Entidades, segmentos, todos os lados… Lacte

8 de fevereiro de 2012

Minha participação rápida, mas bastante rica no Lacte hoje (mediei um debate sobre o aumento da demanda na hotelaria e a dificuldade dos diferentes nichos, canais ou parceiros conseguir disponibilidade e manter acordos), me deu a certeza de que há muito a ser feito.

sei que vão me chamar de chato, cri-cri, ou até de b… (palavrão mesmo), como já o fizeram, mas as dúvidas que surgiram no painel, ou melhor a falta de soluções e as visões distorcidas que um segmento tem do outro, podia ser amenizada (não digo nem resolvida) por entidades de classe mais antenadas com a realidade, com o macro, com tecnologia e não apenas com o dia a dia.

Outro problema é a falta de adesão às associações. A falta de líderes com gás e disposição. Não pode haver tanto problema entre hotéis, TMCs e clientes e as entidades que envolvem esses segmentos não estarem perto de uma solução.

OK, vão falar dos comitês, vão dizer que existem produtos sim, vão dizem que não tem ou que tem solução… Não há vilões ou mocinhos. Mas há muitas dúvidas e muito a ser resolvido, para o bem de todos.

Repito que quando o tema é complexo e que as entidades precisam de mais adesões. Também que problemas comerciais são resolvidos entre empresas. Mas ordenar, apontar caminhos e dar voz a todos, como fez o Lacte e o fazem vários eventos de entidades,  é permitido.

Parabéns e obrigado aos corajosos Daniel (Accor), Roberta (Syngenta) e Fernando (Kontik) pela participação brilhante no painel e também à plateia super hiper participativa e conhecedora do assunto. Nem o Daniel foi vilão, bem a Roberta a chata e nem o Fernando o coitadinho. Todos mostraram-se profissionais. Falta algo que os ajude a encontrar soluções comuns. Se não existem, aí é outra história. Mas pelo que entendi, há jeito.

Acho que foi o melhor Lacte de muitos anos hein… Mas acho também que não deveria ser na semana do Workshop CVC… A gente chega na sexta-feira esgotado… Precisamos de energia para o carnaval…

Deixa eu voltar para a edição 1.000 do Jornal PANROTAS… Vocês não me aguentam mais falar dela, né… Mas semana que vem eu falo da 1.001. Prometo.

HAJA HOLOFOTE

5 de fevereiro de 2012

Esta é, praticamente, a última semana do começo do ano. Depois dela, só após o carnaval. E garanto que vai ter muita gente que vai precisar dos quatro dias de carnaval para DESCANSAR. Outros, espero que não muitos, para correr atrás do prejuízo e se adaptar a tanta movimentação do mercado.

A semana começa hoje, light, com a abertura do Lacte, evento corporativo, repaginado e com novo gás, após a separação da ABGev da GBTA. Uma outra entidade deve substituir esta última, mas a ABGev está mais renovada e cheia de boas ideias do que nunca, o que é bom para todos. Há fornecedores que vão focar apenas no Lacte, mas vai ser difícil ignorar os demais eventos da semana:

Workshop CVC – O primeiro com o novo presidente, Francisco Campos; o primeiro sem Valter Patriani (que assumiu a posição de consultor pessoal de Guilherme Paulus, ou seja, não está no Conselho de Administração da CVC); o primeiro após a saída de nomes importantes como Claiton Armelin e Michael Barkoczy; o primeiro com Vitor Bauab e Luis Soto no comando do nacional e do inter; o primeiro com Fábio Godinho e Fábio Mader; o maior de todos os tempos.

Sem muito alarde, a Flytour Viagens está reunindo diversos grupos que vêm para o Workshop CVC para eventos privativos, para mostrar o tamanho do Grupo Flytour e quem sabe adiantar algumas novidades.

A Trend Lazer, claro, não fica atrás e já agendou reuniões com vários empresários e executivos que estarão essa semana em São Paulo, para o Lacte ou a CVC.

