{"id":3765,"date":"2014-04-22T09:58:06","date_gmt":"2014-04-22T12:58:06","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.panrotas.com.br\/distribuindoviagens\/?p=3765"},"modified":"2014-04-22T09:58:06","modified_gmt":"2014-04-22T12:58:06","slug":"tolerancia-zero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.panrotas.com.br\/b2btech\/2014\/04\/22\/tolerancia-zero\/","title":{"rendered":"TOLER\u00c2NCIA ZERO&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Neste feriad\u00e3o da P\u00e1scoa, estava conversando com amigos sobre alguns comportamentos sociais na atualidade e, em especial, sobre o quanto as decis\u00f5es das pessoas, de uma forma geral e sobre qualquer assunto do cotidiano, passaram a ter um carater de curt\u00edssima dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Seja no que diz respeito a relacionamentos amorosos, onde sinais de contrariedade de um lado encontram o parceiro desinteressado do outro &#8211; &#8220;tchau, a fila anda&#8230;&#8221; &#8211; ou nas amizades, em que as auto-denominadas BFF &#8211; &#8220;best friends forever&#8221; &#8211; deixam de s\u00ea-lo com a mesma velocidade com que se tornaram &#8211; &#8220;cada uma que toque a sua vida&#8221;.<\/p>\n<p>Outro terreno f\u00e9rtil para esta an\u00e1lise \u00e9 a escolha da profiss\u00e3o, usualmente uma decis\u00e3o que poder\u00e1 impactar toda ou boa parte da vida, mas que precisa ser tomada muito cedo, numa fase precoce em que o jovem n\u00e3o consegue decidir sequer com quem sair\u00e1 no pr\u00f3ximo s\u00e1bado.<\/p>\n<p>Como o caso de um jovem, filho de amigos, que &#8220;optou&#8221; por fazer direito, provavelmente influenciado pelos pais, ambos advogados, mas que percebeu, logo nos primeiros meses, que os tribunais &#8220;n\u00e3o eram a sua praia&#8221; e, por isso, trancou a faculdade de direito e iniciou o curso de economia, mas logo no segundo semestre trocou outra vez para administra\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>&#8220;Por que insistir e n\u00e3o ser feliz?&#8221;, \u00e9 um argumento corriqueiro em todas essas situa\u00e7\u00f5es. &#8220;Melhor trocar logo do que sofrer mais tarde&#8221;, diz-se da namorada, do marido, da amiga ou mesmo da carreira profissional.<\/p>\n<p>Mais recentemente, devido tamb\u00e9m \u00e0 maior oferta de empregos no Brasil, este comportamento &#8220;desapegado&#8221; passou a ser assimilado pelos profissionais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas em que atuam.<\/p>\n<p>&#8220;Eu estou nesta empresa&#8221; \u00e9 uma frase comum, que denota a transitoriedade do &#8220;estar&#8221;, j\u00e1 que ningu\u00e9m mais \u00e9 da empresa.<\/p>\n<p>&#8220;Fico por aqui enquanto n\u00e3o me encherem o saco&#8221;, express\u00e3o t\u00edpica do profissional que n\u00e3o tem o tal apego pela carreira que abra\u00e7ou e, pior, deseja ser adulado, de prefer\u00eancia sem ser &#8220;desagradado&#8221;&#8230;<\/p>\n<p>No excesso de oferta, tudo \u00e9 ef\u00eamero, pois ali na esquina j\u00e1 tem outro dispon\u00eevel, seja amigo, namorado, emprego, esposa, curso, oportunidade, pol\u00edtico, neg\u00f3cio&#8230;<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que at\u00e9 o excesso de oferta \u00e9 ef\u00eamero&#8230;<\/p>\n<p>Mas enquanto isso, n\u00e3o h\u00e1 mais a vis\u00e3o de conquistar um relacionamento de longo prazo, de alimentar uma amizade verdadeira, de identificar a real voca\u00e7\u00e3o para uma profiss\u00e3o ou de planejar e construir uma carreira consistente.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m mais tem paci\u00eancia com o outro, com o amigo, com o parente, com o colega, com a empresa, com o vizinho, com a escola, com o caminho, com o futuro, com a vida, com a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o for pra resolver agora, esquece, n\u00e3o h\u00e1 tempo a perder.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, fui&#8230;<\/p>\n<p>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste feriad\u00e3o da P\u00e1scoa, estava conversando com amigos sobre alguns comportamentos sociais na atualidade e, em especial, sobre o quanto as decis\u00f5es das pessoas, de uma forma geral e sobre qualquer assunto do cotidiano, passaram a ter um carater de curt\u00edssima dura\u00e7\u00e3o. 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