{"id":1506,"date":"2012-02-13T08:58:00","date_gmt":"2012-02-13T11:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.panrotas.com.br\/distribuindoviagens\/?p=1506"},"modified":"2012-02-13T08:58:00","modified_gmt":"2012-02-13T11:58:00","slug":"poder-x-capital-x-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.panrotas.com.br\/b2btech\/2012\/02\/13\/poder-x-capital-x-trabalho\/","title":{"rendered":"PODER x CAPITAL x TRABALHO"},"content":{"rendered":"<p>Para discorrer sobre este assunto, \u00e0 luz dos recentes acontecimentos, lan\u00e7arei m\u00e3o de dois recursos autorais:<\/p>\n<p>1 &#8211; Contar uma hist\u00f3ria real (neste caso sobre como surge uma ag\u00eancia de viagens no Brasil).<\/p>\n<p>2 &#8211; Fazer uma autorrefer\u00eancia (a hist\u00f3ria real que eu melhor conhe\u00e7o e n\u00e3o preciso da autoriza\u00e7\u00e3o dos protagonistas para public\u00e1-la), pelo que me desculpo desde j\u00e1.<\/p>\n<p>Quando iniciei no mercado de turismo, em 1995, trabalhava na \u00e9poca como engenheiro especializado em log\u00edstica de transporte intermodal na RFFSA, empresa estatal com todos os predicados (os negativos e os positivos) que se atribuem \u00e0s empresas estatais at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Ou seja, apesar das mazelas de uma empresa do governo, era um emprego est\u00e1vel, razoavelmente bem remunerado (gra\u00e7as ao cargo que ocupava), um belo plano de carreira e programa de previd\u00eancia que me garantia 100% da remunera\u00e7\u00e3o da ativa, quando eu viesse a aposentar.<\/p>\n<p>Mas eu tinha tamb\u00e9m 3 outras caracter\u00edsticas, uma delas exclusiva, que me fizeram desistir de tudo isso para dedicar-me ao mercado de viagens e turismo: eu tinha 34 anos de idade, esp\u00edrito empreendedor e Solange Vabo.<\/p>\n<p>Fundamos a Solid Corporate Travel em 05\/05\/95 e trabalhamos duro (em ambos os sentidos: arduamente e com pouco dinheiro) para chegar ao chamado &#8220;break even point&#8221; ao final do ano seguinte, quase 2 anos depois.<\/p>\n<p>Dal\u00ed em diante, n\u00e3o houve um ano sequer que n\u00e3o tenhamos progredido, sempre crescendo, sem grandes saltos ornamentais, mas tamb\u00e9m sem endividamento, o que nos coloca hoja na categoria de ag\u00eancia de viagens familiar, especializada, pequena, s\u00e9ria e lucrativa,\u00a0como tantas outras existentes em nosso mercado.<\/p>\n<p>Voc\u00ea h\u00e1 de perguntar: o que todo esse &#8220;tr\u00e9-l\u00e9-l\u00e9&#8221; tem a ver com a rela\u00e7\u00e3o poder x capital x trabalho?<\/p>\n<p>Eu pe\u00e7o sua aten\u00e7\u00e3o e paci\u00eancia para o restante do post, pois como bem explicou o professor Gustavo Syllos, n\u00e3o sou da gera\u00e7\u00e3o Y, que escreve por hieroglifos, nem da gera\u00e7\u00e3o BB, que n\u00e3o precisa escrever, pois tem algu\u00e9m pra escrever em seu lugar.<\/p>\n<p>Quando descobrimos a internet, num congresso do Sabre em Dallas, em 1996 (o Syllos e a Izabel da Continental estavam l\u00e1), imediatamente &#8220;abra\u00e7amos a causa&#8221; (sim, internet era uma causa nesta \u00e9poca) e dedicamos todos os nossos esfor\u00e7os a desenvolver um sistema de reserva a\u00e9rea na internet, brasileiro e 100% em portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Tivemos o apoio do Sabre em todas as etapas deste nosso empreendimento solo, seja atrav\u00e9s do Douglas Domingues, &#8220;country manager&#8221; na \u00e9poca, quanto do Luiz Ambar, nosso parceiro at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>De l\u00e1 pra c\u00e1, muita coisa aconteceu em nossa trajet\u00f3ria de empres\u00e1rios do mercado de viagens e turismo (o Reserve \u00e9 uma delas), e muitas pessoas fizeram parte dessa hist\u00f3ria, como o Dilson Ver\u00e7osa, gerente da AA em 95, que acreditou na Solid (ok, na Solange) antes mesmo de termos o CNPJ da ag\u00eancia, o Adalcy Santos, nosso padrinho para a Solid entrar no antigo FAVECC, o Henrique S\u00e9rgio Abreu, primeir\u00edssimo demandante de um sistema integrador de gest\u00e3o de viagens corporativas, que nos estimulou a separar o Reserve da Solid em 2004,\u00a0o Goiaci Guimar\u00e3es, que indicou o Reserve ao trof\u00e9u Partnership em seu primeiro ano de opera\u00e7\u00e3o, o Artur Andrade e o Guillermo Alcorta, que acreditam na tecnologia e na inova\u00e7\u00e3o como fatores indutores da evolu\u00e7\u00e3o do mercado e o Edmar Bull, que abra\u00e7ou a ideia desde o in\u00edcio e tornou-se o maior &#8220;benchmark&#8221; do sucesso do Reserve.<\/p>\n<p>Toda esta hist\u00f3ria serve de pre\u00e2mbulo para eu afirmar que a vit\u00f3ria de um neg\u00f3cio, no turismo ou fora dele, \u00e9 feita de criatividade, esfor\u00e7o e&#8230; pessoas.<\/p>\n<p>O que motiva um neg\u00f3cio s\u00e3o as pessoas que est\u00e3o \u00e0 frente de sua dire\u00e7\u00e3o, quanta criatividade e esfor\u00e7o colocar\u00e3o no empreendimento, que n\u00edvel de qualidade de servi\u00e7o prestar\u00e3o, quanto conseguir\u00e3o entregar do que prometem, o que pensam e onde querem chegar.<\/p>\n<p>Por tudo isso, eu continuo acreditando no conceito da consolida\u00e7\u00e3o de boas empresas, exatamente pela qualidade das pessoas participantes do neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Afinal, para quem \u00e9 do mercado,\u00a0como ter d\u00favida sobre o futuro de um neg\u00f3cio que envolve os sobrenomes Abreu, Bull, Costa, Linares, Santos, Schwartzmann e Strauss (os que conhe\u00e7o bem), entre outros, cuja capacidade e seriedade aprendemos a respeitar ao longo dos anos?<\/p>\n<p>Estes nomes \u00e9 que s\u00e3o o principal ativo da Brasil Travel, que dar\u00e3o ao investidor mais bem informado, as garantias de que criatividade e esfor\u00e7o se juntar\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia, corre\u00e7\u00e3o e conhecimento do mercado, em prol dos resultados da nova companhia.<\/p>\n<p>No lugar do modelo do poder em busca do\u00a0capital, estes profissionais representam o trabalho em busca do resultado, exatamente o que todo investidor deseja.<\/p>\n<p>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para discorrer sobre este assunto, \u00e0 luz dos recentes acontecimentos, lan\u00e7arei m\u00e3o de dois recursos autorais: 1 &#8211; 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