Um tema como o da ética na política é de uma aceitação tão óbvia quanto o da sustentabilidade ou da inclusão social.
O apoio de quase 2 milhões de assinaturas de eleitores não é algo a ser desperdiçado por quem depende de votos pata se manter no poder.
A oportunidade de amenizar, numa única tacada, os muitos anos de descrédito da classe política, justamente em ano eleitoral, também não é fato que ocorre a toda hora.
Nada disso parece suficiente para sensibilizar a classe política ou mesmo receber da imprensa o destaque que o assunto merece.
A usina de Belo Monte, as multas do TSE ao PT e a convocação do Dunga seriam mais importantes do que um projeto de lei que pretende tornar inelegível por 8 anos o candidato condenado em órgão colegiado?
Com relatoria do deputado Índio da Costa, o projeto de lei batizado de Ficha Limpa, tem que ser aprovado até 10 de junho, para que tenha efeito nas eleições deste ano.
Com alguns partidos manifestando interesse em manter a barra mais limpa do que a ficha, penso que sem pressão popular e apoio da imprensa, será quase uma missão impossível.