FATOS MUITO ESTRANHOS

Eita início de ano esquisito…!

Normalmente o reveillon nos apresenta um novo ano que costuma iniciar modorrento, no ritmo das pessoas que retomam a rotina de trabalho aos poucos, voltando das férias após janeiro e fevereiro para, em março, o ano finalmente começar.

Apesar das duas semanas de férias coletivas nacionais, no Natal e no Ano Novo, em 2013 os acontecimentos vem nos surpreendendo todos os dias e relacionei apenas 10 fatos, que me ocorreram enquanto escrevia o post:

Fato estranho 1: Um presidente norte-americano encara de frente a tradição, o congresso e o próprio eleitor, numa jornada politicamente arriscada contra as armas, num país cuja história é intrinsecamente ligada a elas.
Infelizmente: São baixíssimas as chances de que tenha êxito.

Fato estranho 2: Um presidente brasileiro (e do PT), visando aquecer a economia, encara o desafio de reduzir tributos sobre as empresas, começando justamente por encargos trabalhistas, primeiro para alguns setores, depois ampliando-os, e agora, abrangendo toda a economia brasileira.
Infelizmente: Uma completa reforma tributária está longe do radar petista.

Fato estranho 3: Com um “pibinho” de 7,8%, a China desponta como uma potência também na educação, onde dobrou a quantidade de universidades e quadruplicou o número de graduados, em apenas 10 anos.
Infelizmente: Apesar da evolução educacional, ainda são escassas as iniciativas democráticas.

O mais espetacular em testemunhar a evolução dos grandes fatos mundiais ao longo dos anos é ser surpreendido com situações como estas que, muitas vezes, passam despercebidas de observadores menos atentos.

Fato estranho 4: A inflação argentina fechou abaixo da metade da previsão para 2012.
Infelizmente: O governo portenho continua maquiando os números (e agora fazendo escola no Brasil…).

Fato estranho 5: O PIB brasileiro fechou também abaixo da metade da mais pessimista projeção feita no início do ano.
Infelizmente: O governo brasileiro continua crescendo a arrecadação, mas supera-se nos sucessivos recordes de gastos públicos.

Fato estranho 6: Políticos brasileiros, do partido do governo, foram condenados por corrupção e por outros crimes.
Infelizmente: Muito difícil que alguém seja preso, devido às leis criadas pelos próprios réus e seus pares.

Fato estranho 7: Com o pé na cova já há tantos anos, Fidel Castro assiste o fim do amigo e seguidor Hugo Chavez.
Infelizmente: O povo venezuelano é quem vai pagar o pato do desgoverno.

Além desses casos que envolvem nações, economia e política, outras surpresas aconteceram também em nosso cotidiano:

Fato estranho 8: O Corinthians foi campeão mundial.
Infelizmente: No futebol tudo pode acontecer…

Fato estranho 9: Uma música nova, de um cantor septuagenário, chegou ao topo dos principais rankings musicais, apenas duas semanas após ser lançada, justamente por cair no gosto de jovens e adolescentes.
Infelizmente: Ainda existe quem acredite que talento tem idade.

Fato estranho 10: Um corredor amputado das duas pernas disputou, de igual para igual, uma final de atletismo dos Jogos Olímpicos de Londres.
Infelizmente: Houve quem o discriminasse por eficiência…

Definitivamente, esqueça as verdades absolutas, pois tudo, absolutamente tudo, pode acontecer em 2013.

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PROJETO: ORGANIZANDO A IDEIA

Como iniciado no Post para Planejar 2013, que teve sequência no post Problema: Identificando uma Oportunidade, segue abaixo a Fase 2 dos meus conceitos de criação e montagem de um novo negócio, resumidos em “apenas” 40 palavras:

Fase 2: O PROJETO (a organização da ideia)

Uma vez identificada a oportunidade para resolver um PROBLEMA, a elaboração do PROJETO é atividade básica para deslanchar o empreendimento.

Aqui, a aplicação de PESQUISAS sobre a aderência da ideia em diferentes públicos ajuda a preparar o produto ou serviço que será oferecido ao mercado consumidor, reduzindo-se o risco da tentativa/erro e direcionando esforços para o que realmente importa, na visão do futuro consumidor.

A identificação da PRAÇA ou ambiente de negócios (marketplace) ideal para sua comercialização, seja loja, sala comercial, shopping, website, central telefônica, porta-a-porta, ou um conjunto desses, é importante para definir as estratégias comerciais e de marketing a serem aplicadas.

