OPINIÃO: COMO EQUILIBRAR O CAIXA DAS CIAS. AÉREAS

Outra Feira de Turismo das Américas está se aproximando, uma oportunidade de relacionamento, de negócios e, principalmente, momento de abordar os grandes temas do mercado de agenciamento de viagens e turismo.

Considero um dos temas mais pujantes, a inexplicável diferença de preços entre um bilhete emitido no site de uma cia. aérea e o mesmo bilhete emitido em uma agência de viagens…

Digo inexplicável diferença porque o argumento das cias. aéreas de que trata-se de um serviço “não assistido” não resiste a uma análise mais acurada do modelo de negócio, como já abordei aqui antes.

O Bom Dia Brasil de hoje abordou a lotação recorde de passageiros, de todas as classes sociais, em voos de todas as cias. aéreas, acrescentado considerar inexplicável que GOL e TAM estejam experimentando estes níveis de prejuízos anunciados recentemente.

A reportagem da TV Globo complementou a matéria com a informação, publicada aqui no Panrotas ontem, da encomenda  da GOL de 60 novos aviões para 2018, o que significa que a GOL felizmente aposta fortemente no negócio, no mercado e no fututo.

Refletindo sobre tudo isso, pensei e coloco aqui para reflexão:

Hoje, num ambiente de prejuízos operacionais, a reserva/emissão de bilhetes nos portais das cias. aéreas deveria ser considerada um “ancillary service” (ou serviço acessório), com o valor do serviço declarado e adicionado ao valor do bilhete, no mesmo conceito da cobrança por assento preferencial, bagagem extra, refeição à bordo, entre outros serviços que passaram a ser cobrados pelas cias. aéreas.

Esta iniciativa, além de resolver esta demanda histórica entre cias. aéreas e agências de viagens, terá o poder de repavimentar a relação comercial entre o fornecedor do transporte aéreo e sua capilar rede de distribuição e, ao mesmo tempo, gerar uma nova fonte justificável de receita, com potencial de, ao menos, equilibrar o caixa das empresas aéreas.

Francamente, ainda considero este um tema muito mal resolvido, que deveria merecer atenção especial das duas partes, através das entidades representantes das agências de viagens e das cias. aéreas, ambas beneficiadas por este conceito, que em nada prejudica o mercado consumidor, uma vez que o cliente já conhece o serviço e paga por ele nas agências de viagens.

A necessidade urge, a solução favorece o mercado e o cenário é propício, mas qual será a primeira cia. aérea a tomar a iniciativa de cobrar pela emissão de bilhete em seu site?

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PIB 1,6% X 5,2% INFLAÇÃO

Do ponto de vista macroeconômico, a notícia não podia ser pior: o Banco Central admite que o PIB de 2012 não crescerá mais que pífios 1,6%.

Para completar a má fase, a inflação deve fechar o ano acima da faixa prevista e monitorada pelo governo, batendo a casa dos 5,2%…

O principal motivo deste mau resultado, muitas vezes confundido com uma de suas consequências, não é novidade para o empresariado brasileiro: nosso crescimento econômico arrefeceu em 2012.

Com expansão econômica abaixo do esperado, num primeiro momento as empresas tendem a percorrer o atalho da manutenção do equilíbrio econômico através do ajuste nos preços, o que acaba por agravar ambos os problemas, ao reduzir o consumo e alimentar a inflação…

Por isso, a estabilidade econômica é tão difícil de ser mantida de forma equilibrada: um simples fiozinho puxado pode desenrolar todo o novelo.

Penso que o governo federal deveria atuar na causa, esquecer que estamos em ano eleitoral e fazer o dever de casa: reduzir os gastos públicos e promover as reformas tributária, trabalhista, política e previdenciária.

Ok, posso estar sonhando, mas sempre achei que sem sonhar não chegaremos a lugar nenhum…

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MULHERES…

Muito se fala e escreve sobre as conquistas femininas no século passado, em especial na segunda metade, e que continuam evoluindo agora e daqui em diante.

Da mesma forma, pululam estudos sociológicos e antropológicos, sobre as novas atitudes e comportamentos da “mulher moderna”.

As aspas são uma homenagem à minha mãe, que com 75 anos, é o retrato da mulher moderna no conceito mais completo do termo: casou, montou seu negócio, conciliou trabalho, casa, marido e 3 filhos, sem jamais ter perdido a ternura, tudo isso entre os anos 1950 e 1990.

Foi essa geração que ralou o sapato alto para que, atualmente, as meninas nem percebam o fiozinho de preconceito que ainda persiste no ambiente corporativo.

Para essa turma atual, é incompreensível a situação da diferença salarial média das mulheres em relação aos homens, que vem diminuindo, mas ainda existe como prova inconteste da discriminação insidiosa.

E também no turismo, atividade intensiva em profissionais do sexo feminino, mas politicamente dominada pelos homens, despontam com frequência casos emblemáticos de mulheres que são verdadeiros exemplos de vida, de profissionalismo, de maternidade, de companheirismo (tudo junto ao mesmo tempo agora) e que, a cada dia, destacam-se mais e mais em atividades até então dominadas pelos homens.

Com a vantagem da capacidade multitarefa, algo raro no universo masculino, as mulheres vem conquistando mais e mais espaços no mercado de trabalho e, por conseguinte, também no comando econômico das famílias (que sempre lideraram no aspecto emocional).

Afinal, para elas, acostumadas a lidar com os filhos (por si só uma atividade multitarefa), com o marido (outra),  com o trabalho (colegas, clientes e fornecedores), muitas vezes concomitantemente com os estudos, outras vezes ainda com trabalho voluntário (seja em associações, ONGs ou por conta própria), apoiar os pais, manter-se saudável, bonita e em forma, participar de compromissos sociais, entre outras, nada soa mais natural do que a sociedade atual: multimídia, multifacetada e multipresencial.

No fundo, no fundo, os homens estão começando a perceber e a preocupar-se com esta concorrência desigual…

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