PRIORIDADES

“O dia parece estar ficando mais curto” ou “não consigo mais fazer tudo o que preciso” ou simplesmente “não deu tempo” são expressões corriqueiras no nosso cotidiano.

“Não é uma questão de tempo, mas sim de prioridades” dirão os consultores, especializados que são em propor solução para problemas de todo tipo.

Mas muitos continuam angustiados com a dificuldade em tomar decisões em alta velocidade (sim, tudo agora é em alta velocidade) sobre o que priorizar, entre tantos assuntos, problemas e oportunidades que o dia-a-dia nos oferece.

Longe de mim sugerir como resolver isso, mas cito aqui uma metodologia “quase” científica para abordar a gestão do tempo no ambiente de trabalho, através da divisão das atividades em 4 tipos de prioridades:

1 – IMPORTANTE E URGENTE

– São as atividades que, mesmo a contragosto, devem ser priorizadas acima de todas as outras.

– São os chamados “incêndios”, que precisam ser apagados para, somente depois, atuar-se na prevenção.

– Cuidado com os especialistas em incêndios, verdadeiros viciados em trabalhar como bombeiros…

2 – IMPORTANTE E NÃO URGENTE

– Aquela atividade em que você dedicará o seu tempo, por ser importante, mas sem a pressão da emergência.

– Trata-se de atuar no que realmente importa com planejamento, antecedência e capacidade analítica.

– É a situação ideal que, em geral, obtem os melhores resultados.

3 – DESIMPORTANTE E URGENTE

– Tudo aquilo que é urgente para outra pessoa e que, apesar de não ser importante para você, acaba por envolver sua atenção e consumir o seu tempo.

– Enquadram-se aqui as situações em que pedem sua ajuda sobre uma determinada atividade e você acaba por fazer todo o serviço ou aquelas em que um colega resolve contar detalhes de um projeto que nada tem a ver com seu trabalho.

– Cuidado com os sequestradores do seu tempo, pois neste caso não há resgate, já que tempo perdido jamais será reposto.

4 – DESIMPORTANTE E NÃO URGENTE

– A mais indesejada das categorias reúne as atividades relacionadas com o lazer não planejado e a distração, realizadas geralmente sem um interesse objetivo (importância) e sem compromisso temporal (urgência).

– Zapear a TV a esmo se enquadra nesta categoria, assim como navegar à toa na web, participar de jogos online e acessar redes sociais.

– Por serem atividades que usurpam nosso tempo sem percebermos, com retorno próximo de zero, devem ser evitadas por quem deseja otimizar o tempo.

Apesar de eu procurar focar minhas atividades na Categoria 2, confesso que me vejo muitas vezes apagando incêndios (Categoria 1) e não consigo evitar os sequestradores de tempo (Categoria 3), mas consegui banir as atvidades da Categoria 4, pelo menos no horário de trabalho.

E você? Como tem administrado o seu tempo… ops, suas prioridades?

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SELF-SERVICE NAS AGÊNCIAS DE VIAGENS

Não é de hoje que o conceito de autosserviço vem dominando o mercado consumidor de produtos e serviços, de uma forma geral.

Desde que os supermercados descobriram que sai muito mais barato expor produtos para os clientes escolherem, que o conceito vem crescendo e sendo aplicado nos caixas automáticos dos bancos, nos restaurantes a kilo, nas farmácias e lojas de roupas, entre muitos outros.

Com a internet, essa tendência passou a ser realidade em uma infinidade de segmentos econômicos, já que tudo adquirido na web depende, total ou parcialmente, do autosserviço do consumidor.

Nas agências de viagens não é diferente.

Na verdade, poucas atividades permitem tamanho grau de automação e self-service quanto a organização de viagens e de turismo, incluindo a reserva e emissão de passagens aéreas, hospedagens etc.

Daí expressões como Self-Booking, Self-Ticket e Fast-Ticket terem se tornado comuns entre os agentes de viagens e seus clientes, sejam de turismo ou de viagens corporativas.

Por um momento, o agente de viagens preocupou-se com essa tendência do cliente resolver tudo sozinho pela internet, abrindo mão de seu conhecimento e experiência.

Seu receio era de que os clientes buscariam essas reservas online diretamente nos sites dos fornecedores, ávidos por reduzir (ou eliminar) o que chamam custo de distribuição…

Este receio veio confirmar-se, pois nunca as cias. aéreas e hotéis venderam tão diretamente ao consumidor final quanto agora, mas junto veio a possibilidade das agências de viagens também  oferecerem autosserviço pela internet, o que já é relativamente comum também no Brasil.

Portanto, penso que o padrão de self-booking será, cada vez mais, a tônica na atividade de agenciamento de viagens e turismo, no Brasil e no mundo e, disso, não há mais como escapar.

Bem ao contrário, vem ganhando terreno os agentes que perceberam isso antes e se especializaram  no oferecimento desse tipo de serviço pela internet.

Descobriram, enfim, que podem utilizar a tecnologia do autosserviço em benefício de seus clientes e, por consequência, de suas empresas.

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FÓRUM COSTA BRAVA: FORNECEDOR VIROU CONCORRENTE

Ano passado, tive a oportunidade de participar do 1o. Fórum Costa Brava de Gestão de Viagens Corporativas, como palestrante e expositor, num evento inaugural memorável.

Este ano, um compromisso pessoal impediu-me de ir à Campinas e, apesar do Reserve ter marcado presença com o Bruno Ciancio e equipe de São Paulo, mais o Tadeu Cunha do Rio de Janeiro, juntos com o Lóris Tedeschi e equipe da Interep, eu senti muito por não ter participado pessoalmente deste belo trabalho dos Schwartzmann.

Mas recebi um report bem detalhado do evento, do qual chamou-me atenção o discurso de abertura do fórum, proferido pelo jovem conselheiro da Abracorp e dirigente da Costa Brava, meu amigo Rubens Schwartzmann.

Em uma certa altura de seu discurso, Rubinho referiu-se ao atual cenário, em que “fornecedores são também concorrentes” e discorreu sobre o assunto com a naturalidade típica dos executivos que, diantes de um desafio inexorável, passam a considerar aquela ameaça como parte do ambiente de negócios e, tais quais camaleões, preparam-se para enfrentá-la, mas sem perder a capacidade de indignar-se com a concorrência desleal.

Lembrei-me de imediato do texto MAR DE TUBARÕES que postei aqui no Blog Panrotas,  no mesmo dia e hora em que ele falava à plateia sobre esse tema, cuja analogia tentava ilustrar o sentimento do agente de viagens frente a esta realidade, resumida em 3 duras constatações:

1 – Seu fornecedor quer concorrer com você, mas não quer perdê-lo.

2 – Você não pode abrir mão dele e terá que encará-lo.

3 – Não resta outra saída a não ser fazer melhor do que ele.

Assim tem feito a Costa Brava em Campinas: com gestão profissional, capacitação, tecnologia e coragem para enfrentar desafios, ignorou os problemas do mercado e dobrou de tamanho no último ano…

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