Dia 10 tem IPO da Brasil Travel…

Há negociações surpreendentes para a formação de novos grupos… Alguns preferiram deixar os holofotes para CVC, Lacte e Brasil Travel, e só tiram suas cartas da manga (cartas assinadas já) somente depois do Carnaval…

Haja coração, amigos…

Contando até 1.000

31 de janeiro de 2012

Onde você estava em 27 de outubro de 1992? Foi o ano da Rio-92… Da crise na hotelaria do Rio. A Feira da Abav passava mais uma vez pela Cidade Maravilhosa. Collor já estava afastado do poder, mas o julgamento definitivo seria em dezembro. O cruzeiro era a moeda (antes do real, em 1994, ainda teríamos o cruzeiro real). E você, onde estava?

Estou às voltas com essas questões por causa da produção da edição 1.000 do Jornal PANROTAS. De 1992 até aqui, 2012, o JP continua a ser o único informativo semanal do turismo brasileiro. Não estranhe, nos próximos dias, se eu não aparecer muito nos eventos, pois estou às voltas com essas 999 edições e com a milésima. Não se espante se entregarmos números azuis enormes na sua mão e tirarmos fotos. E tente se lembrar onde estava em 1992… que matérias ou assuntos que foram retratados no JP te impactaram mais. Que colunistas. que histórias… Será uma edição para celebrar e recordar.

Abaixo, algumas fotos making-of da edição 1.000, que sai em duas semanas. Essa primeira parte foi no Rio de Janeiro, onde eu estava, aliás, em 1992, quando saiu a primeira edição do Jornal PANROTAS.

Darlene Mello, que também estava no PANROTAS Rio em 1992, imita o leão da MGM

Tomás Ramos, da rede Othon, com o 10… e os outros zeros?

Rhaiane Sodré, que era criança há 20 anos, Simone Lara, que estava na hotelaria, e eu

Nossa visita à sede do Senac, na Barra da Tijuca, onde fomos recebidos pelo Antonio Henrique

Tio Sam chama

27 de janeiro de 2012

Os americanos nos querem. Querem nosso dinheiro. Nossa alegria. Nossos turistas. Nossos grupos outrora desprezados por serem barulhentos, bagunceiros e mal educados. Nós aprendemos a viajar, já respeitamos filas, mas ainda longe do padrão europeu ou asiático, com sua disciplina silenciosa. O que nos diferencia mesmo atualmente é o poder de compra, a economia forte e o volume crescente de turistas que enviamos aos Estados Unidos.

Nossos bilhões de dólares, mais o lobby da US Travel Association, de Estados como a Flórida, Nova York, Nevada e Califórnia, e o trabalho dos operadores e fornecedores brasileiros e americanos surtiram efeito e o presidente Barack Obama citou nominalmente o Brasil e a China como países prioritários para a melhoria dos processos de emissão de visto. É um passo largo para que entremos no programa Visa Waiver, o que dobraria o número de brasileiros no país. Talvez por isso, com o consequente aumento dos gastos de brasileiros no Exterior, o governo brasileiro, incluindo o MTur, se fez de morto quanto ao assunto.

Mas e a tão alardeada Lei da Reciprocidade? O que vamos fazer para facilitar a emissão de vistos para americanos? Ou para aliviar as horas que ficam nas filas da Imigração? Parece que não estamos interessados em trazer mais americanos. Ao menos não como os americanos querem nossos visitantes.

Ainda é um sonho o dia em que teremos um presidente da República, em um ponto turístico de apelo universal, fazendo um discurso a favor de uma indústria que só faz crescer e gerar riquezas, empregos, integração… Por enquanto, turismo no Brasil é algo à parte para o governo. Sim, há um ministério, com pouco dinheiro, com pouco prestígio, pois sequer é chamado para as principais discussões sobre Copa e Olimpíada, com pouca visibilidade.

