VIRTUDES DO POVO BRASILEIRO

Estamos começando a nos acostumar com as boas notícias sobre a economia, com as boas referências externas ao nome Brasil, com a recuperação de nosso passivo social, com a gradual melhora nos indicadores educacionais, com a conscientização com o meio ambiente, entre outros.

Tudo isso é muito bom e é resultado de um momento especial da história do país, que associado a algumas características pessoais, típicas do povo brasileiro, tornam este o melhor país do mundo para viver.

Apesar de todas as nossas incoerências, reunimos virtudes que também nos diferenciam positivamente da média de comportamento da população mundial.

Somos acolhedores e fraternos

– Somos simpáticos, recebemos bem outros povos, nos esforçamos para falar ou entender o idioma estrangeiro, somos cordatos.

– Transformamos recém-conhecidos em amigos de infância, desde que “o espírito bata com o do outro”, somos camaradas.

Somos humanos e solidários

– Privilegiamos o ser humano sobre regras e regulamentos, somos flexíveis e ajudamos as pessoas.

– Apoiamos causas importantes, emprestamos esforços a soluções coletivas para emergências coletivas, nos empenhamos pelo bem comum.

Somos alegres e autênticos

– Independentemente da real situação, nossa, do próximo ou de toda a nação, buscamos a felicidade como ninguém, manifestamos bem estar, mesmo quando nem tanto, divulgamos e nos orgulhamos da alegria de nossa gente.

– Expressamos o que sentimos, choramos em público sem o menor pudor, não temos vergonha de nossos sentimentos, odiamos hipocrisia.

Somos criativos e sonhadores

– Somos inventivos, pensamos “fora da caixa”, percebemos oportunidades, investimos nelas, melhoramos coisas boas.

– Imaginamos coisas, temos devaneios, tornamos verdade simples ideias, nadamos contra a maré, inventamos moda.

Somos esperançosos e intensos

– Torcemos, acreditamos, apoiamos, temos fé, rezamos, esperamos, acreditamos em Deus e “não desistimos nunca”.

– Quando gostamos, é pra valer. Quando não gostamos, é mais ainda.

Somos bonitos e românticos

– Nossa missigenação nos fez diferentes, com tipos físicos variados e harmoniosos, apesar das francesas e italianas, nós temos as mulheres mais lindas do mundo.

– Cortejamos, acarinhamos e adulamos a pessoa amada, fazemos gentilezas, damos flores e atenção, acreditamos no casamento.

Somos resistentes

– Sobrevivemos à hiperinflação, a diversos planos econômicos, a Fernando Collor, PC Farias, Marcos Valério, Delúbio Soares e ao mensalão…

– Emprestando frase de Euclides da Cunha, penso que “todo brasileiro é, antes de tudo, um forte”.

Lembro que este texto está prometido desde maio, quando postei aqui sobre algumas incoerências do povo brasileiro.

Penso que não podemos deixar de reconhecer nossos erros (qual povo não tem?), mas temos que rejeitar de uma vez por todas o que Nelson Rodrigues definiu como “complexo de vira-lata”…

Como parte inseparável de nossas incoerências, também temos nossas virtudes, e essas são apenas algumas delas…

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QUAL ERA MESMO O SEU NEGÓCIO?

É interessante observar a evolução do mercado de viagens e turismo no Brasil, onde ocorre uma rápida transformação dos modelos de negócios, à reboque dessa evolução.

Considere as chamadas “verdades absolutas” do nosso mercado, em relação ao papel de cada segmento:

– Agente de viagens vende produtos e serviços turísticos ao consumidor final.

– Operador turístico vende produtos turísticos ao agente de viagens e ao consumidor final.

– Consolidador vende reservas aéreas ao agente de viagens.

– Integrador vende tecnologia ao agente de viagens, ao operador, ao consolidador e ao consumidor final.

Pela busca permanente de competitividade e eficiência, num ambiente de liberdade de mercado, é compreensível que estes atores desempenhem mais de um desses papéis (e não há a menor necessidade de camuflar esta ou aquela participação)…

Assim como tem operador que atende conta corporativa, consolidador que vira operador, agente que se transforma em integrador, operador que passa a consolidar e consolidador que resolve diversificar e virar integrador, considero natural que importantes “players” destes variados segmentos estejam formalizando parcerias e acordos comerciais de todo tipo.

Afinal, num cenário de mudanças, quem ocupa importante espaço trata de defender sua posição e suas conquistas, para não perder negócios, de preferência abrindo a possibilidade de ampliar ainda mais sua posição no mercado, mesmo que para isso, tenha que arriscar o que já conquistou.

Inteligentes e sagazes são as empresas que, com desprendimento e visão de futuro, associam-se a concorrentes, fornecedores, parceiros e clientes, pois assim reforçam sua base, renovam sua marca e preparam-se para enfrentar um mercado que não conhecem: aquele que existirá nos próximos anos e que, seguramente, será bem diferente do atual.

Antecipar o futuro e imaginar qual será o papel de cada um desses segmentos no mercado de viagens e turismo é tarefa complexa, tantas são as variáveis envolvidas.

Mas olhar o que acontece no exterior e observar as movimentações de empresas e profissionais entre esses diferentes segmentos no mercado brasileiro, pode nos dar um mapa antecipado de como será a participação (e a distribuição de forças), em cada uma dessas áreas nos próximos anos, tornando possível perceber este futuro de uma forma bem razoável.

Embora interpretar esse mapa seja tarefa pessoal e intransferível…

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USD 1,00 = R$ 1,50 ??

Os arautos dos bons negócios defendem, baseados na cartilha da macroeconomia, um Real menos valorizado.

Real valorizado demais dificulta as exportações brasileiras, pois encarece nossos produtos e serviços em relação aos dos concorrentes internacionais.

Como explicar então o Real caminhando rapidamente para a cotação do título, enquanto o Brasil bate recordes de exportação e, mesmo com as importações também em franco crescimento, nossa balança comercial não estar fazendo feio?

Claro, os economistas terão as repostas para isso, pródigos em antever o passado, mas alertarão (economista não prevê, mas alerta) que se isso ou aquilo não for realizado, o cenário mudará substancialmente amanhã…

A realidade parece mesmo ser outra e, a cada dia, surgem mais sinais de que a recuperação da economia brasileira está ainda no início, devendo manter este ritmo por mais uma ou duas décadas.

Ou não…?

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