TODOS OS ESTADOS ASSUMIRÃO OS PREJUÍZOS DO VAZAMENTO DA CHEVRON?

A primeira vez que tomei conhecimento do conceito de “royalties” do petróleo, lá pelos idos dos anos 80, eu achei estranho ter que compensar municípios produtores de petróleo pelos prejuízos advindos desta produção…

Recém saído da faculdade de engenharia, eu pensava: “Se produzir petróleo gera riqueza, emprego e desenvolvimento econômico para a região produtora, a ideia é compensar o quê?”

Muitos anos depois, tivemos a oportunidade de abrir uma filial de nossa agência em Macaé – RJ, para atender a explosão econômica provocada pela exploração de petróleo na Bacia de Campos, que tem na vizinha Macaé uma de suas principais bases operacionais.

Hoje está claro para nós, e penso que para toda a sociedade, que o desenvolvimento econômico abrupto, explosivo mesmo e não planejado, gera também crescimento desordenado, problemas de saúde pública, alta criminalidade, demanda de educação básica, carência de capacitação profissional, migração de oportunidades (incluindo empresas como a nossa filial), falta de habitação decente (proliferação de favelas), problemas de infraestrutura de transportes etc, demandando investimentos do poder público em escala e velocidade muitas vezes superiores à dos resultados positivos do crescimento econômico esperado.

Digo isso ainda sem considerar o aspecto ambiental, tanto do ponto de vista dos reais prejuízos causados à natureza no entorno da região explorada, quanto do permanente e inexorável risco de tragédias ambientais, como a que se abate neste momento no campo do Frade, explorado pela Chevron, terceira maior companhia petrolífera do mundo, à frente da Petrobras.

Por isso pergunto: Será que todos os estados da federação estão dispostos e compartilhar os prejuízos de acidentes como este, com o mesmo fervor com que defendem a divisão dos “royalties” do petróleo dos estados produtores?

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Luís Vabo

Entusiasta da inovação, do empreendedorismo e da alta performance, adepto da vida saudável, dos amigos e da família, obstinado, voluntário, esportista e apaixonado. Sócio-CEO Reserve Systems 📊 Sócio-fundador Solid Gestão 📈 Sócio-CFO MyView Drones 🚁 Sócio Link School of Business 🎓 Conselheiro Abracorp ✈️

26 thoughts on “TODOS OS ESTADOS ASSUMIRÃO OS PREJUÍZOS DO VAZAMENTO DA CHEVRON?

  1. Pois Bem, Luis.
    Semana passada tivemos uma manifestação a respeito dos royalties aqui no centro do Rio justamente para mobilizarmos a sociedade sobre a importancia destes recursos. Este vazamento da Chevron serve como exemplo. Acho súper válido aproveitarmos este momento para levantar essa questão e podermos discutir melhor sobre a repartição desses royalties.
    Será que eles vão nos ajudar agora?

    1. Tatiana,

      Independentemente da disposição dos estados não produtores de petróleo se comprometerem a colaborar financeiramente com a recuperação da tragédia ambiental provocada por este acidente, o ônus permanece na região produtora.

      Essé é o ponto. Essa é a motivação do pagamento de royalties…

      []’s

      Luís Vabo

  2. Pois Bem, Luis.
    Semana passada tivemos uma manifestação a respeito dos royalties aqui no centro do Rio justamente para mobilizarmos a sociedade sobre a importancia destes recursos. Este vazamento da Chevron serve como exemplo. Acho súper válido aproveitarmos este momento para levantar essa questão e podermos discutir melhor sobre a repartição desses royalties.
    Será que eles vão nos ajudar agora?

    1. Tatiana,

      Independentemente da disposição dos estados não produtores de petróleo se comprometerem a colaborar financeiramente com a recuperação da tragédia ambiental provocada por este acidente, o ônus permanece na região produtora.

      Essé é o ponto. Essa é a motivação do pagamento de royalties…

      []’s

      Luís Vabo

  3. Fernando,

    Gostaria de ver nosso Governador, Prefeito e Políticos fazerem uma grande passeata cobrando da “CHEVRON” e do Governo Federal providências sobre esta catástrofe ambiental que muito está nos prejudicando.
    Porque nosso Governador e Prefeito estão tão quietos agora ?? É hora de dividir alegrias e tristezas..quem vai pagar a conta deste prejuízo? Só o Rio de Janeiro?

