APRENDENDO COM A ABRACORP

Nossa agência é associada desde a fundação da ABRACORP e, contando o tempo de FAVECC, lá se vão 12 anos.

Como toda associação empresarial, nesses 12 anos revezaram ciclos de muita evolução e outros nem tanto, momentos mais de altos do que de baixos, sempre com muito trabalho e genuína percepção de valor no que fazemos.

Mas o atual momento da ABRACORP é especial e destaca-se, nesta trajetória, pelo envolvimento dos associados, pelos trabalhos dos comitês, pela atuação da diretoria executiva e conselhos e, mais que tudo, pela liderança do presidente do conselho de administração, um workaholic assumido, menos politico e mais focado em objetivos.

Na reunião de quinta-feira passada, os números de 2013 foram divulgados e analisados em “press conference” com mais de 30 jornalistas, mas isso já foi divulgado pelo Portal Panrotas e certamente será objeto de análise mais apurada pelo blog Consolidando, de meu amigo Cassio, e pela próxima edição do Jornal Panrotas.

Além da incontida satisfação de fazer parte desses fantásticos dados de vendas (mesmo que modestamente, no meu caso), nesta reunião ainda aprendi muito, com Trinca e César Marchese, da American Airlines:

– Que a frota de aeronaves da nova American (que inclui USAirways e American Eagle), supera o dobro de toda a frota de aviões comerciais atualmente em operação no Brasil.

– Que os 40 milhões de passageiros que transitam anualmente pelo aeroporto de Miami dispõem de 139 gates para embarque, enquanto os 36 milhões que usam o aeroporto de Guarulhos, embarcam e desembarcam por apenas 22 gates.

– Que o terminal novo do aeroporto de Guarulhos está planejado para ficar pronto em maio de 2014 e, se isto de fato acontecer, será um recorde mundial para uma obra deste porte.

– Que este novo terminal iniciará operações com 7 cias. aéreas, sendo que as gigantes AA e TAM entrarão já a partir de setembro.

– Que GRU terá tecnologias de ponta, equipamentos como o ILS-CAT IIIa, que permite operação em baixa visibilidade, o AMS/AMC, o PBN (Performance Based Navigation) e o ATC, que gera aumento da capacidade das pistas.

Cesar é o gerente do aeroporto de Guarulhos da American Airlines e nos deu uma aula sobre o aeroporto, uma palestra simples, objetiva e surpreendente, típica de uma reunião da ABRACORP.

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À IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS?

Até o século passado (me refiro a 1995, por exemplo), quando estávamos em um determinado lugar com algumas pessoas, significava que estávamos naquele lugar com aquelas pessoas.

Hoje não.

“Hoje somos onipresentes”, comentou um amigo carioca numa mesa no Devassa. “Estamos em todos os lugares que quisermos, se e quando quisermos”, completou nada enigmático.

De fato, antes da internet e da telefonia celular, nosso contato com o mundo se resumia à TV e ao telefone fixo.

O sujeito chegava do trabalho, sentava diante da TV e absorvia as notícias do dia, achando fantástico como o mundo inteiro chegava até ele, sem que ele fizesse um esforço sequer, a não ser apertar o controle remoto, um incipiente contato com a mobilidade.

Se ele desejasse falar com alguém, bastava pegar o telefone, consultar a agenda telefônica da família, que era um livretinho que ficava ao lado do telefone (sim, o aparelho não saía do lugar), ou o guia da cia. telefônica, um calhamaço de papel gigantesco (que era editado anualmente) e pesquisar, por ordem alfabética, o nome e sobrenome do sujeito, para achar seu número telefônico e somente então discar (ooops, digitar).

Que trabalheira!

Bem, hoje todos sabemos como funciona, como contactar o mundo ficou mais simples, fácil e rápido.

“E sem graça”, emendou uma amiga na mesma mesa de bar. “Nunca estamos somente com a pessoa que escolhemos estar”.

“Carente”, imaginei, mas bastou olhar em volta e perceber que ela tinha razão, ninguém naquele bar estava somente ali.

Onipresentes

A maioria das pessoas estava usando o smartphone, falando, consultando, pesquisando, facebookando, instagrando, jogando, blogando, tuitando, whatsappeando, skypeando, torpedeando ou, simplesmente, com parte da atenção voltada para o celular, sempre de prontidão em cima da mesa.

Ou seja, estávamos todos ali para encontrar, confraternizar e papear com os amigos presentes, mas estávamos também em todos os lugares que quiséssemos e, pior, participando da vida de outras pessoas em outros lugares.

“Onipresente só Deus”, lembrou um amigo, em tom religioso, e complementou… “que consegue estar em todos os lugares e com todas as pessoas ao mesmo tempo, mesmo que não seja fisicamente”.

As pessoas ouviram aquilo, olharam pros seus smartphones, digitaram alguma coisa, pensaram na frase derradeira, olharam pro céu (o Devassa fica em frente à praia da Barra), até que um outro manifestou: “Somos cada vez mais a imagem e semelhança de Deus. Somos onipresentes sim”.

Multipresentes ?

O “temente a Deus” reagiu imediatamente: “Podemos ser multipresentes, jamais onipresentes”…

Ao ouvir aquele papo de biriteiro, o garçon virou-se, com a bandeja cheia e perguntou: “E qual a diferença?”

Num ato reflexo, todos pegaram seus aparelhos para perguntar “àquele que tudo sabe”, se de fato, com a internet e os aparelhos móveis, somos onipresentes ou multipresentes.

Pensei: “Nem uma coisa nem outra, estamos é cada vez mais ausentes”…

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ISSO TAMBÉM NÃO ATENDE AO MERCADO CORPORATIVO !! (2)

No post anterior, abordei a questão do prazo de reserva (ou prazo de emissão) curto demais, que inviabiliza o fluxo de autorização necessário para a emissão do bilhete.

Outro item difícil de entender e que, neste caso, impacta tanto o mercado corporativo quanto o de turismo e lazer, é a questão da reserva aérea sem garantia do preço do bilhete.

Antes de argumentar, devo esclarecer que me considero um defensor intransigente da livre iniciativa e, justamente por isso, reconheço que cabe às cias. aéreas o estabelecimento de sua política comercial, bem como da estratégia de distribuição do seu produto.

O que discuto aqui é o acerto (ou o equívoco) desta política comercial, que pode servir a um melhor revenue por TKT, mas, ao mesmo tempo, pode desestimular o viajante corporativo de optar por um fornecedor, cujo localizador de reserva garante o assento até o prazo de emissão informado, mas não garante o preço, que pode aumentar no ato da emissão…

Se a parametrização da política de viagem da empresa permitir uma margem de variação inferior ao aumento da tarifa no ato da emissão, a autorização concedida não é suficiente para a emissão do bilhete, gerando frustração, retrabalho e perda de tempo.

Num mercado com mais assentos do que passageiros, esta é mais uma variável que pode dificultar a decisão do viajante corporativo, um consumidor regulado pela política de viagens e despesas de sua empresa, mas que, ao mesmo tempo, toma suas decisões com discernimento e responsabilidade.

É como sempre digo, tudo que dificultar o processo de planejamento da viagem, em especial a pesquisa dos voos, o self-booking, o fluxo de autorização e a emissão do bilhete, acaba por gerar uma experiência negativa do cliente.

E, como sabemos, o cliente não perdoa: na próxima reserva tenderá a escolher outra cia. aérea que garanta a tarifa informada no localizador da reserva.

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