PARA QUEM ACHA QUE SABE TUDO…

O tempo nos ensina, nos castiga, nos faz refletir…

O sujeito passa pela vida estudando, estudando muito, gradua-se, faz pós-graduação e continua estudando, capacitando, qualificando, trabalha e participa de treinamentos, inscreve-se em seminários e congressos, lê livros, revistas, jornais, tudo online, mas offline também.

Dedicado, ele evolui profissionalmente, assiste e participa de palestras, debates e simpósios, é convidado para conferências, passa a orientador, treinador e painelista, torna-se referência em alguma coisa, vira especialista e formador de opinião, é convidado a palestrar e moderar debates, a escrever artigos e registrar suas opiniões sobre o mercado, suas visões do mundo, sonha em escrever um livro (às vezes consegue).

De repente, acorda imaginando (ou genuinamente sentindo) que, em termos profissionais, já sabe tudo, já viu de tudo, já testemunhou quase tudo nesta vida e que, por isso, pouca coisa poderá surpreendê-lo em sua trajetória.

Passa a acreditar que tem o monopólio da verdade, que é o único que conhece o caminho para determinadas soluções, embebeda-se de vaidade e não percebe a transitoriedade de tudo, do seu trabalho, da sua vida, do seu legado.

Pois é aí que mora o perigo…

Enquanto se julga “O Cara”, na verdade o sujeito pode ter entrado, de forma inexorável, na fase inicial de seu processo de obsolescência profissional.

O que ele pensa ser o seu auge, pode ser o início de sua lenta retirada de cena, involuntária, compulsória até, afinal, para quem chega ao topo e deseja continuar, só resta descer…

A falta de moderação (nem falo humildade), de algum senso, de equilíbrio, de percepção da realidade, de respeito à inteligência e à capacidade dos outros, tende a desviar o indivíduo da verdade.

O ser humano, a sociedade, as pessoas observam e percebem tudo, e não perdoam o “sapato alto”, a soberba, o “nariz em pé”, a empáfia, o “modéstia à parte”, o falso altruísmo, a arrogância, a prepotência…

E quando falta sensibilidade, falta quase tudo…

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NO BRASIL: GDS 1 X 1 DIRECT CONNECT

A luta continua…

Quando o mercado acreditava que os GDSs finalmente retomaram, no Brasil,  o caminho da hegemonia na distribuição das cias. aéreas, eis que surge um inesperado movimento no sentido oposto.

A volta da TAM para os GDSs sinalizou que o modelo “direct connect” poderia estar com os dias contados no Brasil, apesar da forte resistência da Gol, responsável por mais de 1/3 do movimento aéreo doméstico.

Quando a Gol adquiriu a Webjet, o modelo de distribuição própria, via XML, recebeu mais alguns poucos pontos percentuais de market-share, mas ainda não suficientes para impactar a enorme oportunidade que a TAM ofereceu aos GDSs, que voltaram a disputar, na base do incentivo por segmentação, a preferência dos agentes de viagens.

Mas quando a Avianca anunciou, ainda à boca miúda, que retornará aos GDSs a partir de outubro deste ano, com previsão de migração completa em 12 meses, parecia que a Gol/Webjet ficaria isolada, entre as grandes, na opção do controle estratégico da distribuição, via conexão direta.

Apesar da Trip ter buscado, recentemente, uma alternativa híbrida, similar à da TAM (distribuir via GDS e via “direct connect”) , ninguém poderia imaginar (nem os GDSs), que sua fusão com a Azul traçaria um outro caminho, aproximando a distribuição da Azul/Trip àquela da Gol/Webjet, ambas pelo modelo exclusivamente  “direct connect” através da tecnologia Navitaire.

Aliás, entre as primcipais empresas especializadas em sistemas “direct connect” com operações no Brasil, MySky, TTS e Navitaire, esta já detém (com Gol, Webjet, Azul e Trip) mais de 80% de nosso mercado e, provavelmente, uma crescente fatia do mercado aéreo latinoamericano, ao considerarmos que Interjet e VivaAerobus, ambas do Mexico, também usam sua plataforma.

O fato é que, após grande avanço do modelo GDS, com o retorno da TAM, a disputa conceitual sobre qual o melhor modelo de distribuição de conteúdo aéreo para o mercado consumidor de viagens, até este momento, está dando empate no Brasil.

Resta saber o que os futuros movimentos de fusões e aquisições entre cias. aéreas, que certamente continuarão, tendem a representar no tabuleiro da distribuição, jogo que impacta toda a indústria de viagens e turismo. no Brasil e no mundo.

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O NOVO PROFISSIONAL DE MARKETING

O perfil desejado pelas empresas, para um profissional de determinada especialidade, muda conforme a época e de acordo com as características do cargo e da empresa.

Nestes tempos em que a única coisa garantida é o permanente processo de mudanças no mercado, nos clientes, nas empresas e na própria forma de gerir a carreira, todas as especialidades profissionais passam por alterações naquilo que se espera de um candidato a um emprego.

Mas poucas atividades foram tão intensamente impactadas na última década quanto a do profissional de marketing.

Todas as verdades absolutas, a respeito do que se deve esperar deste profissional, caíram por terra com a evolução da internet como novo meio de comunicação e do e-commerce como nova forma de negociar produtos e serviços.

No vídeo abaixo, o Diretor de Marketing e Comunicação da IBM, Mauro Segura, apresenta o que ele considera importante no perfil do novo profissional de marketing, numa explanação que torna difícil não concordar integralmente com ele:

Após assistir este vídeo, você ainda acredita que nossas universidades estão formando este profissional e entregando-o pronto ao mercado?

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