* ENXURRADA DE ADMs: INSTRUMENTO DE PRESSÃO OU RECEITA ADICIONAL?

A questão inaceitável da atual cobrança de ADMs é que não existem regras padronizadas: uma cia. aérea cria uma nova regra e, 30 dias depois, começa a cobrar…

Como a criatividade para cobrança não regulamentada é rigorosamente infinita, há casos de agências com equipe de 2, 3 e até 5 funcionários executando o simples trabalho de esclarecer casos de cobrança indevida de ADMs, os quais representam, em geral, mais da metade das cobranças de ADMs…!!

Ora, cobrança de ADM transformou-se em uma indústria, assim como a indústria de multas de trânsito e, voltando ao nosso mercado, exatamente como a cobrança de serviços adicionais pelas próprias cias. aéreas (lanche à bordo, marcação de assento, checkin prioritário, assento “especial”, etc), que representa hoje mais de 20% do revenue das cias. aéreas americanas, para dar um exemplo…, e estima-se em quase 10% nas principais cias. aéreas nacionais.

A realidade é que, como instrumento de pressão ou como receita adicional, a emissão de ADMs como regra criada unilateralmente pela parte comercial que arrecada, acaba por criar uma situação parecida com a dos senhores feudais, que criavam taxas (impostos) para o povo e enviavam cobradores muito persuasivos, remunerados de acordo com o sucesso da arrecadação…

Ou seja, para quem não pode contar com uma equipe só para esclarecer ADMs, a opção é pagar ou pagar…

Por isso, pergunto: Até quando os agentes de viagens suportarão tanta pressão?

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* Este é o primeiro post de uma série sobre processos que deveriam ser aprimorados, corrigidos ou, em alguns casos, eliminados da indústria de viagens. Esta série será identificada pelo marcador: “Até quando?” e o próximo texto da série será:

* AGÊNCIAS FANTASMAS…

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O QUE NÃO FOI DITO SOBRE A ALAGEV ARGENTINA

Artur fez a cobertura do evento da Alagev Argentina e, como sempre, retratou com precisão tudo o que viu.

O que não estava explícito, mas eu percebi, segue abaixo de forma resumida:

– Os 3 conceitos mais repetidos durante as apresentações em Buenos Aires foram: voluntariado, capacitação e compartilhamento (el voluntariado, la formación y el intercambio).

– A participação do CE30, o comitê de empresas clientes, superou as expectativas do evento em relação à quantidade de integrantes presentes em BUE.

– Havia mais clientes argentinos no evento da 5a. feira do que no de 6a. feira, talvez porque 2 dias seja demasiado tempo para os travel managers locais ou porque 6a. feira não seja o melhor dia da semana para este tipo de evento.

– O interesse de 4 integrantes da Alagev Argentina em participar como coordenadores do CIV, o comitê da indústria de viagens, foi outro sinalizador importante quanto ao potencial do mercado argentino.

– Havia tantos fornecedores de tecnologia quanto de hotelaria no evento, o que sinaliza que o mercado latinoamericano está sedento de inovação.

– A Gol reconfirma ser a grande parceira da Abgev/Alagev entre as cias. aéreas nacionais.

– A Alagev chegou para ficar, não no Brasil, mas em cada país em que colocar o pé daqui pra frente.

E para as empresas que acreditam num projeto desta magnitude, que desejam vincular sua marca a um empreendimento voluntário sério, produtivo e apolítico, a Alagev criou o conceito Mantenedor.

Como um benemérito voluntário, o Mantenedor associa sua marca à uma entidade que luta, de forma transparente, pelo aprimoramento do mercado de viagens corporativas como um todo, estimulando o conhecimento, o profissionalismo e o comportamento ético.

Além desta associação de marca, algumas outras contrapartidas de divulgação tornam o projeto Mantenedor interessante para o marketing institucional das empresas do mercado de viagens e turismo, em especial para aquelas que estão com um pé (ou os dois) nos países da região.

Serão apenas 10 Mantenedores para um período de 2 anos, durante os quais, um novo Mantenedor somente será aceito em substituição a outro que venha a sair do grupo.

Conheça o novo site da Alagev/Abgev em http://www.alagev.org.br e conheça as características inovadoras do projeto Mantenedor em http://www.alagev.org.br/site/parceiros.

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RIO/SAO/BUE: 6 AEROPORTOS NUM FIM DE SEMANA

Volto ao tema porque tenho recebido muitos questionamentos de colegas e amigos a respeito de meu envolvimento com as associações.

Comecei ontem um périplo associativo, em que passarei (ok, passaremos, Solange e eu) por 6 dos principais aeroportos da América Latina, nas 3 principais cidades do Cone Sul.

Saímos 5a. feira de manhã de SDU para CGH, 6a. feira de GRU para AEP e, no domingo, sairemos sDq, de EZE para GIG…

Agenda 100% associativa: em São Paulo, reuniões de Conselho e de Associados da Abracorp e reunião do Comitê de Tecnologia e Inovação. Em Buenos Aires, reunião da Alagev Argentina com o CE30, o Comitê de Empresas Clientes, entre outros eventos com “nuestros hermanos” (ainda bem que o jogo foi empate).

Confesso que jamais imaginei que minha veia associativa fosse falar tão alto dentro de minha agenda.

É formidável o aprendizado que recebo ao interagir com tantos outros executivos, agentes de viagens corporativas, fornecedores de tecnologia e clientes + fornecedores de serviços de viagens, todos voluntários como eu, todos compartilhando conhecimento e experiência a favor do aprimoramento do mercado de viagens e turismo.

Muitos acham tudo isso perda de tempo, outros somente observam sem participar, há ainda os que cobram as associações sem se envolver e outros tantos apenas criticam…

Mas o fato é que cada vez mais e mais profissionais participam do trabalho associativo e o que permite às entidades cumprirem o seu papel, não tenha dúvida, é o trabalho voluntário dos associados.

Por isso, participo. Por isso, sua participação também é importante.

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