ISSO TAMBÉM NÃO ATENDE AO MERCADO CORPORATIVO !! (2)

No post anterior, abordei a questão do prazo de reserva (ou prazo de emissão) curto demais, que inviabiliza o fluxo de autorização necessário para a emissão do bilhete.

Outro item difícil de entender e que, neste caso, impacta tanto o mercado corporativo quanto o de turismo e lazer, é a questão da reserva aérea sem garantia do preço do bilhete.

Antes de argumentar, devo esclarecer que me considero um defensor intransigente da livre iniciativa e, justamente por isso, reconheço que cabe às cias. aéreas o estabelecimento de sua política comercial, bem como da estratégia de distribuição do seu produto.

O que discuto aqui é o acerto (ou o equívoco) desta política comercial, que pode servir a um melhor revenue por TKT, mas, ao mesmo tempo, pode desestimular o viajante corporativo de optar por um fornecedor, cujo localizador de reserva garante o assento até o prazo de emissão informado, mas não garante o preço, que pode aumentar no ato da emissão…

Se a parametrização da política de viagem da empresa permitir uma margem de variação inferior ao aumento da tarifa no ato da emissão, a autorização concedida não é suficiente para a emissão do bilhete, gerando frustração, retrabalho e perda de tempo.

Num mercado com mais assentos do que passageiros, esta é mais uma variável que pode dificultar a decisão do viajante corporativo, um consumidor regulado pela política de viagens e despesas de sua empresa, mas que, ao mesmo tempo, toma suas decisões com discernimento e responsabilidade.

É como sempre digo, tudo que dificultar o processo de planejamento da viagem, em especial a pesquisa dos voos, o self-booking, o fluxo de autorização e a emissão do bilhete, acaba por gerar uma experiência negativa do cliente.

E, como sabemos, o cliente não perdoa: na próxima reserva tenderá a escolher outra cia. aérea que garanta a tarifa informada no localizador da reserva.

.

ISSO NÃO ATENDE AO MERCADO CORPORATIVO !! (1)

Se existe uma coisa que anda na contramão das práticas (e das necessidades) do mercado de viagens corporativas, esta coisa chama-se prazo de reserva (ou prazo de emissão) curto demais…

Nada mais irritante para um executivo do que fazer um prosaico self-booking de um bilhete doméstico, para um voo vazio, daqui a 4 ou 5 semanas, e receber a informação do sistema da cia. aérea: “Esta reserva expira hoje às 23:59h.

O fato é que este é um prazo insuficiente para o diretor da área autorizar a emissão do bilhete.

Ou seja, o viajante corporativo faz a reserva com antecedência, seleciona a cia. aérea preferencial, escolhe a tarifa acordo da empresa, cumpre toda a política de viagens e recebe a ducha de água fria somente no final do processo.

O sistema notifica o diretor autorizador (que está em reunião de board, por exemplo) e, assim, somente acessa a reserva no dia seguinte de manhã, e a reserva expira…

Ao refazer o self-booking, o executivo descobre que a tarifa aumentou e, irritado, toma a decisão (que foge ao controle da turma do yield): ele convence o travel manager da empresa a negociar com outras cias. aéreas, cujos prazos de emissão são no mínimo razoáveis, entre 3 e 5 dias, conforme a tarifa.

Prazo de emissão curto demais desrespeita um procedimento básico de todas as empresas: o fluxo de autorização, online ou offline, exige um prazo maior que algumas horas, no mínimo entre 2 e 3 dias úteis.

Para as cias. aéreas, atender ou ignorar esta demanda significa ganhar ou perder market-share, justamente no mercado que ocupa 2/3 dos assentos de voos no Brasil.

.

VAMOS ELEGER QUEM MESMO?

2014 começa com 2 grandes estigmas nacionais: a Copa da Fifa e as Eleições Presidenciais.

A impressão que eu tenho é de que a copa vai atrasar as eleições, não no sentido cronológico, mas na questão da sociedade interessar-se, participar, viver o período de maior representatividade política que um regime democrático pode experimentar.

“E isso é bom pra quem?”, perguntarão os cientistas políticos, os jornalistas especializados e os marqueteiros de plantão, sempre prontos a analisar as tendências sociais, para estabelecer as estratégias para a campanha de seus candidatos.

Basta observar o “status quo”, já que a omissão do debate político tende a privilegiar o poder estabelecido, usualmente a grande vitrine dos debates (e das baixarias) dos candidatos durante a campanha.

É muito mais fácil analisar, criticar e apontar defeitos no que está aí, do que efetivamente planejar soluções e fazer propostas sérias e factíveis para conquistar uma possível sucessão.

“Cacetada no PT”, preparam-se os partidos de oposição, preocupados em enfraquecer a candidata à re-eleição, mesmo que isto tenha que ser feito no exíguo prazo entre agosto e setembro, quando os eleitores prestarão alguma atenção ao embate.

“Mostrar serviço”, é a ordem do governo aos partidos que o apoiam, visando fortalecer a percepção de que, se o país está avançando, não vale a pena “mexer em time que está ganhando”…

Será que está ganhando mesmo?

E mesmo se o time estiver ganhando, será que não vale a pena mexer?

Voltemos então a conversar sobre isso em julho, no final da Copa, se o Brasil não for campeão, ou em agosto, se a seleção conquistar o título em casa.

Até lá, após o carnaval, gostemos ou não, o assunto será a Copa do Mundo da Fifa no Brasil e o debate político para as eleições terá que esperar…

.