O BAIXO DESEMPENHO DO SERVIÇO PÚBLICO

Nunca esqueço um diálogo que tive com um servidor do congresso nacional sobre o baixo desempenho do serviço público e, diante de minha pergunta sobre tantas regalias, ausências ao trabalho e altas remunerações com recursos públicos, sua resposta foi:

– “Tem que ser assim mesmo, afinal, o dinheiro público é nosso. Nós somos o público…”

Esses mais de 30 anos de carreira, sendo 10 anos em empresa estatal, me forjaram alguns conceitos (e seguramente também alguns preconceitos) sobre eficácia, desempenho e resultado do trabalho, seja de um indivíduo ou de um grupo de pessoas.

Aprendi que trabalhar com baixa eficiência e pouco, ou nenhum, comprometimento é comum aos funcionários públicos, porque eles não têm pelo menos 3 características comuns aos profissionais de empresas privadas:

1 – Compromisso com o que fazem.
Motivo: não dependem de seu desempenho ou de apresentar resultados para manter seus empregos e ascender na carreira.

2 – Ambição profissional.
Motivo: sua ascensão na carreira independe do quanto desejam e trabalham para chegar a alguma posição na hierarquia do serviço público.

3 – Preocupação com o emprego.
Motivo: dispoem de uma inexplicável estabilidade de emprego (herança dos difíceis tempos de ditadura), que explica seu baixo desempenho, baixo comprometimento e baixos resultados.

Após passar num concurso público, acreditam genuinamente que são especiais, acima da média da população, quase ungidos por Deus e, portanto, têm direito às regalias (alto salário, baixa disponibilidade, pouco resultado) e mordomias patrocinadas pelos seus clientes, a população brasileira.

Uma fórmula como esta não poderia mesmo resultar em coisa boa…

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ANIVERSÁRIO

Lembro vagamente da primeira vez que fiz aniversário de 10 anos, em 1970, mas seguramente minha memória mais marcante foi o tricampeonato de futebol da seleção brasileira, sobre o qual postei aqui uma história infantil, mas verdadeira e que, talvez por isso, obteve uma resposta bastante interessante dos leitores.

A segunda vez que fiz 10 anos foi em 1992, quando Solange e eu completamos 10 anos de casados, uma época de descobertas e realizações em um casamento maduro, apesar da juventude de nossos 30 anos de idade.

A terceira vez que completei 10 anos outra vez, já em 1995, foi através do aniversário de meu filho, Luís Vabo Júnior, a mais pura imagem refletida das virtudes da mãe, associado à personalidade clone, porém aprimorada sem os defeitos, do pai.

Já no ano 2005, quando eu acreditava que não faria mais aniversário de 10 anos, nossa agência Solid chegou lá e senti-me aniversariante mais uma vez, feliz como uma criança entre aqueles que realmente fazem a Solid acontecer no dia-a-dia.

Agora, neste final de 2014, mais uma vez meu coração está feliz, pela comemoração do meu aniversário de 10 anos, uma vez mais, a 5a. oportunidade em que sinto-me criança de novo: sim, nossa empresa Reserve está fazendo 10 anos.

Empresa criada com a motivação de atender um grupo de empresários visionários, o Reserve ainda é uma criança, um menino agitado, um tanto precoce, apaixonado por mudanças e com claro gosto por antever o futuro.

Ao perguntar à nossa equipe qual a primeira palavra que vem à cabeça para expressar nossa trajetória de 2004 a 2014, não pude esconder o orgulho com a resposta, quase em uníssono: “Inovação”.

É isso, não é todo dia que fazemos 10 anos e o meu novo aniversário de 10 anos de idade, este ano, está só começando.

E, naturalmente, você é meu convidado.

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#EUBEMQUESUSPEITAVA

É muito fácil dizer, hoje, que eu previ o acontecido, mas meu receio está lá, no post publicado em 13/10/14.

Aquele papo de que as pesquisas indicavam Aecio na frente, logo após a formalização do apoio de Marina, parecia ação de contra-pesquisa, com objetivo da divulgação, pouco antes do pleito, de nova “pesquisa” indicando Dilma na frente.

Trata-se de velha estratégia, utilizada para puxar o eleitor indeciso, não todos, mas aqueles influenciados pela tendência do resultado, os que preferem votar no vencedor, contingente estimado entre 5% e 7% do eleitorado, mais do que suficiente para decidir o novo Presidente da República, em especial na eleição apertada deste ano.

Dito e feito, a estratégia funcionou…

Não teve divulgação precoce da denúncia do envolvimento de Dilma e Lula na corrupção da Petrobrás que impedisse a reeleição da presidente.

Conheço muitas pessoas que votaram no Aecio pela certeza da urgência em promover a alternância de poder, pela preocupação com o enraizamento crescente dos correligionários e simpatizantes de um único partido, nos órgãos públicos e empresas estatais, com influência nos 3 poderes.

O resultado desta eleição amplia o problema, pois serão mais quatro anos de aparelhamento do Estado, com crescente prejuízo para as contas públicas, nos próximos 10 a 20 anos.

A metade produtiva da população (a que trabalha e paga impostos) poderá não suportar o peso da outra metade (aquela que prefere contar com as benesses do governo, financiadas pelos impostos pagos pela primeira metade).

O tempo nos mostrará as consequências desta triste divisão de classes.

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