3 Blogueiros no Fórum de Viagens Corporativas, em Campinas

Quando Walter Nery, da Terra Turismo, agência de viagens corporativas de Belo Horizonte, promoveu em 2010 o 1o. Fórum Mineiro de Viagens Corporativas, evento de um dia com palestras e debates sobre gestão, tecnologia, práticas, processos e soluções relacionadas ao tema, mostrou na prática que há espaço para eventos deste tipo fora do eixo Rio/São Paulo.

Outras importantes agências de viagens tem se interessado em reproduzir o modelo em suas cidades, como Porto Alegre e Brasília, e, com investimento próprio, divulgar a importância da gestão de viagens corporativas entre as empresas de sua cidade e, ao mesmo tempo, associar sua marca em sua região de abrangência.

Mas será a Costa Brava, de Campinas, a agência a promover um fórum focado no mercado local, o 1o. Fórum Costa Brava de Gestão de Viagens Corporativas, apresentando debates sobre assuntos do interesse de todos os players da sua região, reforçando mais uma vez, a força econômica do interior.

Entre os palestrantes, 3 blogueiros do Panrotas (Viviânne Martins, Sidney Alonso e eu), participarão com apresentações relacionadas às suas áreas de atuação, gestão de viagens, viagens de incentivo e tecnologia para gestão de viagens, respectivamente.

David Neeleman e Pedro Janot, da Azul, Luis Norberto Paschoal, da DPaschoal, Marcio Feitosa, da TX, Antônio Pádua Teixeira, da Fundação Dom Cabral e Antonio Dias, do Royal Palm Plaza, também contribuirão como palestrantes, cabendo aos anfitriões, Mauro e Rubens Schwartzmann, as palestras de abertura e encerramento.

Um evento que promete discussões sobre temas importantes, numa área que está em constante mutação, deverá atrair travel managers, gerentes de procurement, gestores de contratos, especialistas em compras, entre outros profissionais com poder de decisão e formadores de opinião.

Para quem não puder comparecer ao evento, nesta 3a. feira 26/04, no Royal Palm Plaza em Campinas, recomendo acompanhar a cobertura do Portal Panrotas e dos Blogs Panrotas.

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CUMPRIMENTOS

Coisas simples estão se tornando complicadas…

Com a vertiginosa sucessão de eventos no mercado brasileiro de viagens e turismo, temos a oportunidade de encontrar, re-encontrar, conhecer ou “esbarrar” em um monte de gente que não víamos há algum tempo ou que conhecemos de longe, ou de foto no Panrotas, ou de uma breve apresentação num evento anterior…

O fato é que, nessas ocasiões, percebemos a pouca importância que se tem dado a um procedimento tão simples e corriqueiro quanto importante nas relações humanas: o cumprimento.

Tem a pessoa que conhece você, fala seu nome, demonstra uma ligeira afinidade e, apesar de você conhecê-la “não sabe de onde”, você não recorda seu nome… ou pior, você não tem a minima ideia de quem se trata…

Tem o famoso cumprimento da “mão mole” que não passa firmeza e, às vezes, passa a ideia de desinteresse, mas pode ser, tão somente, excesso de delicadeza.

E a pessoa que, para demonstrar a intimidade que não tem, exagera no tapinha nas costas? Ou então junta cabeça com cabeça, num gesto carinhoso. Ou te chama por um apelido que você não tem, nunca teve e, provavelmente, nunca terá…

E o sujeito que te cumprimenta em silêncio, com aquele olhar que diz: “Eu te conheço?”

E o figurão, que cumprimenta as pessoas tão desinteressadamente, que enquanto abraça ou aperta a mão de alguém, olha pro lado e se dirige a uma outra pessoa…

E a prática regional do beijo no rosto como cumprimento? Em São Paulo, dá-se 1 beijo, no Rio trocam-se 2 beijos, já em Belo Horizonte, 3 beijos intercalados nas faces do interlocutor é o procedimento esperado. Já fiquei algumas vezes com o rosto esticado, enquanto a moça paulista já havia dado por encerrado o cumprimento.

Cumprimentar não deixa de ser uma arte, pouco ou mal praticada, mas sempre estimulante, uma vez que pode ser o início (ou o fim) de um novo relacionamento pessoal.

Com meus sinceros cumprimentos, desejo um bom feriado a todos.

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VALE A PENA INVESTIR NO AGENTE DO INTERIOR?

“A Aviestur não é para o agente de viagens catar folhetos, mas para fazer negócios.”

Como o Panrotas noticiou, foi com esta frase que o William Périco abriu a Aviestur 2011, em Campos do Jordão, na 6a. feira, 15/04.

Em pleno século 21, ainda existem agentes de viagens (e não são poucos) que usam as feiras de turismo para recolher folhetos, que servirão como fonte de consulta no dia-a-dia e ferramenta de vendas, geralmente realizada por telefone, email ou pessoalmente.

Por isso, os fornecedores de serviços de viagens e turismo ainda investem muito em brochuras, folders, tarifários, folhetos etc, tentando atingir este público na mesma linguagem usada há décadas, mas que ele resiste a mudar…

Ocorre que este mesmo fornecedor insere o mesmíssimo conteúdo em seu site, home page, portal etc., onde também oferece seus serviços de forma online, tudo fácil, ágil e produtivo, mas que ainda não despertou o interesse destes profissionais para esta (não tão nova) realidade.

Foi para esses agentes e fornecedores que o presidente da Aviesp discursou na abertura do evento, destacando ainda os dois pontos fundamentais em que o agente de viagens deve investir: tecnologia e treinamento de pessoal.

Em relação à tecnologia, é grande a oferta de novos sistemas, com variadas funcionalidades e recursos, mas poucos oferecem custo competitivo para um mercado de centenas de pequenos agentes.

Por isso, estimulados pelo William Périco, encaramos o desafio de desenvolver um sistema de vendas online, integrador de variados conteúdos, do tamanho da necessidade do agente do interior e o batizamos “Reserve versão especial AVIESP”.

Outros fornecedores também trabalham este mercado, com produtos desenhados para sua demanda, como a Monde, de Americana-SP, com um sistema backoffice bem aderente ao interior.

Embora muitas empresas já estejam fazendo seu dever de casa, percebo que ainda há muito a ser feito pelos fornecedores de serviços de viagens e turismo, para atender adequadamente este mercado, com as características que ele requer.

Produtos específicos para um mercado específico, que traga retorno proporcional ao investimento envolvido.

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