Somos otimistas, sim, isso há de melhorar. Pois o turismo daqui até 2016 se fará ser notado, seja pelo lado bom (turistas, riquezas, empregos, a imagem do País mundo afora) ou pelo ruim (apagões, falta de infraestrutura, desvios de verbas). Que imagem queremos após 2014 e 2016?

O que estamos fazendo agora por nossa indústria? Sim, queremos mais sul-americanos. Mas também os viajantes que gastam mais. Sim, a Europa está em crise. Mas a Alemanha não. Sim, os Estados Unidos exigem vistos dos brasileiros. Mas não tem, mesmo com crise, americano algum querendo morar no Brasil.

Tio Sam nos chama e nos seduz. Mas o Zé Carioca está mais para Macunaíma e faz manha. Afinal, turismo pra quê?

Festa da Manu

25 de janeiro de 2012

Feriado em São Paulo é sinal de…festa da Manuela, a filha da Leonor (LTN) e do Carlinhos (Esferatur)… E como eu não perco festa de criança por nada (docinhos, docinhos), muito menos a da fofa da Manu, lá fui eu para o Morumbi me divertir um pouquinho… E encontrar muitos amigos do tarde, claro… Festa da Manu também é dia para encontrar o trade. E ver a criançada se divertindo com as histórias de Rapunzel, brincando juntas, algumas simplesmente a cara dos pais… Abaixo, alguns flashes…

Carlinhos e os filhos Rodrigo, Manu e Patrícia

Leonor e Manu

Manu recebe o trade turístico

Domingos, da Flytour, e Marco Antonio, da Tam… Aliás vejam abaixo o fofo do filho do Marco Antonio, o Pedro…

Pedro, filho do Marco Antonio Souza, da Tam…

Ricardinho, da Tyller, e a mulher, Toni, da Tam, e Vazquez

Esse povo do turismo está sabendo fazer filho bonito… Esse é o Gustavo, filho do André, da Esferatur

Tanabe e Teixeira

Juliana, da Esfera, com a filha

Adriana Cavalcanti não resistiu e tirou foto com Pateta e o príncipe da Rapunzel (que por aqui, acreditem, se chama José Bezerra)…. Cortei a Rapunzel da foto, pois Adriana tem de reinar sozinha (Cássio, vejam só, estava trabalhando… Goiaci não deu folga)

Toni e Ricardo Amaral, que estava com a esposa, Roberta, o filho Rafael e a sogra, Silvia Cintra (Juarez também estava trabalhando… o Ju Neto não deu folga)

Carlinhos brinca com a filha do André Sanajotti e uma mão aparece para assustar a criança… De quem será essa mão? Hein, Adriana?

Se a gente falou de turismo, negócios? Claro que sim. Mas isso é só para amanhã e depois, depois… Hoje é feriado e dia de festa da Manu…

PS Fotos de Emerson de Souza, treinando para voltar das férias…

O TURISMO AMADOR

23 de janeiro de 2012

Como lembrou o Cássio (Oliveira) em seu blog Consolidando, Guilherme Paulus está na capa da Exame, o que mostra o prestígio que sabemos que ele tem, merece e construiu. Para mim, merecia a capa da Veja, pois Paulus mudou a forma de fazer turismo no País, apostou há décadas em mercados consumidores que hoje estão na mira de todos, teve visão, empreendeu e ajudou a desenvolver o turismo do Brasil, enquanto o governo, até hoje, não sabe o que é turismo. Mas não estou aqui para comentar  a reportagem da Exame (e com ela a CVC mostra à concorrência que ainda veste a coroa sim), apesar de uma de suas frases ter me levado a pensar no tema desse post. A certa altura, falando da saída de Valter Patriani, e de como ele guardava lugar na fila dos shows de Roberto Carlos no Rio, chegando a amarrar sua cadeira de praia nas grades, para que, se dormisse, ninguém pegasse seu lugar, a reportagem fala que eram tempos românticos e até amadores. Em outro momento também recorre à palavra profissionalização para dizer que as empresas de turismo, algumas das quais ainda dirigidas por seus fundadores, estão mudando sua gestão para competir nos novos tempos.

