{"id":601,"date":"2019-11-22T17:47:19","date_gmt":"2019-11-22T19:47:19","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/?p=601"},"modified":"2019-11-23T11:10:02","modified_gmt":"2019-11-23T13:10:02","slug":"em-dc-o-museu-que-nao-negligencia-o-negro-nos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/2019\/11\/22\/em-dc-o-museu-que-nao-negligencia-o-negro-nos-eua\/","title":{"rendered":"Em DC, o museu que n\u00e3o negligenciou o negro norte-americano"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image alignfull\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"681\" src=\"http:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-2-1024x681.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-598\" srcset=\"https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-2-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-2-768x511.jpg 768w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-2-740x492.jpg 740w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>A hist\u00f3ria na tela, mas tamb\u00e9m em banquinhos como os usados no sit-ins, protestos em restaurantes segregados na Carolina do Norte<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>H\u00e1 exatos 400 anos iniciou a trajet\u00f3ria dos negros nos Estados Unidos. Escravizados, os poucos sobreviventes de uma viagem transatl\u00e2ntica espanhola interceptada por ingleses chegaram por acaso na costa leste do pa\u00eds, no estado da Virg\u00ednia, em 1916. Vendidos pelos brit\u00e2nicos em troca de comida, ali dava-se in\u00edcio ao tr\u00e1fico negreiro na regi\u00e3o, ali nascia a Am\u00e9rica. Demorou quase quatro s\u00e9culos, muita luta, repress\u00e3o e sangue, para que a comunidade negra norte-americana pudesse ver sua hist\u00f3ria reconhecida e exibida em um museu nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"National Museum of African American History and Culture (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/nmaahc.si.edu\/\" target=\"_blank\">National Museum of African American History and Culture<\/a> (Museu Nacional da Hist\u00f3ria e Cultura Afro-Americana, ou NMAAHC), localizado no National Mall, em Washington, nasceu em 2016 durante a administra\u00e7\u00e3o do primeiro presidente negro da hist\u00f3ria dos Estados Unidos. Simb\u00f3lica e grata coincid\u00eancia, j\u00e1 que o projeto havia sido criado 13 anos antes pelo antecessor de Barack Obama, George W. Bush.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-3-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-596\" width=\"259\" height=\"346\" srcset=\"https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-3-768x1024.jpg 768w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-3-225x300.jpg 225w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-3-740x987.jpg 740w\" sizes=\"(max-width: 259px) 100vw, 259px\" \/><figcaption>O NMAAHC \u00e9 vizinho ao Washington Monument<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O NMAAHC faz, em seus tr\u00eas pisos de exibi\u00e7\u00e3o permanente, recortes temporais da trajet\u00f3ria do negro no pa\u00eds. Com dados ao mesmo tempo estarrecedores e did\u00e1ticos, com relatos, imagens e artefatos, o museu trata do per\u00edodo escravista, relembra her\u00f3is negros da guerra civil &#8211; conflito entre Norte e Sul que culminou no fim da escravid\u00e3o institucionalizada &#8211; e homenageia l\u00edderes dos anos de segrega\u00e7\u00e3o racial.<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoalmente me chamou aten\u00e7\u00e3o como repara\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas s\u00e3o apresentadas pelos sal\u00f5es sem meias palavras, por exemplo, reconhecendo que havia escravistas em meio aos Founding Fathers &#8211; notadamente com o \u201cParadoxo da Liberdade\u201d acompanhado da est\u00e1tua daquele que esbo\u00e7ou a declara\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia do pa\u00eds, Thomas Jefferson, que escreveu que \u201ctodos os homens foram criados iguais\u201d ao mesmo tempo que ele mesmo escravizava mais de uma centena de homens e mulheres negros em suas propriedades.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-5-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-602\" srcset=\"https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-5-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-5-300x225.jpg 300w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-5-768x576.jpg 768w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-5-740x555.jpg 740w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Pa\u00eds por pa\u00eds, quantos escravos cada na\u00e7\u00e3o transportou. No detalhe, mural exibe cada embarca\u00e7\u00e3o que trabalhou para o tr\u00e1fico negreiro, datas das viagens e n\u00famero de escravos transportados<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c9 neste contexto muito exaltada a figura de Frederick Douglass, um ex-escravo que conquistou sua liberdade e se estabeleceu como uma das raras vozes negras a advogar contra a escravid\u00e3o enquanto ela era realidade para cerca de 3,5 milh\u00f5es de norte-americanos. &#8220;Este 4 de Julho \u00e9 de voc\u00eas, n\u00e3o \u00e9 meu&#8221;, disse a uma plateia branca durante a celebra\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia em 1852. &#8220;Voc\u00eas podem estar felizes, eu devo estar de luto. O que \u00e9 para o americano escravizado o 4 de Julho de voc\u00eas? Um dia que revela a eles mais do que todos os outros dias do ano a flagrante injusti\u00e7a e crueldade a que ele \u00e9 constantemente v\u00edtima.