    Abs,

    1. Acácia,

      O ônus ambiental já é do Estado do Rio e, por isso, o direcionamento dos royalties do petróleo para os estados produtores.

      Os politicos vão aparecer, aguarde um pouco mais, eles virão…

      []’s

      Luís Vabo

  4. Fernando,

    Gostaria de ver nosso Governador, Prefeito e Políticos fazerem uma grande passeata cobrando da “CHEVRON” e do Governo Federal providências sobre esta catástrofe ambiental que muito está nos prejudicando.
    Porque nosso Governador e Prefeito estão tão quietos agora ?? É hora de dividir alegrias e tristezas..quem vai pagar a conta deste prejuízo? Só o Rio de Janeiro?

    Abs,

    1. Acácia,

      O ônus ambiental já é do Estado do Rio e, por isso, o direcionamento dos royalties do petróleo para os estados produtores.

      Os politicos vão aparecer, aguarde um pouco mais, eles virão…

      []’s

      Luís Vabo

  5. Acredito todos pagarão, pois os estragos ambientais não causam prejuízos somente onde eles foram gerados, principalmente quando se trata de oceano, onde as correntezas tratam de espalhar os estragos para várias outras regiões, independente de brigarem ou não pelos “royalties”

    1. Ok, PP,

      O ônus ambiental poderá se espalhar, mas de onde virá o investimento para a recuperação?

      E o investimento para se evitar o próximo acidente?

      E mais o investimento para compensar a produção cessante e a economia do entorno?

      Quem vai pagar essa conta?

      []’s

      Luís Vabo

      1. Oi Luís,

        Eu não tenho a menor dúvida que das verbas destinadas à EDUCAÇÃO, SAÚDE e SEGURANÇA, de onde mais poderiam vir ???

        abração,

        Paulo

  6. Acredito todos pagarão, pois os estragos ambientais não causam prejuízos somente onde eles foram gerados, principalmente quando se trata de oceano, onde as correntezas tratam de espalhar os estragos para várias outras regiões, independente de brigarem ou não pelos “royalties”

    1. Ok, PP,

      O ônus ambiental poderá se espalhar, mas de onde virá o investimento para a recuperação?

      E o investimento para se evitar o próximo acidente?

      E mais o investimento para compensar a produção cessante e a economia do entorno?

      Quem vai pagar essa conta?

      []’s

      Luís Vabo

      1. Oi Luís,

        Eu não tenho a menor dúvida que das verbas destinadas à EDUCAÇÃO, SAÚDE e SEGURANÇA, de onde mais poderiam vir ???

        abração,

        Paulo

  7. Caro Luis
    Esse será mais um capitulo que por vias tortas e sem nos apercebermos acabaremos pagando.
    O que é estranho nessas negociações, é que nesse caso a gigante CHEVRON, somente explora a LUCRATIVIDADE onde está o comprometimento dos danos causados pelas proprias falhas…é sempre a mesma historia nunca vemos ou somos beneficiados com nada positivo.
    Aproveito o gancho da exploração dos royalties provenientes do Pré-sal..que todos os estados vem se degadiando em ter uma fatia do bolo….até poucos anos não havia nada no horizonte a respeito e agora que todo esse dinheiro poderia ser empregado naqueles itens “agonizantes” tipo saude, educação, segurança, infraestrutura e outros mais ainda ficam tramitando ressureição de mais impostos !!! me poupe Luis…….eu achava que a frase historica do De Gaulle era passado, mas ela ainda é muito mais atuante……”NÃO SOMOS UM PAÍS SÉRIO”
    abraço

    1. Pois é, Rocco,

      Na verdade, eu pressinto que será da verba destinada aos itens saúde, educação, segurança etc. que virá o investimento necessário para mitigar os problemas advindos de tragédias como esta.

      Não o contrário.

      []’s

      Luís Vabo

      1. …..sorry, Luis mas sua resposta me deixou mais encucado ainda !!!! tirar de onde já não há o suficiente? alías nem quero aventar a possibilidade de que isso realmente venha acontecer…seria uma verdadeira LASTIMA.

        1. Rocco,

          Tenho dúvida se não há o suficiente para saúde e educação ou se a verba existente é corretamente direcionada…

          No comentário anterior, abordei meu receio de que sejam utilizadas incorretamente verbas sociais (saúde, educação, segurança etc.) para objetivos outros, como este de enfrentar tragédias ambientais.