Mais que profissionalização, acho que a definição do que está acontecendo é essa: mudando ou adaptando a gestão aos novos tempos. Só que o turismo sempre fez isso. Sempre mudou. Sempre se adaptou. E usar a palavra profissionalização pode dar a entender que antes não era profissional. O que é profissionalizar, afinal? Preencher relatórios, padronizar processos, olhar números e não pessoas?

Olhar o passado como romântico para mim é outro erro. A realidade era aquela, e Paulus começou fazendo de tudo, sendo guia, vendedor e gerente. Se tivesse de começar hoje, faria diferente? Quantos empreendedores do mundo virtual começaram no quarto de suas casas, vendendo eles mesmos seus projetos? Quantas bandas não ensaiaram na garagem de casa antes de estourar? Quantos não estagiaram sem remuneração, ou foram voluntários em projetos que os abririam portas? Românticos? Não. Reais. Alguns têm o primeiro emprego via classificados de jornais, outros por indicação, herança, sorte… Alguns ralam muito, investem, arregaçam as mangas. Não profissionais? Amadores? Longe disso.

Basta conhecer um pouco sobre agenciamento de passagens e produtos de turismo em geral para saber que não há amadorismo ali… Nem na base (emitir um bilhete, usar um GDS, pedir um reembolso não é tão simples como comprar em um site), nem no topo (fundadores já deram espaço para as novas gerações há muito tempo, sendo que, obviamente, alguns o fizeram somente depois de morrer ou se aposentarem, mas mesmo assim, a coisa evolui). Também classificar a administração familiar como amadora não é justo. Temos diversas no turismo e suas empresas crescem, com os filhos, irmãos, primos e sobrinhos, mas também com gente trazida do mercado e de fora dele. E, claro, exemplos de empresas que fecharam por isso ou por outros motivos. Porque não evoluíram, não se adaptaram ou não souberam resistir às crises.

Mas definir como profissionalização o momento atual não é justo com esse passado que também não é romântico. Românticos existem em qualquer época e são também eles que ajudam o setor a se desenvolver. Mesmo na frieza da frase “quero fazer meus acionistas felizes” ou depois de ter de preencher inúmeros relatórios, há aqueles que acreditam mais que os demais, que se esforçam mais, que dão além do que lhes é contratado.

O turismo e suas empresas passam por mais uma transformação. Alguns terão de mudar a gestão, outros a forma de relacionamento com a rede de distribuição, alguns expandirão, outros encolherão, uns se adaptarão, outros pedirão para sair… Vender a empresa não é se profissionalizar.

Guilherme Paulus construiu seu império com muito profissionalismo (o crescimento crescente, a criação de uma rede de lojas, o lançamento de produtos à frente da concorrência, o foco na classe média, a fidelidade dos funcionários são prova disso), adaptando-se às circunstâncias e com a ajuda de profissionais de altíssimo nível como Valter Patriani (o maior vendedor que o turismo já teve e ainda tem), Claiton Armelin e Michael Barkoczy. E para se adaptar aos novos tempos, dar um outro salto e atingir novas metas (além dos fatores pessoais) decidiu vender a empresa. Mais um exemplo de que profissionalismo não lhe falta. E continua um romântico, basta ver seu entusiasmo ao falar dos novos projetos hoteleiros, seja para a classe A ou para a C, que ele, ao contrário do que pensam, não esqueceu.

