{"id":7399,"date":"2021-05-03T14:34:38","date_gmt":"2021-05-03T17:34:38","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.panrotas.com.br\/b2btech\/?p=7399"},"modified":"2021-05-03T14:34:39","modified_gmt":"2021-05-03T17:34:39","slug":"as-travel-techs-e-a-sindrome-das-bolhas-seriais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.panrotas.com.br\/b2btech\/2021\/05\/03\/as-travel-techs-e-a-sindrome-das-bolhas-seriais\/","title":{"rendered":"as \u201dTravel Techs\u201d e a s\u00edndrome das bolhas seriais"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 algum tempo venho observando um fen\u00f4meno nas <em>startups<\/em> que se multiplicam como <em>gremlins<\/em> no ecossistema de neg\u00f3cios brasileiro, repetindo o mesmo fen\u00f4meno que vem ocorrendo em todo o mundo: o empacotamento de ideias existentes, rebatizadas como inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma <em>startup<\/em> indiana de hot\u00e9is apresentou-se como inovadora por ter criado \u201cuma s\u00e9rie de conceitos operacionais de hotelaria para certificar uma propriedade hoteleira com a sua bandeira\u201d. Algo que as tradicionais marcas e bandeiras hoteleiras fazem h\u00e1 algumas d\u00e9cadas foi, e ainda \u00e9, apresentado como uma novidade absoluta, e o mais incr\u00edvel \u00e9 que muitas (milhares) pessoas (e de investidores) compraram esta ideia \u201cinovadora\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais recentemente, algumas <em>startups<\/em> brasileiras, inspiradas no modelo da TripActions, resolveram batizar o seu neg\u00f3cio de agenciamento de viagens, nada inovador, com um novo e sugestivo nome, como se fosse um novo segmento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Atuando no mercado de gest\u00e3o de viagens corporativas, essas empresas, novas e inexperientes, mas altamente motivadas em concorrer num mercado que desconhecem, prometem os servi\u00e7os prestados pelas TMCs, juntando conceitos como o das OTAs (tudo 100% online), dos OBTs (foco no corporativo, controle de pol\u00edtica de viagens, fluxo de autoriza\u00e7\u00e3o, relat\u00f3rios BI etc) e alguns recursos de <em>expense management<\/em>, prometendo tecnologia, agilidade e pre\u00e7o, mesmo n\u00e3o tendo cr\u00e9dito junto \u00e0s cias. a\u00e9reas, n\u00e3o tendo time compat\u00edvel com atendimento \u00e1gil e oferecendo pre\u00e7os iguais ou maiores do que os praticados pelas TMCs que operam grandes volumes.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato \u00e9 que essas <em>startups<\/em> empacotaram alguns recursos dos sistemas que foram criados, desenvolvidos e implementados nos \u00faltimos 20 anos e se auto-batizaram \u201cTravel Tech\u201d, buscando conforto e seguran\u00e7a no pl\u00e1gio da express\u00e3o \u201cFintech\u201d, aplicada a empreendimentos vitoriosos como a XP, o Nubank e a Stone.<\/p>\n\n\n\n<p>Conversando com meu guru Vabo J\u00fanior &#8211; @Vabo23 &#8211; sobre este fen\u00f4meno de juntar algumas ideias testadas e bem sucedidas, empacot\u00e1-las e rebatiz\u00e1-las como um novo conceito, com uma terminologia \u201ccool\u201d, um termo que signifique quase uma marca, VJ foi taxativo: \u201ctrata-se da busca do <em>visionary capital<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas, incluindo os investidores, acreditam numa narrativa bem estruturada, numa hist\u00f3ria coerente e que fa\u00e7a sentido. Por isso, buscar conceitos testados, experimentados e bem sucedidos, empacot\u00e1-los e emoldurar tudo isso com um bom <em>story-telling<\/em> \u00e9 a f\u00f3rmula de bolo para tentar gerar o que chamamos <em>visionary capital<\/em>, que \u00e9 o maior valor de uma <em>startup<\/em>, o maior capital do seu fundador.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 quando a narrativa \u00e9 pretensiosa (\u00e0s vezes arrogante) e o conjunto de ideias empacotadas n\u00e3o agrega nenhum valor novo e n\u00e3o se diferencia em nada daquilo que j\u00e1 \u00e9 oferecido por dezenas de experientes TMCs que j\u00e1 atuam no mercado com <strong>conhecimento<\/strong> (que demanda expertise), <strong>tecnologia<\/strong> (que exige atualiza\u00e7\u00e3o permanente) e <strong>reputa\u00e7\u00e3o<\/strong> (que requer tempo, trajet\u00f3ria e integridade).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se iluda, Travel Techs s\u00e3o todas as TMCs que atuam no mercado brasileiro, em especial as associadas \u00e0 Abracorp, que, desde o in\u00edcio do mil\u00eanio, investem permanentemente em tecnologia e capacita\u00e7\u00e3o de seus times, enquanto constroem s\u00f3lidas carreiras de consultoria corporativa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Abracorp | Retomada\" width=\"740\" height=\"416\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dud3iixJgaY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>As TMCs associadas Abracorp s\u00e3o intensivas em tecnologia, mas v\u00e3o muito al\u00e9m disso. Pense nisso ao decidir em quem confiar seu or\u00e7amento de viagens e despesas corporativas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 algum tempo venho observando um fen\u00f4meno nas startups que se multiplicam como gremlins no ecossistema de neg\u00f3cios brasileiro, repetindo o mesmo fen\u00f4meno que vem ocorrendo em todo o mundo: o empacotamento de ideias existentes, rebatizadas como inova\u00e7\u00e3o. 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