O QUE FICARÁ DA ERA LULA?

Ao assistir a cerimônia de posse da presidenta Dilma Roussef, fiquei pensando no que fica efetivamente registrado na memória da gente, sobre cada presidente ou cada mandato presidencial, alguns anos após seu encerramento.

Refiro-me às primeiras lembranças que vem à mente quando ouvimos ou lemos um comentário sobre um ex-presidente.

De Figueiredo me ficaram as frases “Prefiro o cheiro de cavalos ao cheiro de povo” e a emblemática “Eu prendo e arrebento”.

De Tancredo, além do espetacular e fracassado movimento das Diretas-Já, a imagem mais marcante que ficou foi a foto dele sorridente com a equipe médica, que acabou se revelando uma tentativa irresponsável de enganar a opinião pública.

De Sarney, restaram no fundo da minha memória, a hiperinflação e as estapafúrdias tentativas de enfrentá-la com o Plano Cruzado, Plano Bresser etc. e, ainda, a exploração oficial da caricata figura do “Fiscal do Sarney”…

De Collor, ficou a sensação do engodo, do confisco, do roubo das economias do povo, além das imagens, artificialmente produzidas, de um presidente jovem, que se deixava fotografar praticando esportes, correndo, lutando judô, voando em caças da força aérea e dirigindo carros esportivos importados, tão diferentes das então “carroças” nacionais. Mas nenhuma imagem ficou tão fortemente registrada sobre este triste episódio da vida republicana, quanto a cena, ao final do “impeachment”, do presidente saindo pelos fundos do Palácio do Planalto, caminhando resoluto, cabeça arrogantemente erguida, apesar de condenado e expulso da vida pública por 8 anos, num arremedo de roteiro de filme B.

De Itamar, ficou o patético retorno do Fusca, numa infeliz tentativa de se descolar das ideias do antecessor, além da imagem da sambista sem calcinhas, abraçada ao presidente, no camarote do Sambódromo carioca. Mas o principal legado de Itamar foi a verdadeira autoria do Plano Real, tão importante que elegeu seu sucessor, que tenta até hoje arrolar-se como o responsável pelo plano que mudou a história do país.

De FHC, tento lembrar um fato ou imagem marcante, mas me sobraram apenas seu discurso empolado, suas viagens ao exterior com motivações intelectuais e as privatizações bem sucedidas, com especial destaque para o setor de telecomunicações, que reduziram o tamanho do Estado e melhoraram a qualidade de serviços antes monopolizados pela União.

E Lula? O que ficará da Era Lula?

Bem, ainda é cedo para essa análise, mas imagino que as imagens e fatos mais impactantes estarão entre esses:
– Mão e 4 dedos manchados de petróleo no lançamento do Pré-Sal.
– Lula e Dilma com capacetes brancos visitando obras do PAC.
– Mensaleiros de variadas estirpes, apoiadores do governo, com as mãos e as fichas sujas.
– Lula, mercador internacional, transitando com desenvoltura entre os principais líderes mundiais.
– Bolsa família, mobilidade social e crescimento econômico.
– Reaparelhamento do Estado e baixa eficiência do serviço público.
– Brasil credor do FMI, do Banco Mundial e do Clube de Paris
– Crescimento da dívida pública
– Resgate do respeito e da admiração internacionais
– Dolar fraco, Real forte e salário mínimo acima de USD 300
– Recorde de popularidade e eleição do sucessor
– Do povo, pelo povo e para o povo (e com o povo)…

Quanto à Dilma, por enquanto, registro apenas 3 pequenos trechos de seu correto discurso de posse:

“Meu compromisso supremo é honrar as mulheres, proteger os mais frágeis e governar para todos!” traduz, com simplicidade, aquilo que se espera da presidenta.

“O congraçamento das famílias se dá no alimento, na paz e na alegria” resume quais devem ser os objetivos de um governo popular.

“O que a vida quer de nós, é coragem” frase emprestada de Guimarães Rosa, explica, no contexto em que foi aplicada, quanto esforço será necessário no percurso.

Além da inédita emoção demonstrada em alguns pontos do discurso, foi um alento ouvir isso de quem conduzirá o país nos próximos 4 anos.

Não sei quanto a vocês, mas independentemente de opção partidária, me sinto confiante como cidadão brasileiro neste início de 2011…

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Saúde, Paz e Sucesso

Existem muitas formas de desejar um feliz ano novo.

Neste final de 2010, em especial, as pessoas tem manifestado enorme criatividade e sensibilidade com suas mensagens aos familiares, amigos, pessoas queridas e mesmo aos clientes, parceiros, fornecedores, colegas de trabalho etc etc.

Parafraseando o guru Artur, que pregou a simplicidade neste fim de ano, numa forma direta de repetir que “menos é mais”, eu desejo a todos os leitores dos Blogs Panrotas, necessariamente nesta ordem:

Muita saúde, muita paz e muito sucesso em 2011 !

[]’s

Luís Vabo

Quem não planeja, só cresce por acaso…

No final do ano, as pessoas costumam avaliar o ano que se encerra, destacando suas conquistas pessoais, problemas enfrentados, avanços, recuos, erros e acertos, o que acaba por embasar (ou não) suas resoluções para o novo ano.

Nas empresas não é muito diferente, pois este é o momento de avaliar o que foi efetivamente realizado no ano anterior em comparação àquilo que foi planejado.

É a oportunidade de verificar se as metas foram cumpridas, analisar os motivos que levaram aos resultados alcançados (e os que os dificultaram) e avaliar se os indicadores definidos no início daquele ano permanecem atuais e válidos.

O exercício de analisar, junto com a equipe, os resultados do ano que se encerra, gera subsídios para o prato principal: o planejamento estratégico para o ano seguinte.

A esse olhar sobre o passado (o ano anterior), devem ser agregadas ferramentas de análise de cenários, para serem elencados os pontos fortes e fracos do negócio (cenário interno) e as oportunidades e ameaças (cenário externo).

Uma vez estabelecidos os itens que compõem estas 4 variáveis, a equipe está pronta para debater os objetivos da empresa para aquele ano e, a partir daí, levantar indicadores e metas, assim como os projetos (e respectivos prazos) necessários para atingir os objetivos e metas estabelecidos por todos.

Se são novos os objetivos para 2011, devemos encontrar novas maneiras de atingi-los.

Feliz ano novo e bom PE 2011.

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