Arquivo de julho de 2010

QUER COMPRAR ESSA RAPOSA?

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Eis o tal do post muito delicado, que pode causar polêmica desnecessária, mas que merece debate. Inspirado em discussões recentes e que vão virar reportagem em um futuro Jornal PANROTAS, perguntamos: o Brasil sabe se vender? Sabe que produto destina-se a que público? Além dos 65 destinos indutores, o MTur orienta os pequenos destinos?

Por ora, menos é mais. Vou mostrar um comunicado de imprensa recebido da Agência de Desenvolvimento do Turismo de Tocantins, Estado que não conheço, mas que com certeza tem belezas dignas da Região Norte, como Alter do Chão, Marajó, Manaus, Monte Roraima e tantas outras. Em seguida, as fotos que ilustram a matéria. E está aberto o debate. O Brasil sabe se vender?

PRESS RELEASE – AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DO TURISMO DE TOCANTINS

“Praia da Raposa surpreende com boa estrutura

Longe das mais badaladas praias do Estado, a Praia da Raposa em Tupiratins, a 260 km de Palmas, vem ganhando cada vez mais destaque pela estrutura e quantidade de visitantes que escolhem este recanto, indiscutivelmente belo, para passar as férias e uma boa temporada de praia.

Com acesso pela BR- 153 e TO 432 ou TO 239 até a cidade, sendo estrada não pavimentada. A travessia é feita com voadeiras por R$ 6,00 a passagem (ida e volta), até chegar à praia no meio do rio, com uma pequena serra ao fundo. Foram montadas 14 barracas comerciais construídas em palha e com tendas na frente, formando um largo corredor.

Para agitar os corpos, instalou-se uma pista de dança coberta também com tendas e piso de madeira, bem à frente do palco. E à beira da água tendas tamanho 4×4, preservando o espaço de quem quer pegar sol e dos que preferem apenas sombra e água fresca.

A água limpa e tranqüila do rio Tocantins, permite que famílias descansem tranquilamente, deixando as crianças brincarem à vontade, na água ou nos brinquedos pula-pula. Entretenimento também nos espaços com redes de vôlei e shows durante todo o fim de semana.

Nas barracas de acampamento, algumas menores em formato triangular e outras maiores, com aluguéis que variam de R$ 80,00 a R$ 180,00 em sua maioria ocupadas por famílias, que todos os anos vêm passar alguns dias na Praia da Raposa. Engana-se quem acha que em acampamento não há conforto, algumas levam além dos colchões, as camas, TV, som e churrasqueira. A praia transforma-se em uma extensão da casa de cada um.

Na família de Francisca Maria Veloso, de Brasília, há parentes que moram em Goiânia, Cuiabá e Palmas e todos vieram se reunir na praia da Raposa. Eles ocuparam três barracas grandes, além das barracas de camping, para passar 10 dias no atrativo.

“Conheci a praia em 2007 e fiquei apaixonada. Daí a idéia de reunir toda a família para se confraternizar e curtir esse lugar maravilhoso”, disse.

A odontóloga Mara Liliana Lopes, de Palmas, também estendeu as férias com a família, um grupo de quase 60 pessoas, para passar o fim de semana na praia. “Eu já conhecia mas este ano a estrutura está bem melhor, estamos vendo o pessoal da limpeza trabalhando, o que contribui com a praia que é muito boa”, disse.”

FIM DO PRESS RELEASE

FOTOS DE DIVULGAÇÃO DA PRAIA DA RAPOSA – AGÊNCIA DE DES. DO TURISMO DE TOCANTINS

Pensei em não colocar nada. Pensei em ignorar. Pensei, pensei, pensei, mas esse é o nosso diferencial – elogiar o elogiável e mostrar as mazelas e problemas. Se mostrei que Brasília, com seus belos cartões postais, patrimônio mundial, está abandonada, com lixo nos atrativos turísticos e pouca estrutura para bem receber o turista, por que não posso demonstrar meu espanto com o material que recebi da Praia da Raposa, em Tupiratins, a 260 km de Palmas, no Tocantins?

Sem querer saber de culpados (pois não há), queria algumas respostas, apenas isso. Do tipo: o que fazer com esse tipo de turismo? É assim mesmo e o erro está em vender para todo o Brasil? R$ 180 é uma diária em um bom hotel três estrelas em São Paulo. Uma barraca na Praia da Raposa também. Por que a estrutura não é condizente? As fotos mostradas são atrativas para vender o local? Há fotos melhores e aí está o problema? Há política de turismo para ajudar nesse caso tão distante dos chamados destinos nobres?

Debate aberto.

E continuo querendo conhecer o Tocantins.

MISSÃO IMPOSSÍVEL

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Tam está de volta aos GDS. Está quase tudo dito. Quase tudo explicado e cada um entenda como quiser. Os números nos próximos meses falarão por si e a companhia acredita que aumentará suas vendas com a decisão.

Agora, a pergunta que não quer calar? Quanto os GDSs estão cobrando da Tam por segmento? Ou melhor…de quanto foi a redução que fizeram para a Tam. Há sete anos, quando decidiu sair dos GDSs (no doméstico e nas promocionais), a Tam alegou altos custos. Lembram-se da figura do dinossauro que chegou a ser usada? O segmento custava, oficialmente, na época, cerca de US$ 4. Hoje está em US$ 5,50, na média. Qual foi o desconto dado à Tam? Amadeus e Sabre deram o mesmo desconto? Os GDSs terão margem para dar incentivos às agências?

Quem responderá a essas perguntas? Chama o Tom Cruise… Ou a Angelina Jolie, que anda batendo nas bilheterias o astro de Missão Impossível com seu novo filme, Salt…