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/p1330106-01-1024x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-600\" width=\"304\" height=\"304\" srcset=\"https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/p1330106-01-1024x1024.jpeg 1024w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/p1330106-01-150x150.jpeg 150w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/p1330106-01-300x300.jpeg 300w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/p1330106-01-768x768.jpeg 768w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/p1330106-01-740x740.jpeg 740w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/p1330106-01.jpeg 1578w\" sizes=\"(max-width: 304px) 100vw, 304px\" \/><figcaption>O chamado para que negros se apresentem na Guerra Civil<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Os anos de sobreviv\u00eancia da escravid\u00e3o e dos conflitos para o seu fim d\u00e3o lugar, pouco a pouco, a um cuidadoso relato do cotidiano dos negros durante a era da segrega\u00e7\u00e3o &#8211; que perdurou at\u00e9 1968. Est\u00e3o ali Martin Luther King e Malcolm X, certamente, mas tamb\u00e9m dezenas de outros nomes t\u00e3o importantes quanto o dos l\u00edderes comumente exaltados: Ida B. Wells, James Baldwin, Rosa Parks e W.E.B. du Bois para citar alguns. O memorial a Emmett Till, jovem de 14 anos brutalmente assassinado em 1955, incorpora de forma densa a realidade sangrenta na qual essas lideran\u00e7as negras atuaram.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos pisos superiores, o NMAAHC traz uma s\u00e9rie de exposi\u00e7\u00f5es que s\u00f3 confirmam o qu\u00e3o presentes est\u00e3o no cotidiano as figuras negras, seja no esporte ou no entretenimento. A presen\u00e7a de afro-americanos nas artes e nas for\u00e7as militares, por exemplo, refor\u00e7a a import\u00e2ncia da representatividade para aqueles que crescem \u00e0 margem da sociedade, apesar de em sua totalidade somarem 13,5% de toda a popula\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-1-1024x766.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-595\" width=\"334\" height=\"249\" srcset=\"https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-1-1024x766.jpg 1024w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-1-768x575.jpg 768w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-1-740x554.jpg 740w\" sizes=\"(max-width: 334px) 100vw, 334px\" \/><figcaption>&#8220;Compartilhe sua hist\u00f3ria&#8221;. Parte interativa do museu tamb\u00e9m d\u00e1 voz ao p\u00fablico para que relatos sejam registrados<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Ao fazer um paralelo \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o se sentir desconfort\u00e1vel com a aus\u00eancia de um exemplar dos mesmos moldes no Brasil, Pa\u00eds no mundo que por mais tempo e em maior quantidade viu desembarcar em seu litoral corpos negros a serem comercializados. S\u00e3o not\u00e1veis os esfor\u00e7os de espa\u00e7os como o <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Museu Afro Brasil (opens in a new tab)\" href=\"http:\/\/www.museuafrobrasil.org.br\/\" target=\"_blank\">Museu Afro Brasil<\/a>, o <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Museu da Aboli\u00e7\u00e3o (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/museudaabolicao.museus.gov.br\/\" target=\"_blank\">Museu da Aboli\u00e7\u00e3o<\/a> ou o <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Museu Afro-Brasileiro (opens in a new tab)\" href=\"http:\/\/www.mafro.ceao.ufba.br\/\" target=\"_blank\">Museu Afro-Brasileiro<\/a>, mas h\u00e1 ainda uma caminhada longa para dar ao tema a relev\u00e2ncia (e, em linhas gerais, o investimento) que merece.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto o exemplar brasileiro n\u00e3o vira realidade, \u00e9 obrigat\u00f3ria a visita ao NMAAHC para aqueles que estiverem por DC. Ouso dizer que entende-se mais da hist\u00f3ria dos EUA visitando este museu do que os memoriais e monumentos do National Mall. Facilita bastante o fato do museu ser muito bem localizado, bem ao lado do Monumento a Washington (aquele ic\u00f4nico obelisco) e ser gratuito por fazer parte da fam\u00edlia Smithsonian de museus.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignwide\"><img loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"769\" src=\"http:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-1024x769.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-597\" srcset=\"https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-1024x769.jpg 1024w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-300x225.jpg 300w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-768x576.jpg 768w, https:\/\/blog.panrotas.com.br\/viajante\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2019\/11\/webp-net-compress-image-740x555.jpg 740w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>A sauda\u00e7\u00e3o de Tommie Smith e John Carlos nas Olimp\u00edadas de 1968 est\u00e1 eternizada na \u00e1rea dedicada ao negro nos esportes<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O National Museum of African American History and Culture est\u00e1 aberto diariamente, das 10h \u00e0s 17h30. Na baixa temporada, entre setembro e fevereiro, \u00e9 exigida a reserva pr\u00e9via de ingressos apenas aos s\u00e1bados e domingos &#8211; durante a semana a entrada \u00e9 livre, basta passar pela seguran\u00e7a e pronto. Na alta, de mar\u00e7o a agosto, a entrada livre \u00e9 restrita a dias da semana e ap\u00f3s as 13h. Nas manh\u00e3s de segunda a sexta e aos s\u00e1bados e domingos a reserva pr\u00e9via de bilhete \u00e9 necess\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ps.: Uma sugest\u00e3o extra que eu n\u00e3o posso deixar de lado \u00e9 o <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"projeto 1619 (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2019\/08\/23\/podcasts\/the-daily\/1619-project.html\" target=\"_blank\">projeto 1619<\/a>. A s\u00e9rie de podcasts produzida pelo New York Times e com apresenta\u00e7\u00e3o de Nikole Hannah-Jones acompanha a tem\u00e1tica do NMAAHC de forma quase que siamesa.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o deixe de dar uma olhada nos \u00faltimos posts e acompanhe a jornada do Viajante 3.0 pela blogosfera da PANROTAS e tamb\u00e9m pela conta no <a rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Instagram (opens in a new tab)\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/viajante3.0\/\" target=\"_blank\">Instagram<\/a>.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 exatos 400 anos iniciou a trajet\u00f3ria dos negros nos Estados Unidos. Escravizados, os poucos sobreviventes de uma viagem transatl\u00e2ntica espanhola interceptada por ingleses chegaram por acaso na costa leste do pa\u00eds, no estado da Virg\u00ednia, em 1916. 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