Seguindo nosso desafio de exportar tecnologia brasileira para gestão de viagens corporativas, tenho feito interessantes contatos com profissionais da área, no México, Chile, Colômbia e Argentina.
Nesses contatos, sempre de cunho profissional, acabamos por nos relacionar com diferentes culturas corporativas, variadas formas de pensar o mundo e peculiares visões de outros povos sobre o nosso país.
Semana passada, em reunião com um nosso parceiro argentino, abordamos o excepcional momento econômico que o Brasil está passando, em contraponto com demais países da região, incluindo a Argentina, quase todos mergulhados em crises econômicas e políticas.
Nosso “hermano”, que também tem negócios no Brasil, comentou: “Nós também já tivemos bons momentos, mas eles passam… Esse é o momento do Brasil aproveitar a onda positiva”.
Perguntei: “Você acha que quem não surfar bem essa onda, pode tomar um tombo mais adiante?”
Com uma mistura de experiência em crises (isso também temos), espírito latinoamericano (temos menos) e ar nostálgico (eles são imbatíveis), ele foi categórico: “Difícil o Brasil cair agora, porque o país é muito grande… China e Brasil são os dois países que puxarão a economia mundial neste século.”
E continuou o vaticínio: “A Europa está quebrada. Os EUA só olham para seus problemas internos. A Ásia tem altos e baixos. O Oriente Médio é uma bomba relógio. O Brasil será cada vez mais o propulsor da economia da América Latina. O mundo inteiro já percebeu isso.”
Pensei: “Temos ouvido muito isso, mas será que o empresariado brasileiro realmente acredita nisso?”…
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