de contas corporativas de viagens, o buraco é mais embaixo e são necessárias estratégias diferenciadas e um controle que requer tecnologias as vezes ainda não implementadas pelo CNPJ pagador de sua viagem.
Muitas são as emoções e desafios e a maioria deles será discutido no LACTE12 (Latin american corporate travel & events experience), principalmente em uma sessão que desenhei, onde teremos somente clientes /compradores e seus convidados viajantes e stakeholders de viagens e eventos para entenderem um pouco mais sobre este cenário. Para maiores informações www.alagev.org/lacte12 – sessão exclusiva para clientes – 22.3.2017.

Foco em quem?

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Quando pensamos em criatividade e inovação em MICE (meetings, incentives, congresses and exibitions), precisamos conectar direto com as novas tendências que vem chegando nesta indústria.

Foco no P de Participante e não no dono do evento, é o que faz a diferença.

Claro que sempre foi importante todos gostarem do evento, mas alguns eventos eram construídos para atender ao CEO da empresa ou ao solicitante do mesmo. Com a inquietude que a internet, as mídias sociais e os apps trouxeram, satisfazer este P é cada vez um desafio maior e por este motivo aparecem cada vez mais produtos direcionados, como conteúdos pautados em palestras mais curtas e mais dinâmicas, eventos abertos, mais fáceis, público diversificado e itinerante.
E eventos de clientes corporativos? Como satisfazer este P interno? Com criatividade, pois além de um dia dinâmico e produtivo dentro de sala, o P quer ter novas experiências em suas viagens e eventos.

Como fazer diferente?
Pensando diferente, agindo diferente – para provocar experiência!

• Flexibilidade com locais indoor e outdoor para construção de eventos de Experiência, desde um café da manhã com Chefs renomados, redesenhando a culinária até pic nics indoor com alimentos mais light e saudáveis.
• Mobiliário que permite novos desenhos de lay out, inclusive com almofadas, sofás e vários tipos e formatos de mesas, compondo um ambiente diferenciado e mais leve, o que é parte da tendência.
• Tecnologia, holografias e projeções inovadoras.
• Novos conceitos são permitidos, juntando públicos diferentes, com cenografias mais simples e potencialmente mais baratas.
• Assuntos diversificados, modelos de cocriação com facilitadores também são bemvindos, dando muito mais valor ao contexto do educacional

E os Brasileiros já tem esta visão voltada para as tendências e necessidades de MICE?
Claro que sim! Quem viu a simplicidade e beleza das aberturas da Olimpíada e Paralimpiada tem esta certeza.

Quem compra viagens melhor? O viajante?

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Esta é uma grande discussão do momento.
Os viajantes acreditam que compram melhor e mais barato nas OTAS ou diretamente com os fornecedores.
Nós especialistas sabemos que DEPENDE!
Depende do viajante e seu conhecimento deste negócio, especialmente com as regras dos tkts, depende da complexidade da viagem, depende do que significa comprar melhor e depende se a viagem é de lazer ou a negócios.

Sabemos também, que isto se tornou uma nova opção com o desenvolvimento do e-commerce em viagens que traz muita facilidade e informação de qualidade para o viajante, online e objetiva.

E a gestão de viagens como fica? Melhor descentralizar e liberar? E os TMCs e agências de viagens? Sobreviverão somente aqueles que se tornarem digitais? A personalização é a solução?
Existem várias respostas para estas perguntas, dependendo de cada perfil de empresa, viajante e viagem.
As opções são múltiplas e mais do que nunca, todos aqueles que lidam com o viajante precisam entender todas as opções, analisar as melhores, ser transparente e ter a capacidade de demonstrar tecnicamente quais as vantagens e desvantagens de cada canal de compras para a gestão desta área naquela empresa será fundamental daqui pra frente!

E como diz Marc Benioff, CEO da Salesforce, “Speed is the NEW currency of business”, precisa dizer mais alguma coisa?

UX – veio para ficar!

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Muito se fala em experiência do viajante – UX (user experience).

As empresas clientes e os gestores de viagens analisam seus programas de viagens e verificam como encontrar produtos e serviços para engajar seus executivos e viajantes. Pesquisas demonstram que esta é a melhor maneira hoje de ter o viajante engajado na política de viagens.
Alguns se perguntam se a preocupação com um conforto maior e uma experiência diferente e bacana para o viajante pode custar mais.