CABEÇA FUMEGANDO

17 de janeiro de 2012

Como disse anteriormente, estou em Atlanta, para um evento exclusivo para a imprensa, organizado pela Travelport. Da América do Sul, apenas eu. Da América Latina, apenas eu e uma jornalista da Turistampa, do México. O resto, cerca de 20 profissionais, dos Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, África do Sul, Austrália, Índia… O Travelport tem sede em Londres, mas Atlanta é sua principal base nos EUA, até por causa do histórico do Worldspan, que já foi da Delta, que hoje é a maior cliente global do Travelport. Se a Delta compra a American, aliás, vai resolver um problemão pro Travelport, substituindo a United, que deixa de ter sua plataforma baseada e gerenciada pelo TP daqui a dois meses.

Enfim… esse post é para dizer que evento de tecnologia é feito pra fazer a gente pensar. Jogam um monte de informação e siglas e estatísticas em nossa cabeça e o que ficar ficou. Mas é bom estar atento a tudo, pois muita coisa se explica pela tecnologia, muita empresa crescerá por causa dela e por trás de tudo estão os investidores do Blackstone, donos do Travelport, que andaram (e andam) loucos para comprar empresas de turismo no Brasil.

A apresentação da Chief Marketing Officer do Travelport, Gillian Gibson, sobre o futuro da tecnologia para viagens, foi um dos pontos altos do dia. Expert em tecnologia e marketing, começou com um vídeo provocador e muito bom, que vou tentar copiar para mostrar a vocês. Há dados e tiradas como:

As dez profissões mais procuradas atualmente simplesmente não existiam em 2004.

Hoje temos de formar jovens para profissões que também ainda não existem.

Metade do que se aprende na escola estará desatualizado em poucos anos.

80% dos bilhões de e-mails disparados por dia são spam, portanto, cuidado com suas ações na internet. Ninguém quer entrar no Facebook e ser bombardeado por empresas oferecendo algo… Vá ao encontro dos anseios do consumidor (que você sabe onde está), mas não de encontro…

Uma que achei bem legal é: são feitas 90 bilhões de buscas no Google por mês (dados de 2010). Para quem perguntávamos tudo isso antes do Google? Quem será que deixamos falando sozinho? Ou quem não procuramos mais? Ou o que não pensamos mais pois o Google pensa pra gente? Que perguntas são essas?

Toda a informação que será gerada este ano (4 exabytes, mas não me perguntem quanto é isso), é mais que a existente nos últimos cinco mil anos. Não estamos falando de qualidade, claro.

Os dados frios (só rankings, sem detalhamentos) de Gillian, no entanto, ignoraram o Brasil e a América Latina, pois ela pegou estatísticas de países cujos turistas mais gastam (Alemanha, EUA, China, Reino Unido e França), os que mais recebem visitantes (França, EUA, China, Espanha, Itália, Reino Unido…), onde estão os maiores pedidos de aeronaves (65% Ásia Pacífico e Oriente Médio), os maiores aeroportos em construção (China de novo)… Brasil, México… parecem não
existir. Mas sabemos que os brasileiros são os que mais gastam, per capita, nos Estados Unidos. Que teremos a Copa e a Olimpíada. Que teremos a maior empresa
aérea da região, e 12ª do mundo, a Latam. Que contra a China não há quem possa, mas que localmente, há diversos reis pelo mundo…

Conversando com ela posteriormente (até entreguei um Brazil Overview para ela), Gillian reconheceu a importância do Brasil, sabe que o Travelport está investindo menos que o País merece e precisa e mostrou saber que nossa economia está atraindo investidores do mundo todo.

Foi um dia longo e cheio de coisas para pensar. Sim, smartphones, social medias são o futuro. Mas sempre haverá as exceções, as surpresas, as mudanças bruscas de rumo… O jeito é ficar antenado e flexível. Aberto e junto do cliente. Essa é a mensagem que a Travelport quer passar. De GDS a empresa inovadora, que pegou todos os serviços de um sistema de reserva e dividiu em produtos, em uma plataforma aberta e flexível, segundo Gillian como não há na indústria.

