Agora que a Copa do Mundo acabou para nós e Dunga já está fora da seleção, as atenções da mídia estarão voltadas para as eleições presidenciais.
Não é minha intenção fazer apologia de qualquer candidato, em especial nesta eleição em que temos 3 boas alternativas para o Planalto, mas como sempre, desejo estimular o debate, mesmo não sendo a política o tema principal deste Blog.
Devo confessar que gostei muito do governo Lula. Como empresário, profissional, pai de família e eleitor, afirmo com tranquilidade que vivemos 8 anos de avanços no país.
Não consigo recordar um outro período semelhante, em que o Brasil tenha avançado tanto, em tantas áreas, e beneficiado tantas pessoas, de todas as classes sociais.
Não pretendo relacionar os pontos positivos, e tampouco os negativos, do governo que termina em 2010. Isso é tarefa para a imprensa e os cientistas políticos.
Mas vou declarar meu voto, desde já: votarei no Serra.
E minhas razões são simples:
– Não acho que Dilma repita o feito de Lula, nem interna e nem externamente.
– Serra, assim como Lula, está se preparando há mais tempo para ser presidente.
– Acredito na alternância do poder para o aprimoramento do processo democrático.
– O PSDB é a bola da vez e poderá melhorar tudo o que o PT fez de bom.
Apesar de todos esses motivos, até a semana passada eu ainda cogitava as eventuais vantagens da continuidade do governo Lula.
Por incrível que pareça, a cartada decisiva para conquistar o meu voto, foi a comparação entre os 2 candidatos a vice-presidente, das chapas com mais chances de vencer: Michel Temer e Índio da Costa.
O Serra conseguiu, para vice na chapa, um político jovem (39 anos), sem vícios (primeiro mandato de deputado federal), com a ficha limpa (além de relator do projeto Ficha Limpa, que virou lei), especialista em administração (2 vezes secretário de administração da prefeitura do Rio), antenado (domina novas tecnologias, redes sociais, twitter, blogs etc.), inovador em gestão pública (economizou milhões com redução de processos na prefeitura do Rio) e visão de longo prazo (criador do INIRIO – Instituto de Novas Ideias para o Rio).
A sociedade tem reclamado da necessidade de renovação na política brasileira, como forma de aprimorar as práticas da representatividade, de dar sangue novo à democracia e de excluir os velhos e viciados atores do cenário político nacional.
Apesar do vice do Serra representar a resposta a este anseio da sociedade, logo vem alguém dizer que Índio é um político “desconhecido e inexperiente”…!!!
Ora, a Dilma não foi eleita nem a síndico do prédio e é candidata a presidente, não à vice-presidente…
Por isso, para facilitar a minha escolha, comparei as 3 chapas:
Chapa 1 – Serra e Índio
Presidente: O Serra tem larga experiência política e em cargos executivos (dispensa apresentações ou maiores análises).
Vice: Índio da Costa tem boa experiência política e administrativa (venceu 4 eleições e ocupou cargos executivos).
Chapa 2 – Dilma e Temer
Presidente: A Dilma tem inegável experiência administrativa, mas nenhuma experiência política (nunca foi eleita a nada).
Vice: Michel Temer é um político muito, muito experiente, que sintetiza o conceito de velha raposa da política nacional.
Chapa 3 – Marina e Guilherme
Presidente: A Marina tem grande experiência política e administrativa, com uma bela história de vida e forte apelo junto ao eleitorado.
Vice: Guilherme Leal tem capacidade administrativa (na iniciativa privada) e pretende copiar a dobradinha de José Alencar com Lula.
Não tenho mais dúvida: a visão do Serra em escolher o Índio da Costa, entre as alternativas apresentadas, convenceu-me definitivamente que ele (Serra) é o mais preparado para um cargo em que terá que fazer as mais difíceis escolhas.
Vou com Serra.
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