Nascer do sol visto do hotel Selina Copacabana

Rede Selina tem novo hotel em Copacabana e cresce com trabalho remoto

Enquanto muitos hotéis brasileiros fechavam as portas em 2020, ainda que temporariamente, a rede panamenha Selina planejava sua sexta unidade no país. O Selina Copacabana foi aberto no finalzinho do ano passado, num momento em que trabalho remoto e modelos híbridos (parte virtual, parte presencial) começaram a ser vistos como uma possível realidade além-pandemia para uma parcela da população. Fundada em 2015, a rede hoje internacional tem o cowork no seu DNA.

Atualmente o portfólio da Selina reúne quase 90 unidades, principalmente nas Américas mas também na Europa. No final de 2020, a rede divulgou (mais) dois aportes financeiros no total de US$ 50 milhões para a expansão na América Latina. Semana passada, a maior operadora de viagens da América Latina, a CVC Corp anunciou uma parceria com a rede Selina, como contou neste portal o coordenador da Panrotas, Rodrigo Vieira.

Desde o começo, há seis anos, a rede se promove como um endereço para nômades digitais vagando ao redor do mundo. Mas não é preciso ser nômade para aproveitar os serviços do hotéis Selina. Sequer viajante. Antes mesmo da pandemia as unidades da rede já eram pensadas também para quem pode trabalhar remotamente, ao menos em parte do tempo, e quer sair da rotina na própria cidade, mudando o endereço do escritório e conciliando labuta e lazer. Foi o que eu fiz: passei uns dias a menos de 10km de casa vendo o sol nascer ao lado do Pão de Açúcar e escrevendo com vista para o mar.

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“Acredito que as pessoas combinarão cada vez mais trabalho e diversão, e este é o tipo de ecossistema que Selina criou. Muitas plataformas (de hospitalidade) começarão a oferecer isso”, disse Rafael Museri, CEO e co-fundador da Selina, em março deste ano, à Skift, site americano de jornalismo voltado para o setor de viagens.

A rede Selina chegou ao Brasil no início de 2019. Em um bairro histórico no Centro do Rio de Janeiro, foi inaugurado o Selina Lapa, no endereço do antigo hotel 55 Rio. Assumir hotéis que já existem é um dos principais pontos do modelo de negócio da rede. A construção passa apenas por uma reforma básica para ser adequada ao padrão Selina, com ajustes na decoração e no uso dos espaços. Em um misto de hotel e hostel, as unidades oferecem quartos privativos e camas em acomodações compartilhadas, cowork, cozinha para uso dos hóspedes, e bar e restaurante. No Brasil, além dos dois endereços cariocas, a rede Selina está também em São Paulo (Vila Madalena e Centro), Florianópolis e Paraty, no litoral do Estado do Rio.

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Como é se hospedar no Selina Copacabana

O novo Selina Copa ocupa o prédio na Avenida Atlântica onde funcionava o tradicional Hotel Debret. Há outras fotos do Selina também no meu Instagram @CarlaLencastre

Áreas comuns

O check-in é feito antecipadamente pelo app do hotel. No térreo, a recepção divide o lobby com uma área de conveniência onde estão à venda alimentos, bebidas, roupas e chinelos de dedo. No primeiro andar há uma cozinha comunitária. O cowork tem 12 estações de trabalho e uma sala de reunião para até seis pessoas. O aluguel pode ser por hora, dia, semana, mês… Um mesmo pacote pode dar acesso ao espaço de coworking em diferentes unidades Selina.

No Selina Copacabana também é possível trabalhar durante o dia no gostoso bar e restaurante Flora, que fica na cobertura e tem uma vista espetacular da praia. Tanto o cowork quanto o restaurante estão abertos ao público em geral, como nos outros hotéis da rede. O café da manhã no Flora foi servido à mesa: um prato com pão na chapa, bolo e ovos mexidos, além de salada de frutas e suco fresco de laranja. Simples e sem variedade, mas saboroso.

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Quartos

O Selina Copacabana tem 116 quartos com diversas configurações, incluindo acomodações compartilhadas com até dez camas e sem banheiro. Fiquei em quarto privativo de canto no sétimo andar, com vista para o mar, banheiro e televisão (a maioria não tem TV). Colorido e acolhedor, o quarto é espaçoso, sem grandes amenidades ou modernidades, com ar-condicionado de janela e sem minibar. Além de uma cama de casal confortável, este quarto tinha armário e mesa de trabalho. O Wi-Fi funcionou perfeitamente. No pequeno banheiro com piso em preto e branco, igual ao dos banheiros do Selina Lapa, e detalhes em vermelho, havia amenities em embalagens de plástico grandes, mais sustentáveis. O Selina Copa oferece arrumação diária pela manhã, mas não abertura de cama ou refeições no quarto.

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Localização

O Selina Copacabana fica no Posto 5, mesmo endereço privilegiado de dois hotéis de luxo, o Emiliano e o Miramar by Windsor. O Fairmont Rio está logo adiante, no Posto 6, ao lado de Ipanema. Na rua lateral, quase em frente ao hotel, encontra-se o Bip Bip, botequim com algumas das melhores rodas de samba da cidade, no momento fechado por causa da pandemia. O Selina Copa oferece ainda aulas de yoga, de surfe e de SUP na praia, a poucos passos do hotel.

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Carla Lencastre

Jornalista formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), trabalhou por mais de 25 anos na redação do jornal O Globo nas áreas de Comportamento, Cultura, Educação e Turismo. Editou a revista e o site Boa Viagem O Globo por mais de uma década e conquistou vários prêmios do setor. Em 2020 foi eleita uma das 100 pessoas mais influentes do turismo no Brasil pelo ranking Panrotas+Elo. Desde 2015 escreve para diversas publicações, entre elas O Globo e #Colabora, site de jornalismo independente voltado para o desenvolvimento sustentável. Ama viajar e anda mundo afora em busca de boas histórias desde sempre. É carioca de mar e bar. Gosta de dias nublados. Está no Instagram e no Twitter em @CarlaLencastre 

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