ESPECULAÇÕES SOBRE AS PROMESSAS DE MAIO

Muita novidade está prometida para ser anunciada em maio, mas maio chegou, avançamos rapidamente para a metade do mês e as novidades não chegam…

Como eu não sei de nada, não sou editor-chefe e não tenho compromisso com a notícia, mas com minhas opiniões, não poderia abordar assuntos que não conheço e que, portanto, não são fatos…, a menos que seja por pura especulação, com o objetivo simplesmente de tentar adivinhar o futuro.

Por isso, estampei no título “ESPECULAÇÕES…”, para que saibam que este texto não trata de informação privilegiada, “insight” ou dica, mas de descalibrados “chutes”…

Clonei algumas frases do post MAIO PROMETE !!!, do Artur (sim, estou perigosamente perseguindo nosso chefe) e comento/chuto abaixo:

“Vem aí um novo site, que promete sacudir o mercado….”
– Virão aí muitos novos sites, entre os quais vários sacudirão o mercado, alguns devido à marca e força econômica que já trazem de suas operações no exterior ou no mercado tradicional brasileiro, outros devido ao barateamento da tecnologia que permite que pequenos e médios empresários, do turismo e fora dele, possam enveredar, de forma bem sucedida, pelo mundo digital.

“Vem aí uma nova empresa de tecnologia (alô, Vabo… olha mais uma pro comitê duplo)…”
– Será muito bem-vinda, tanto ao mercado, para estimular a inovação e a concorrência, quanto ao CTI-AA (Comitê de Tecnologia e Inovação da Abgev Abracorp), bastando tão somente o cumprimento dos estatutos dessas associações e do regimento interno do comitê.

“Vem aí uma associação entre uma grande operadora e uma grande consolidadora…”
– Essa vou chutar. Uma trem grande clientela fidelizada como operadora hoteleira, além do desejo de invadir o mercado de consolidação aérea. A outra é rexferência de mercado, tradicional e forte em São Paulo, mas pouca penetração no interior e em outros estados. Pode dar certo e desejo sucesso.

“Vem aí a abertura de mais filiais de outra consolidadora…”
– Isso não é novidade de maio, pois está acontecendo em todos os meses. Reflexo do superaquecimento econômico brasileiro e da estratégia de distribuição (e concessão de crédito) das cias. aéreas, nacionais e internacionais.

“Vem aí a contratação de nomes de peso por outra operadora…”
– Considerando a carência de recursos humanos em todos os níveis, em especial de talentos com experiência, executivos de peso saem das empresas e são imediatamente absorvidos por outras, concorrentes ou não da anterior. Entende-se como nome de peso, aquele que vale efetivamente o quanto pesa (o nome).

“Vem aí os planos dos ex-Gol…”
– Conforme descrito acima, Fábio já está na concorrência e Érico, se não seguir caminho parecido, deverá tonar-se empresário.

No mais, é aguardar o restante do mês e confirmar se as novidades de maio serão tão impactantes assim, ou se maio acontecerá mesmo em junho, julho ou até o fim do ano.

Bom fds a todos.

.

O TURISMO É DIVIDIDO, FRAGMENT, DESUNIDO E REPLETO DE VAIDADES

Foi com esta frase direta, seca e dura que o Artur comentou, embora tardiamente, o meu post anterior – Mais uma entidade no trade ??? – sobre a iniciativa de ABGEV e ABRACORP unirem seus Comitês de Tecnologia e Inovação em um único comitê.

Após lembrar e repetir que “NENHUMA (o caps lock é dele) entidade brasileira de turismo representa 100% a classe que diz ou julga representar”, Artur segue louvando os consolidadores porque “são unidos (ao menos os maiores), são um grupo informal, e deixam as entidades pagarem mico com seu “poder”…”

Não pretendo polemizar com nosso editor chefe (não sou louco) sobre sua curiosa abordagem: um grupo informal ser mais unido e ainda deixar as entidades pagarem mico…

Mas não vou ficar em cima do muro e, por isso, pergunto: qual entidade brasileira de qualquer segmento econômico efetivamente representa 100% a sua classe?