A resposta é: não necessariamente!

Toda a indústria de viagens global, principalmente a tecnologia, os aeroportos e a hotelaria se preparam para isso, colocando em prática este conceito, que passa por produtos e serviços e que vira realidade e é muito bom experimentar!
Na semana passada fui ao Rio, onde estou hoje novamente, para ministrar um workshop para a indústria de VC (viagens corporativas) e nosso host foi um hotel de outro novo destino do Rio de Janeiro, no novo centro do Rio – O Porto Maravilha, que para quem conhece Buenos Aires, se tornará no futuro, com certeza, um Puerto Madero.
O AC hotels by Marriott me surpreendeu, pois é mais uma destas caixinhas de surpresa. Por fora um hotel que não chama muito atenção e um entorno ainda em obras. A experiência começou assim que saltei do carro porque fui acompanhada pelo coordenador de segurança do hotel até o quarto andar, onde fica a recepção, o bar e o restaurante. A primeira coisa que me chamou atenção ao chegar lá, foi a equipe, muito jovem, com uniformes muito elegantes, e com uma postura e sorrisos especiais, de quem está engajado neste novo conceito, com atitudes e cabelos “descoladas” (descobri que vários não vem da escola de hotelaria e sim são atores, publicitários, enfim das mais diversas profissões), esbanjam simpatia e conversam com os hospedes de todas as idades. Quando subi ao quarto, encontrei uma estrutura muito confortável, com várias tomadas e USB ao lado da cama e na mesa de trabalho e guarda-roupas sem porta. A parte de eventos com mobiliário moderno, mesas sem toalhas e Coffee-break simples, mas muito diferente, com comidinhas deliciosas e águas aromatizadas com várias frutas. Tudo muito caprichado.
Qual o custo disto? Muito provavelmente menor que alguns hotéis tradicionais. A questão aqui é mudança de olhar mesmo, é entender o que os milênios querem nas suas hospedagens e treinamentos diferenciados!

Parabéns staff deste hotel, a experiência de todos nós foi incrível!

Entender o perfil do viajante é a solução?

Businessman silhouette
Businessman silhouette

Por que algumas politicas de viagens não são seguidas pelos viajantes?
Por que algumas agencias(TMCs) não conseguem ser efetivas para seus clientes?

Porque não analisam profundamente o perfil da empresa, do negócio e do viajante e já elaboram direto a política de viagens com base na sua percepção e regras que acreditam serem as melhores.

Com as mudanças em viagens, na distribuição e na compra de tkts aéreos, quem ainda não mudou, ou ajudou seu cliente a mudar este olhar, vai esbarrar sempre no mesmo problema, as viagens estarão na maior parte da vezes, fora da necessidade do viajante, ou sairão mais caras.
Anteriormente explorava-se somente o perfil da empresa e sua cultura. Acreditava-se que o viajante tinha um padrão e a antecedência de compra do tkt era baseado por experiencias ou dicas de cias aéreas.

Isso mudou, e a gestão de viagens precisa ser mais profissional. O travel manager para ser assertivo no seu programa de viagens e conseguir satisfazer o viajante e fazer economia para a empresa, hoje analisa além do perfil da empresa, o perfil do seu viajante. até a necessidade do negócio.
Viajantes corporativos tem necessidades diferentes, a partir da sua função e não necessariamente da hierarquia, advogados e consultores,por exemplo: precisam de uma flexibilidade maior do que o pessoal de vendas que consegue planejar suas viagens para passar alguns dias visitando clientes em outra cidade.

Hoje em dia, it is no way out , o gestor tem que entender cada vez mais do riscado e ficar na estratégia.
A operação deveser feita pelas ferramentas e apps e gerenciada pelo TMC.

Básico? SQN(só que não!)

Disruption

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A nossa indústria de viagens, eventos e lazer passa pelo que chamamos de “disruption”, uma ruptura, um rompimento de padrão em todos os sentidos, desde a maneira como se compra viagens, com vários e diversos canais de compras novos a disposição, até a maneira da expectativa do viajante, que é de atendimento digital, rápidos e ao mesmo tempo, este viajante está sempre em busca de novas experiências.

