O ANO ACABOU

Você já está pensando onde vai passar o Natal este ano? Ou o reveillon?

Na sua empresa, já se conversa sobre onde será a festa de fim de ano ou se fala em planejamento estratégico para 2012?

Já tem loja se enfeitando pro Natal, antes do Dia das Crianças…

Quanto mais velocidade imprimimos em nossas vidas, quanto mais coisas realizamos ao mesmo tempo, quanto mais nos ocupamos, mais rapidamente passam os dias e, de repente, chegou o final do ano…

Sei que ainda estamos em setembro, que faltam 3 meses inteiros para encerrar 2011, mas a impressão que tenho é que, após o Congresso da ABAV no final de outubro, o ano terá terminado.

Exagero?

Se você ainda não cumpriu suas metas no trabalho, seu planejamento anual, suas promessas pessoais ou deixou tudo para a última hora, a notícia é: corra, porque 2011 já foi…!

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FORUM ALATUR: UM EVENTO PRIVADO

Em julho, o Ricardo Ferreira reclamou de eu nunca ter abordado o Forum Alatur aqui no Blog Distribuindo Viagens, apesar de eu ter postado sobre os eventos da Terra Turismo de Belo Horizonte, da Costa Brava de Campinas e da Porto Brasil de Porto Alegre.

Respondi que eu não poderia escrever sobre o que não conhecia, pois não fui aos eventos anteriores da Alatur, dirigidos que são a clientes e fornecedores da agência.

Este ano, fomos surpreendidos, Solange e eu, com convites para assistir o 4º Forum Alatur e resolvemos conferir.

Eu estava bastante interessado no primeiro painel, em que Larry Rohter, jornalista americano especializado em criar polêmica com o Brasil, debateria com Roberto da Matta, um gênio da antropologia genuinamente nacional.

Apesar do abismo cultural entre os dois debatedores, “valeu o ingresso” ouvir o professor falar sobre suas pesquisas sobre o carnaval e o futebol, não somente como manifestação cultural mas como consequência da evolução histórica da sociedade brasileira, discorrer sobre as diferentes heranças culturais de EUA e Brasil e explicar, com certo lamento, a sua percepção de depressão no povo americano, decorrente do aumento do índice de pobreza nos EUA e do impacto, no espírito americano, causado pelas medidas de exceção criadas no governo Bush contra as liberdades individuais.

Clarice Niskier leu texto sobre turistas e “turristas” e encantou parte da plateia. Alguns acharam longo demais. Eu gostei.

David Radcliffe, descontraído e bem informado, explicou com dados concisos, gráficos coloridos e variadas estatísticas, o real motivo de ter vindo ao Brasil: fazer negócios.

Roger Tondeur contou parte de sua intrigante trajetória que o levou a criar a MCI, empresa de eventos corporativos, e o moderador Ricardo Ferreira resumiu a expectativa das pessoas quando comparecem a eventos para ouvir empresários bem sucedidos: “As pessoas querem ouvir sobre a evolução de suas carreiras. Como ser bem sucedido?”

Embora eu não acredite que exista fórmula que possa ser repetida, pois cada experiência de vida é única, colhi algumas frases de David Radcliffe e Roger Tondeur, que em alguns casos lembram textos de autoajuda:

– “Estabeleça um objetivo, uma visão e planeje como chegar lá.”

– “Pode-se dispor de todas as plataformas mais modernas e estimulantes para inovação, mas se você não puder contar com pessoas criativas e inovadoras, não funcionará.”

– “O importante é perceber a próxima mudança e tentar chegar lá antes.”

– “Soluções globais, de eventos ou outras, têm sempre que ser adaptadas às diferenças culturais de cada país.”

– “A decisão mais difícil de um COO é desligar um colaborador, mesmo que seja para manter a organização saudável e preservar todos os demais empregos.”

– “Existe um gap entre o que o mundo pensa do Brasil e o que ele realmente é.”

– “O Brasil em duas palavras: entusiasmo e vibração.”

A apresentação dos serviços da Alatur, através de esquetes teatrais bem-humoradas, encenadas pelos líderes de equipe da agência, foi o ponto alto da parte da manhã, um verdadeiro show idealizado por pessoas criativas e “imaginadoras”.

O painel sobre sucesso e carreira também gerou grande expectativa, devido à participação de atrizes de primeira grandeza. E foram delas as melhores tiradas, com Marília Pera bem à vontade e Irene Ravache muito inspirada, responsável pela pérola: “quando eu era jovem, eu gostava dos meus amigos pelas suas virtudes, com o tempo passei a gostar deles apesar dos defeitos e hoje eu os amo justamente pelos seus defeitos”.

Um painel muito difícil para José Mario Caprioli e Marcio Ogliara, que se esforçaram para compensar o encantamento da plateia com as estrelas, mas Paulo Gaudêncio soube equilibrar o debate.

O palestrante Will Tate, que também havia participado do GBTA Denver (quando deixou sem resposta uma pergunta da Heloisa Prass), pegou uma audiência animada com o painel das estrelas, mas apesar de ter trazido forte conteúdo tecnológico e dados interessantes, não conseguiu segurar a atenção da plateia, àquela altura sonolenta após o “lanche-almoço”, mas ainda aguardando com interesse os debatedores mais conhecidos do trade e mais ligados à realidade brasileira: Klaus Kuhnast, Luiz Ambar e Marcos Balsamão, além da Marta Verçosa, presidente do desconhecido IBECORP.

Meu amigo Balsamão, bastante tenso no início, foi aos poucos… ficando mais tenso ainda, mas não deixou a peteca cair e conduziu bem os painelistas e as perguntas da plateia.

Como bem me esclareceu o Ricardo Ferreira no intervalo, “Nosso forum não é igual ao do Panrotas, que é um evento de conteúdo. O nosso é um evento de marca”, o que significa um evento de marketing, produzido para divulgar um conceito, uma marca, uma empresa.

Justamente por isso, penso que “o grande evento de viagens corporativas para clientes” continua sendo o LACTTE, pelo seu carater neutro, por ser produzido por uma entidade, pelo seu conteúdo multidisciplinar e por seu foco no cliente como comprador de variadas TMCs e não somente de uma.

O Forum Alatur é um evento privado, muito, muito bem produzido, de uma forma que impacta na percepção da imagem que a Alatur vem passando ao mercado ao longo dos anos.

Prova disso é que, neste evento, eu descobri uma outra Alatur.

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DEBOCHE

A forma como o Ministério do Turismo tem sido tratado denota o que, de fato, pensa o planalto a respeito da importância de nossa indústria para o desenvolvimento do país.

Depois de meses de críticas, à escolha, ao padrinho, à (falta de) gestão, às irregularidades, à demora na substituição etc., somos surpreendidos com outra escolha parecida, com o mesmo padrinho…

O ex-ministro fez o que fez e não precisa se explicar, basta pedir exoneração, coitado…!

O novo ministro falou o que falou sobre seu partido e é presenteado com um ministeriozinho, talvez para acalmar sua verve…!

Afinal, o que tem o Maranhão para nos brindar com 2 ministros do turismo, sucessivos?

Não penso que sejam os Lençóis Maranhenses ou outras virtudes turísticas do estado, viu Fabíola?

Tentarei descobrir e, se conseguir, contarei aqui…

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