Ah, 16% do tempo que os americanos passam na internet é em mídias sociais. Eu já tenho Twitter, que uso pouco. Se eu abrir uma conta no Facebook vou ter de tirar esse tempo de outras atividades… Hum, não seu se quero deixar de assistir aos vídeos maliciosos que circulam na net…hehe…ou navegar sem rumo, atraído por títulos, fotos, anúncios, frases e dicas de outros… Acho que não vai ser em 2012 ainda hein… Mas sei que terei de me curvar, para não quebrar. Até que outro vento sopre e me apresente novamente esses dilemas da vida moderna. Que não mudam a vida de ninguém, é verdade. Mas que são parte da vida de todos nós.

Viagem a Atlanta a convite do Travelport, com proteção GTA

DELTA VEM PRAS CABEÇAS

16 de janeiro de 2012

Ela já passou pelo famoso Chapter 11 (que esperava apenas a chegada da AA, o que ocorreu em novembro passado), já foi pequenininha no Brasil (e por isso brigava, e ainda briga, mais com preço que com produto), discreta nas ações… Mas a Delta Air Lines mudou. E vem mais coisa por aí.

Algumas ações:

- no Brasil e na América Latina, só cresce. Tanto que foi criada uma vice-presidência só para cuidar da região, reportando-se diretamente ao presidente. E Nicolas Ferri, o titular do cargo, já veio ao Brasil algumas vezes.

- além de apostar em outros mercados no Brasil (Nordeste, Manaus), investiu também nos maiores emissores, como São Paulo, Rio e Brasília.

- agora tem produto para brigar pelo melhor do mercado corporativo. A nova Business Elite, com espécie de cabine e cama 180 graus, além de configuração 1-2-1 e sistema de entretenimento fantástico, é elogiada por todos. E um diferencial. A concorrência ainda tem apenas poltronas inclinadas. A novidade está nos voos de SP para Atlanta e NYC, mas vem mais novidades por aí. Afinal, 2012 é o ano 15 da Delta no Brasil. Ah, sim. Na econômica, além da opção Comfort, também há vídeo individual e entretenimento bem variado.

- Apostou no SP-Detroit e se deu muito bem.

- A Delta já e a segunda maior empresa americana. O Aeroporto de Atlanta vai ganhar um novo terminal internacional ainda este ano, boa parte investimento da DL, que faz o mesmo em NYC.

- A Delta quer comprar a American Airlines. Isso mesmo, Além de se tornar a maior do mundo, passando a United (CO + UA), vai abalar a Oneworld e fortalecer ainda mais a Skyteam. Isso, se a aquisição der certo.

Ou seja, quem apostou em Delta 15 anos atrás, está rindo à toa. O que não quer dizer que quem colheu esses anos todos também não esteja, não é mesmo? Como dizem os diplomatas do turismo: há espaço para todos, com alternância de posições, claro. Ah sim, estou em Atlanta, na terra da Delta, para um evento da Travelport.

Aguardem notícias tecnológicas (se eu entender direitinho, né?).

PS 1: olha que felicidade. A hospedagem e o evento do Travelport são no W Downtown Atlanta. É uma de minhas marcas preferidas. E me deram um studio bem espaçoso.

TROCA A MINHA FOTO ou PHOTOSHOP ME

13 de janeiro de 2012

Viagem para a Grécia. Cruzeiro maravilhoso. Destinos incríveis. E dias nublados. Não um ou dois. Todos os dias amanhecem nublados. Cadê aquele céu azul, aquele mar mais azul ainda, o contraste com as casinhas brancas? Vale usar o Photoshop nesse caso? Você se sentiria traído? Uma revista teria de avisar que usou o programa ou não?

E se for apenas para tirar uma lata de lixo ou uma caixa d’água inconveniente da foto? Não é o que fazem na publicidade? Mas estamos falando de comerciais ou de fotojornalismo? E na internet? Vale tudo? Hoje, na PANROTAS, o uso mais comum do Photoshop é para clarear as imagens e adequá-las para impressão. Mas imperfeições ou a naturalidade dos cenários estarão lá.