De posse do resultado das pesquisas e da identificação da praça, pode-se ter uma noção do POTENCIAL do futuro negócio, sua abrangência, tamanho, escalabilidade e capacidade de crescimento, o que já poderá ser uma amostra de até onde o empreendedor pode almejar chegar.

Definir, desde esta fase, a PROPOSTA DE VALOR a ser apresentada como característica principal da sua ideia, desde que seja autêntica, compreensível e mensurável, dará a personalidade necessária ao produto ou serviço a ser desenvolvido, sua verdadeira identidade.

Nem sempre é o caso, mas a eventualidade de você ser o PRIMEIRO a desenvolver a ideia, deve ser adequadamente valorizada, de modo a deixar, no produto ou serviço em desenvolvimento, a marca da inovação como característica do empreendimento.

A garantia de PROPRIEDADE de uma ideia está muito mais vinculada ao eficaz lançamento do produto ou serviço e sua automática identificação com a empresa que o lançou, do que com registros formais de marcas.

Já o registro da PATENTE de um novo produto ou serviço, desde que realmente inédito e que reúna os requisitos para ser patenteado, é estratégia importante e deve ser considerada para a salvaguarda dos interesses do empreendedor.

Caso você esteja interessado (ou curioso) em seguir em frente, aguarde a Fase 3: PLANEJAMENTO (a elaboração do plano de negócios), assunto que será objeto de um próximo post.

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NEPOTISMO NOSSO DE CADA DIA

A cena se repete em todo início de mandato… e as manchetes destacam aquilo que é uma das características mais evidentes da sociedade brasileira, mas que preferimos não perceber em nós mesmos:

Somos um bando de népotas !

Como explicar esta incontrolável “preferência” do brasileiro, de uma forma geral, por contratar parentes em primeiro lugar, amigos em segundo lugar, amigos dos parentes em terceiro lugar, amigos dos amigos em quarto lugar, indicados por parentes e amigos em quinto lugar e assim sucessivamente?

Não é exclusividade dos políticos, pois estamos recheados de exemplos de executivos de grandes corporações que não deixam passar uma oportunidade de contratar um irmão, filho ou esposa, numa subsidiária da empresa em que trabalham ou, se isso não for possível, numa outra empresa de um fornecedor, parceiro ou, dependendo do relacionamento, até numa empresa cliente.

Ou os casos de filhos de jogadores de futebol, que todos acham que repetirão a bem sucedida trajetória do pai, padrinho inequívoco do novo craque, mas que geralmente iniciam carreira sem o mesmo brilho e sucesso.

Ou ainda os incontáveis casos de filhos, e especialmente filhas, de artistas consagrados, que efetivamente recebem uma “mãozinha” do pai ou da mãe (às vezes de ambos) para assumir seu primeiro papel na TV, tentando convencer a audiência que o talento artístico, assim como título de nobreza, é obtido por herança genética…

É claro que todos esses exemplos referem-se a nepotismo em empresas privadas, ou seja, sem uso e abuso do dinheiro público, como é o caso dos novos prefeitos que, no primeiro dia de seus mandatos, já contratam, numa única canetada, a esposa, os irmãos, os filhos e quem mais da família estiver precisando de uma “oportunidade” de mostrar seu talento profissional.

Nepotismo
A atitude dos políticos é tratada com escárnio pela sociedade.

A atitude dos políticos é tratada com escárnio pela sociedade, pois acredita-se que, no íntimo, o eleitor imagina que qualquer um agiria da mesma forma, o que “justificaria” o nepotismo no imaginário da população (também acho esta tese um absurdo total).

No clássico Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda discorreu sobre a dificuldade dos detentores do poder em separar o público do privado: “Para o funcionário patrimonial, a própria gestão política apresenta-se como assunto de seu interesse particular; as funções, os empregos e os benefícios que deles se aufere relacionam-se a direitos pessoais do funcionário e não a interesses objetivos, como sucede no verdadeiro Estado burocrático”.

O fato é que, independentemente do emprego ser público ou privado, a tendência à proteção dos próximos, uma característica do ser humano, tem sido exacerbada pelo temperamento típico do povo brasileiro, que leva ao extremo a recomendação bíblica “Mateus, primeiro os teus”.

Especialmente se for à custa do dinheiro dos outros…

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