          Na realidade, foi um certo exagero meu, na ironia com o uso de verbas públicas.

          []’s

          Luís Vabo

  8. Caro Luis
    Esse será mais um capitulo que por vias tortas e sem nos apercebermos acabaremos pagando.
    O que é estranho nessas negociações, é que nesse caso a gigante CHEVRON, somente explora a LUCRATIVIDADE onde está o comprometimento dos danos causados pelas proprias falhas…é sempre a mesma historia nunca vemos ou somos beneficiados com nada positivo.
    Aproveito o gancho da exploração dos royalties provenientes do Pré-sal..que todos os estados vem se degadiando em ter uma fatia do bolo….até poucos anos não havia nada no horizonte a respeito e agora que todo esse dinheiro poderia ser empregado naqueles itens “agonizantes” tipo saude, educação, segurança, infraestrutura e outros mais ainda ficam tramitando ressureição de mais impostos !!! me poupe Luis…….eu achava que a frase historica do De Gaulle era passado, mas ela ainda é muito mais atuante……”NÃO SOMOS UM PAÍS SÉRIO”
    abraço

    1. Pois é, Rocco,

      Na verdade, eu pressinto que será da verba destinada aos itens saúde, educação, segurança etc. que virá o investimento necessário para mitigar os problemas advindos de tragédias como esta.

      Não o contrário.

      []’s

      Luís Vabo

      1. …..sorry, Luis mas sua resposta me deixou mais encucado ainda !!!! tirar de onde já não há o suficiente? alías nem quero aventar a possibilidade de que isso realmente venha acontecer…seria uma verdadeira LASTIMA.

        1. Rocco,

          Tenho dúvida se não há o suficiente para saúde e educação ou se a verba existente é corretamente direcionada…

          No comentário anterior, abordei meu receio de que sejam utilizadas incorretamente verbas sociais (saúde, educação, segurança etc.) para objetivos outros, como este de enfrentar tragédias ambientais.

          Na realidade, foi um certo exagero meu, na ironia com o uso de verbas públicas.

          []’s

          Luís Vabo

  9. “Federalize-se os lucros e municipalize-se os prejuízos.
    Revogue-se disposições em contrário.”
    Pronto! é só mandar o Congresso aprovar.
    É assim que (lamentavelmente) funciona a coisa.

  10. “Federalize-se os lucros e municipalize-se os prejuízos.
    Revogue-se disposições em contrário.”
    Pronto! é só mandar o Congresso aprovar.
    É assim que (lamentavelmente) funciona a coisa.

  11. ‘Governo brasileiro abriu mão do controle da política econômica do petróleo’

    ESCRITO POR GABRIEL BRITO, DA REDAÇÃO
    QUARTA, 07 DE DEZEMBRO DE 2011

    O Correio da Cidadania entrevistou o economista e estudioso da área petrolífera Wladmir Coelho. Dono de blog que publica artigos sobre o assunto, Wladmir denuncia o caráter depredador e imediatista da exploração do ouro negro, dentro de um bizarro quadro de duas legislações para o setor: uma para o Pré-Sal, e outra para o petróleo que já se havia descoberto. A despeito da ninharia dos royalties, ambas as leis têm em comum o entreguismo e o objetivo de manter intactas as reservas e lucros de multinacionais cada vez mais desesperadas por novos pólos de exploração petrolífera.
    http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6596:manchete071211&catid=34:manchete

  12. ‘Governo brasileiro abriu mão do controle da política econômica do petróleo’

    ESCRITO POR GABRIEL BRITO, DA REDAÇÃO
    QUARTA, 07 DE DEZEMBRO DE 2011

    O Correio da Cidadania entrevistou o economista e estudioso da área petrolífera Wladmir Coelho. Dono de blog que publica artigos sobre o assunto, Wladmir denuncia o caráter depredador e imediatista da exploração do ouro negro, dentro de um bizarro quadro de duas legislações para o setor: uma para o Pré-Sal, e outra para o petróleo que já se havia descoberto. A despeito da ninharia dos royalties, ambas as leis têm em comum o entreguismo e o objetivo de manter intactas as reservas e lucros de multinacionais cada vez mais desesperadas por novos pólos de exploração petrolífera.
    http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6596:manchete071211&catid=34:manchete

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