Não é porque o Facebook se transformou na internet dentro da internet e já apresenta quase todos os seus principais problemas (excesso de conteúdo, de usuários, de relevância…).
Também não é porque o Facebook esteja dando sinais de estar seguindo a mesma trajetória do Second Life, uma realidade virtual que virou febre, recebeu vultosos investimentos reais, que desapareceram sem deixar vestígios.
Muito menos é porque o Facebook apresenta os primeiros indícios de recrudescimento de sua taxa de crescimento, que o coloca próximo do topo, de onde só se avança… descendo.
Nem mesmo porque o Facebook teve a pretensão de ser mais importante que a própria web (algo como os Beatles terem se comparado a Jesus Cristo…).
Tampouco é porque o Facebook já atingiu aquele status de unanimididade que, como toda unanimidade….(bem, você sabe…)
Mas, eu levo mais fé no Google+, cuja proposta de “compartilhar a vida real na perspectiva da web”, foca na humanização do relacionamento online, tornando-o menos impessoal, frio e automático do que o Facebook.
O Google+ vem para disputar a supremacia em redes sociais, e vem com novas armas:
1 – Novo conceito de agrupamento de amigos, gerenciados de forma mais visual, com recursos de HTML5, na base do “arrasta e solta”: Circle+
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2 – Novo recurso de relacionamento em tempo real, para videoconferências em grupo, com um simples apertar de um botão: +Hangouts
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3 – Novo controle de favoritos e preferências, sincronizado com o +Hangouts e com o mecanismo de busca automática do Google em 40 idiomas: +Sparks
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O Google+ também incorpora o +Mobile, desenvolvido simultaneamente e de forma customizada para tablets e smartphones, mas como uma extensão para outras funcionalidades:
4 – Compartilhamento automático de fotos e outros arquivos: +Instant Uploads
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5 – Localização online do usuário: +Location
6 – Agendamento rápido de encontros e reuniões, reais e virtuais: +Huddle
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Não se trata de mais uma rede social para disputar espaço (o Orkut, do Google, só é grande no Brasil), mas de um novo ambiente, multi-sincronizado, que oferecerá acesso fácil, intuitivo e rápido aos principais recursos desejados pelo usuário, enquanto ele navega na web e não em um ambiente fechado dentro da web.
Penso que o modelo de negócio do Facebook não é tão brilhante como o do Google, que tem claramente definida sua principal estratégia de receita em cima da publicidade online e, no momento que o Facebook chegou à mesma conslusão e passou a ganhar dinheiro com anúncios, após investir pesadamente no aumento da base de usuários, ele praticamente chamou o Google para a briga…
Ok, ok, você tem Facebook, adora o Facebook e nem pensa em trocar o Facebook por outra rede social, mas quando você acessar o Google para fazer uma busca (e você faz isso diariamente, já sem perceber), você terá curiosidade em clicar em um botãozinho chamado simplesmente You, localizado numa barra preta que será incorporada ao Google.
Pronto, você foi fisgado pelo Google+ !
Por enquanto, para se inscrever para o beta-teste do Google+, clique aqui e, se você for convidado, nos conte depois o que você achou…
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