Triste isso… Não se fala em outra coisa nas empresas.
Conversando, neste início de ano, com empresários de variados segmentos econômicos, de grandes e pequenas empresas, o assunto é esse: corte de investimentos, corte de funcionários, corte de despesas.
Para um país, que há menos de 5 anos, anunciava-se como a 6a. economia no mundo (à frente da “imperialista” Grã-Bretanha), o cenário é, no mínimo, triste…
Antes de escrever este texto, comentei com pessoas muito próximas, sobre a abordagem que pretendia dar a este post e a primeira reação, de todas, foi muito parecida:
– “Será que vale a pena divulgar uma visão tão negativa sobre a economia brasileira?”
Lembrou-me o comportamento do avestruz, que enfia a cabeça no buraco imaginando esconder-se do perigo iminente, apesar de deixar o corpanzil indefeso à mostra…
A verdade é uma só: somos um povo que só olha para o próprio umbigo (não me refiro ao umbigo da nação, mas ao umbigo de cada um, propriamente dito).
Os políticos pensam somente no seu próprio bem estar, no seu bolso, na sua família, na sua aposentadoria precoce, na remuneração absurda que recebem, paga com o dinheiro do povo que trabalha (essa gente que não se preparou para ser político ou, pelo menos, ser funcionário público).
Num cenário desses, o que resta às empresas e profissionais, contribuintes que trabalham para sustentar toda essa turma (políticos, funcionário públicos, contratados e janelados, do executivo, do legislativo e do judiciário, federal, estadual e municipal)???
Depois de descobrir o que o governo faz com uma empresa como a Petrobras, imagine o que ocorre com mais de 200 outras empresas e órgãos de governo federais…!!!
O espírito de desalento começa a grudar no “povo que faz”, essa gente “despreparada” que trabalha nas empresas privadas, grandes, médias, pequenas e micro, para manter de pé esta estrutura gigante, inchada e explosiva de 39 ministérios (!!!!!) e sabe-se lá quantas secretarias, superintendências, departamentos, gerências etc etc, uma orgia de gastos em cima de gastos, um desperdício de dinheiro público, um descalabro de despesas sem fim.
O pior exemplo vem de cima, de um governo que acredita que o gasto público cumpre o papel do investimento público (tsc, tsc, tsc), uma piada inventada por um partido que pretende centralizar todas as decisões, boas ou ruins, o importante é que sejam geradas na cabeça de um companheiro…
O que esperar de quem está abaixo?
Para 2015 até 2018, não vejo mesmo outra solução, será mesmo necessário cortar, controlar e priorizar despesas, não necessariamente nesta ordem.
A solução para a economia brasileira resistir até lá reside, uma vez mais, na iniciativa privada e no fortalecimento da classe média que, teimosa, sobrevive à revelia das ações paternalistas de um governo que, para alimentar seu projeto de perpetuação no poder, desestimula o empreendedorismo e estimula o ócio (de alguns), a ineficácia (de muitos) e o desemprego (de milhões).
O Brasil merece coisa melhor.
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