AA E TCU: PARECE QUE O ÓBVIO COMEÇA A VIR À TONA

Muita gente achou graça da frase inicial do post sobre “make up” de bilhetes, aquele trecho em que escrevi que… “Todo mundo sabe, as entidades sabem (ou deveriam saber, já que todos sabem), as cias. aéreas sabem (e fingem que não sabem), eu sei e você sabe…”
Pois parece-me que a AA reagiu, “após descobrir que o Decolar.com estava usando métodos de fixação de preços injustos e pouco claros”, segundo diz o comunidado da AA publicado pelo Panrotas.
No dia seguinte à esta corajosa decisão da AA, o TCU comprova que tão logo tomou conhecimento, reagiu com o acórdão em que, resumidamente, entre outras recomendações, “determina à ANAC que exija que as cias. aéreas façam constar de seus cartões de embarque o valor da tarifa paga, conferindo transparência às compras de passagens aéreas para o consumidor final”.
A questão fundamental começa a ser encarada, pelas cias. aéreas e pelos órgãos da administração pública federal, visando coibir práticas fraudulentas, que lesam o cliente e acabam por denegrir a atividade do agente de viagens, ao nivelar toda a categoria por baixo.
Esta determinação do TCU à ANAC tem força suficiente para iniciar o processo de moralização de nosso mercado de viagens e turismo, ao estimular melhores práticas comerciais e a profissionalização da atividade.
Algo como privilegiar a transparência, a ética e a responsabilidade…
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ABEAR: DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS?

Ao ler a notícia no Portal Panrotas Taxa de conexão será destacada no bilhete aéreo, não pude evitar a comparação com a remuneração do agente de viagens, que também é destacada da tarifa, mas não recebe o mesmo procedimento (exceto a Azul) de ter seu valor destacado no recibo (e no Boarding Pass).

Interessante também observar o reconhecimento, por parte da ABEAR, do valor dos serviços prestados pelas operadoras aeroportuárias (que mal chegaram e estão somente começando a trabalhar).

Penso que este mesmo reconhecimento do valor dos serviços, poderia e deveria ser utilizado com relação aos serviços prestados pelas agências de viagens, há muitos anos, como principal canal de distribuição das cias. aéreas associadas.

Da mesma forma, esta seria excelente oportunidade das companhias associadas à ABEAR passar a trazer discriminadamente no recibo do bilhete aéreo e outras vias de comunicação com os consumidores, os valores relativos à remuneração do agente de viagens, igualmente em respeito ao consumidor, desta forma coibindo a malfadada prática do “make up” de bilhete, como abordei aqui no Blog mês passado.

Por que a distinção de procedimento?

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BOM DIA, OBAMA !

Se até emails não têm privacidade, então é melhor começar o dia cumprimentando o chefe…

Chega a ser engraçado imaginar o que os arapongas norteamericanos podem ter interceptado nas mensagens trocadas, por email e telefonia celular, pelos políticos brasileiros, nos últimos 15 anos…!!

Namorada do Renan, fundação Sarney, dinheiro na cueca do irmão do Genoino, dança da pizza em plenário, Marcos Valério, Delúbio Soares, Erenice Guerra, José Dirceu, mensaleiros, ufa… a lista é grande, apesar da memória fraca (minha e de todo o povo brasileiro).

Apesar de serem situações e casos de desídia política lamentáveis, essas histórias e muitas outras que fazem parte do nosso cotidiano, carregam uma carga tragicômica que acentua-se quando imaginamos a reação dos espiões ao tomarem conhecimento dos detalhes desses casos.

Para coletar informações comerciais, militares e estratégicas do Brasil, como os projetos Sivam e do submarino nuclear, a compra de novos caças, os poços do pré-sal, o desenvolvimento do etanol, os planos da Vale e da Embraer, a expansão das multinacionais brasileiras em todo o mundo, a exploração econômica da Amazônia, a segurança das fronteiras, o combate ao narcotráfico, as relações exteriores etc etc, pelo menos os agentes da NSA têm que pagar este pedágio antes: espionar a imundície política brasileira.

São ossos do ofício…

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