Além do viajante e o cliente, a cadeia produtiva de viagens passa também por grandes mudanças, os fornecedores(cias aéreas, hotéis, locadoras, empresas de tecnologias, agências de viagens e eventos, entre outros), tem que renovar, inovar, e estão se preparando para lidar com um consumidor diferente, que tem acesso todos os dias a ofertas por vários canais(apps, mídias sociais, snapchat, etc.) e muda seu jeito de viajar.

Mas as necessidades continuam iguais, assim como precisamos de transações bancarias diariamente, só que agora fazemos a maioria delas online. Em viagens é a mesma coisa, a necessidade de viajar são as mesmas, só que a maneira de transacionar e de faze-la é que mudou e com isso muda a relação de consumo, seja com o viajante ou com a gestão de viagens!

Na parte da gestão(o programa de viagens), por parte dos clientes, compradores e TMCs, a estratégia de compra se torna cada vez mais necessária, visto que as escolhas estao cada vez mais complexas. O que é melhor para o cliente e seus viajantes? Administrar este negócio é uma arte, trata-se de um negocio muito técnico e com variáveis que mudam diariamente, fazendo que a analise dos contratos sejam revisitadas periodicamente.

Você está preparado? É flexível a ponto de se abrir e adorar esta ruptura?

Novo destino para MICE!

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O local que daqui a alguns dias será conhecido mundialmente como a sede das Olimpíadas, será na minha opinião, no futuro um novo destino de MICE (meetings, incentives, congresses & exhibitions). Um novo destino de eventos de experiência.

Eu testei e tive uma experiência incrível entre a Lagoa de Marapendi e a Praia da Reserva, na Barra da Tijuca.

Isto mesmo, no Rio de Janeiro, um Rio que eu não conhecia sob este angulo!
Entre 2 aeroportos que tem voos de todo o Brasil, de onde numa sexta-feira, final de dia, cheguei em 60m, a Barra tem infraestrutura de salas que dão inveja a muitas outras cidades do Brasil, de todos os tipos e tamanhos, além de hotéis muito novos e com mão de obra internacional, com sotaques diversos (isto posso afirmar dos dias que passei aqui no Hyatt; conheci entre o staff, jovens da Suíça, da Venezuela, do Haiti e da Argentina, entre outros tantos funcionários estrangeiros.

Eu como a maioria dos cariocas, sempre digo que o Rio de Janeiro vai até São Conrado, e isto continuo a acreditar, aqui é outra terra, totalmente diferente e que eu nunca tinha experimentado desta maneira, como hospede, e com olhar de viajante de lazer e negócios.

Agradeço as reuniões que tenho na Barra da Tijuca nesta segunda e ao convite do Silvio Araujo, diretor Hyatt Brasil, para conhecer o local que ele afirmava: “ Não existe nada como este produto no Brasil”.

Ele tem toda razão e eu pude experimentar isto por 3 dias. Um hotel, ou resort urbano, no novo conceito, que transborda bom gosto, gastronomia incrível, localizado entre o mar e a lagoa – abusando das portas de vidro, praia vazia e tranquila (não passa ônibus nesta altura), e o pôr do sol na Lagoa que é indescritível, fora a gentileza e eficiência de funcionários muito bem treinados, que faz tempo, eu não experimentava!

Os meeting planners estão sempre em busca de um destino diferente para seus eventos, eu indico a Barra, que nestes tempos de economia dificil, e insegurança mundial, melhor mesmo é ficar perto de casa e pagar em reais!

E porque não pensarmos daqui pra frente na Barra com toda sua estrutura como um novo destino para MICE?

Experiência do viajante – utopia ou realidade?

Muito se discute sobre este assunto, e quando deparamos com os gestores de viagens no roadshow ABROAD, pelo Brasil, temos a sensação de que para eles, isto está tão longe, como quando começamos a falar sobre pagamento de fee em 2003.
Isto é complexo porque sabemos que a única saída para o sucesso de um programa de viagens é o engajamento do consumidor (viajante) ao que lhe for proposto como normas e fornecedores parceiros para sua mobilidade.Políticas de viagens mais flexíveis e centradas no conforto e felicidade do executivo parecem utopia.

Mas, por que? Costumo dizer que o pensamento deveria ser simples como:

Pessoas/profissionais mais felizes fazem mais e melhores negócios!