As entidades são constituídas de associados, reunidos sob a égide de um estatuto, que escolhem, através do voto, líderes entre seus pares, para representá-los perante o mercado e a sociedade, tudo em respeito à lei e em benefício do aprimoramento da prática democrática.

Então, onde exatamente estão os problemas levantados pelo Artur? Nos associados, nos estatutos ou nos líderes? Ou os problemas estarão no mercado ou na própria sociedade? Ou ainda, nas leis ou na prática democrática?

E o que um grupo informal unido pode representar a não ser o interesse de seus próprios integrantes?

Tudo normal, dentro do espírito democrático, pois ambas são formas legítimas de associação (a organizada como entidade e a informal com interesses afins).

Mas será mesmo um grupo informal mais forte ou unido do que nossas ABAV, ABRACORP, ABGEV, AVIESP, BRAZTOA, entre outras?

Penso que a multiplicidade de entidades reflete uma tendência democrática da sociedade brasileira, repleta também de partidos políticos e sindicatos, ora com matizes bastante diversificadas, ora com tênues diferenças…

Não estou seguro de que uma única entidade significaria mais força e representatividade ou se concentraria demasiado poder associativo, ao mesmo tempo em que percebo que a multiplicidade de entidades nada mais é do que a oportunidade de especialização, da segmentação da prática associativa.

Portanto, penso diferente do Artur, democraticamente.

.

MAIS UMA ENTIDADE NO TRADE ???

A frequente participação engajada em entidades de classe, com o tempo, transforma-se num vício, do bem, mas ainda assim um vício.

Tão ou mais desafiador do que criar e fazer crescer a rede de relacionamentos de sua empresa com seus clientes, parceiros e fornecedores, é fazê-lo entre empresas concorrentes no mesmo mercado, uma rede de relacionamentos entre iguais, apesar de competirem pelo mesmo cliente e, ainda assim, compartilhar reuniões, debates e troca de experiências, ideias e opiniões, de uma forma verdadeira, produtiva e prazerosa.

Foi com este espírito que os integrantes dos Comitês de Tecnologia e Inovação da ABGEV e da ABRACORP elegeram, nesta 4a. feira, os coordenadores do primeiro (que eu saiba) comitê conjunto de duas associações completamente independentes.

Não se trata de um grupo de trabalho que se reúne para realizar uma determinada tarefa, com início e fim pré-definidos, mas de um único comitê que conduzirá seus trabalhos sob um mesmo regimento, respeitando os estatutos das duas entidades, visando beneficiar a indústria de viagens corporativas como um todo.

Uma iniciativa de seus presidentes e conselheiros, liderados por Viviânne Martins de um lado e Francisco Leme de outro, o CTI-AA reúne, em sua maioria, empresas fornecedoras de tecnologia para a indústria de viagens (sistemas integradores, backoffices, GDS’s etc), agências de viagens corporativas, representantes de entidades do trade e cias. aéreas com sistemas próprios de distribuição.

Debater as soluções tecnológicas do interesse do mercado de viagens corporativas, analisar as estratégias de distribuição dos principais players do mercado, disseminar o conhecimento tecnológico entre os consumidores de serviços de viagens, interagir com outros comitês na busca do aprimoramento das práticas comerciais e operacionais, além de pesquisar as soluções tecnológicas mais adequadas aos associados de ABGEV e ABRACORP, são algumas de suas atividades.

A força e representatividade deste grupo de profissionais está no fato de fazerem parte de entidades maiores, que congregam empresas clientes e agências de viagens corporativas e que, por isso, trabalham visando a evolução da indústria, buscando soluções tecnológicas para problemas que afetam seus maiores usuários.

Mas penso que, com este escopo tão amplo, esta formatação tão atípica e integrantes tão experientes, variados e independentes, não vai demorar muito e aparecerá alguém, incomodado com isso, com a ideia de fundar uma “Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia para a Indústria de Viagens” ou algo que o valha…

Como as vaidades são um dos efeitos colaterais das atividades associativas, é só esperar para ver…

.