Certa vez, uma executiva de um CVB teve briga homérica com o editor porque na foto de seu destino a praia estava cheia de algas. Ou seja, o mar azul do folheto publicitário na realidade tinha algas e como se tratava de uma matéria, elas ficaram na foto.

Às vezes queremos a foto de uma pessoa para uma notícia, mas ela só aparece abraçada com alguém. Lá vem o Photoshop nos auxiliar, tirar dedos e pontas de paletó. Mas e se o fotografado se acha feio na foto publicada e pede outra, de divulgação, tipo anúncio de leite desnatado ou creme dental? Tudo limpinho, sem rugas, dentes brilhando, fundo com merchandising, terno impecável… Mas na entrevista real o cidadão não estava assim…

Não custaria trocar (teoricamente), mas imaginem todos os veículos com a mesma “foto publicitária”, que pode ser em qualquer momento, qualquer ocasião, só que com o fotografado “photoshopado” e mais magro…

Não teria graça tirar a dama de honra emburrada das fotos do casamento real de 2011 (de Kate e William). Ou “consertar” a cara de constrangimento de alguns políticos ao terem escândalos revelados. Ou a naturalidade de um sorriso, um choro…

Claro, ninguém quer sair mal em uma foto. Sair feio, barrigudo, velho, pálido, com cabelo bagunçado, o botão da camisa estourando, a meia deixando aparecer a canela, a mão no lugar errado, os olhos fechados… Mas não estamos falando de modelos, artistas ou vendedores de xampu e sim de fatos, de eventos, assuntos corriqueiros, do dia a dia do turismo.

Infelizmente, algumas vezes vamos ao evento e nas fotos tiradas as pessoas não estão em seus melhores dias. Ou não se arrumaram direito. Ou estavam tensas. O que diferencia a vaidade do cuidado com a imagem? O Photoshop é útil para tornar as fotos publicáveis. Mais iluminadas. Fazer ajustes.

Os limites somos nós e vocês que estabelecemos. Até onde ir? Vejam os regimes ditatoriais como usam o Photoshop para fins malignos… Ou as revistas masculinas que transformam mulheres em mulherões.

Há bom senso e boa vontade, mas plástica, milagres e viagem ao tempo não conseguimos fazer, ainda. E nem queremos. Temos dias bons e dias ruins. Mas sem Photoshop. Como pedem as notícias. E suas fotos de divulgação são bem-vindas, e serão usadas oportunamente. Mas no evento, sorria e relaxe. Essa é a vida como ela é.

PS: A cada semana são muitos os que nos pedem para trocar fotos, pois estão “feios” ou “não saíram bem”… Ou os que pedem pro fotógrafo: “de perto não hein…”, “deixa eu ver a foto”, “ah, tira outra”. Olha, eu adoraria sair sem barriga, com mais cabelo, barba preta e sem esses sinais que nascem no meu rosto… Mas eu sou resultado do que fiz comigo mesmo, e do que fizeram, em 42 anos… Será que vou aderir ao botox? Usar cinta? Buscar um dermatologista? Ou relaxar? Eis a questão. Enquanto isso no BBB… que raiva daqueles corpos “perfeitos”. Mas isso já é outra história.

OLHO POR OLHO

12 de janeiro de 2012

DENTE POR DENTE…
GERENTE POR GERENTE…

A CVC levou Silvia Russo da Trend. A Trend pegou Fernando del Cistia da CVC para cuidar de suas operações de lazer nacionais.

E a Flytour Viagens ainda nem começou a vender… Se bem que já tem grupo reservado para depois de abril…

Um dos fieis da balança nesse duelo será, que ironia, o corporativo. A Trend tem. A Flytour tem. A Brasil Travel (prestes a nascer) tem. E a CVC, dizem, também já tem (via Carlyle), mas ainda não anunciou.