Porém a realidade é que durante muitos anos, por falta de controle e engajamento, muitos desvios de politicas aconteceram e era mais fácil proibir do que convencer ou engajar…
Mas assim também era a educação dos pais…o mundo mudou, ainda bem…e este executivo tem cada vez mais voz como consumidor, através de suas buscas na internet e de suas pesquisas aos depoimentos de outros viajantes sobre os produtos.

E nem sempre o melhor, custa mais caro…estão aí produtos como o Uber pra provar isto!

EU APOIO! O viajante paga pelo que usa no aéreo!

O mundo mudou, isto é fato, e com isso a maneira de viajar também. Enquanto antes, quando viajávamos a negócios ou para eventos tínhamos que levar arquivos, pastas, livros e roupas muito mais pesadas em nossas malas de alça que iam ser despachadas, hoje temos uma realidade muito diferente, pois temos que carregar muito mais gadgets, laptops, carregadores e talvez por uma questão de agilidade, uma muda de roupa na mala de mão.
Em 2013, quando ainda presidente da ALAGEV(Associação Latino-americana de gestores de viagens e eventos corporativos), enviamos uma carta para ABEAR(Associação Brasileira das empresas aéreas), solicitando apoio na revisão da franquia de bagagem de mão junto as cias aéreas, pois os executivos das empresas associadas, que fazem viagens curtas, estavam encontrando muitas dificuldades para embarcar, por conta de 1, 2 ou 3 kgs excedentes na bagagem de mão.

A sociedade brasileira, está discutindo, por meio de audiência pública, patrocinada pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) uma revisão das condições gerais de transporte aéreo (CGTA), para beneficiar a livre iniciativa e a competitividade do setor comercial de passageiros no país.

Numa tendência mundial neste setor, da qual sou a favor, pois sempre falei que o melhor é que o preço da passagem aérea seja vinculado a segurança e transporte de viajantes, e que todos os serviços sejam cobrados a parte, assim quem dorme durante o voo não tem que pagar pela refeição daquele que quer comer ou aquele que leva bagagem de mão, pague pelo manuseio e peso do outro que despacha uma bagagem enorme.

Entre as medidas, estão mudanças no transporte de bagagens, com discussão sobre a liberação da franquia mínima obrigatória, que permitiria a prestação de um serviço mais customizado às necessidades de cada passageiro, além da alteração de outra regra, que é aquela que; quando “São Pedro” acorda de mau humor e temos um eventual atraso nos voos por causas meteorológicas, as companhias aéreas não serão mais responsabilizadas e obrigadas a arcar com comunicação, alimentação e hospedagem para os passageiros afetados. Isso não acontece em outros países!

Existem vários outros pontos em discussão que favorecem as cias aéreas e ao consumidor(viajante).
Passamos neste momento por uma crise que afeta a indústria de aviação nacional com o aumento de suas dívidas em dólar, queda de demanda, devolução de aeronaves, diminuição de malha aérea, etc.

Você o que pensa? Apoia estas mudanças, para garantirmos uma saudável concorrência, maior agilidade para o viajante e o mais importante a sustentabilidade das nossas cias aéreas?

Parabéns Gestor de Viagens – qual o segredo do seu sucesso?

No dia que se comemora o dia do gestor de viagens corporativas – pela câmara municipal de SP desde 2007, fazemos a seguinte reflexão:
Quais o “skills” necessários e “KPIs” para o sucesso do profissional de viagens?
Esta foi outra discussão quente, no congresso de viagens do ACTE em Dallas.Com todas as mudanças neste mercado, com a disruptura e sendo o viajante o centro do negócio, a pergunta era:
Como será medido o sucesso do profissional desta área e quais as habilidades dele para ter sucesso na próxima década?
Skills (habilidades)
curiosidade (para saber o que tem de novo e estratégico nesta área), facilidade de relacionamento (stakeholders), negociação (com os produtos para facilitar a viagem), além de: confiança, perfil estratégico, comunicação, etc…
KPI’s (indicadores de performance)
-Gerenciamento de fornecedores
-Engajamento dos funcionários(viajantes)
-Gerenciamento de risco
Será que este é o caminho que os gestores brasileiros estão tomando?
Esta visão vai totalmente de encontro ao que sempre falo sobre o sucesso da gestão em viagens corporativas no futuro – passará pela capacidade do travel manager(gestor) engajar seus viajantes para cumprirem a política, negociar produtos e facilidades para sua mobilidade e executar boas parcerias garantindo o seu conforto e a segurança em viagens!